quarta-feira, 22 de abril de 2009

E o amanhã?




“As sociedades modernas sinalizam o futuro e querem edificá-los. Mas pode-se perguntar: com o indivíduo cada vez mais massificado, mais conformista, ele ainda é capaz de desempenhar este papel?
Desde o início da modernidade, a idéia de que o homem é um ser que cria sua própria condição fez parte do arsenal teórico da filosofia política. Michel Focault diz que o homem é um projeto recente e que “tende a desaparecer da história como um rosto desenhado na areia do mar”. Ao ver as tecnologias que nós mesmos criamos e que hoje imperam na nossa vida podem contribuir para isso? As condições que nós criamos para o mundo em que vivemos acabarão nos denominando?
E o que esperar do futuro? As diversas promessas de um futuro melhor são sempre apresentadas. E hoje, nos leva a pensar...
Veja só, a promessa exige longo prazo. Quando você promete alguma coisa, está incluída a idéia de dúvida, você se vai conseguir cumprir ou não. Então precisa do tempo longo para saber se cumpriu a promessa.
Hoje só se fala do futuro para justificar o que é o presente, não existe mais a idéia do tempo longo e o que vai acontecer.
E o mal-estar vem muito dessa dissolução da idéia de futuro. E como a gente fala de futuro?
Fala em mercados futuros, o futuro virou mais um valor de troca. Então quando se fala: ”os jovens não têm expectativa de futuro”. Porque esse capitalismo produz uma cultura e uma educação cuja atividade cerebral é próxima a zero.
E aí querem que a juventude faça o quê? Vira delinqüente ou entediado.
O tempo que lhe é imposto como forma por excelência da vida é o consumo de bens materiais. Sem nenhum ideal de espírito.
Rousseau, no século XVIII, é que começa a delinear o tom defensivo que caracteriza toda a política a favor da defesa do meio ambiente desde então. Ou seja: o espetáculo da construção da história parece totalmente entregue às forças transformadoras da razão instrumental.
E tais forças tendem a respeitar, como é notório, qualquer limite, qualquer forma de autocontrole. Elas são constituídas por um exemplo de fatores que se estende do individualismo capitalista à suficiência por assim dizer fatalista das inovações tecnológicas.
E é em face dessa verdadeira avalanche, cega aos limites entre a transformação e depredação, que deve-se educar-se a consciência crítica; daí o seu caráter defensivo.
A continuidade da generalização do modelo de organização econômica dos países ricos não levará a homogênea universalização do bem estar global. Pelo contrário, conforme explicou Celso Furtado, a reprodução mimétrica do padrão de crescimento dos ricos entre as nações periféricas resulta na internalização aprofundada do subdesenvolvimento, com a necessária marginalização das parcelas carentes da população.
Em outras palavras: a consciência crítica debate-se dentro do paradoxo: ela se quer atuante, mas chega tarde demais, e essa talvez seja a condição de seu próprio vigor.
Nem é preciso lembrar, como por exemplo, esse escândalo maior que é a situação da Floresta Amazônica.
Por tudo isso tem que ensinar a estimular o pensamento. O Português, por exemplo, nos parâmetros curriculares nacionais consta assim: ”o ensino da língua portuguesa visa criar cidadãos responsáveis.” Pronto. Quer dizer, não tem literatura. Aí a criança é analfabeta secundária por quê? Por que não aprendeu a ler através da literatura. Então na hora que você pega um texto mais complexo, não dá Para entender. Essa idéia de que a educação tem que atender a sociedade é a incivilidade absoluta. Você dá um pouquinho rápido e só. Nós não temos todo o tempo da educação, que é o tempo de aprender a lidar com o tédio. Agora, essa escola é o tédio, ela não ensina a lidar com o tédio. Por que o tempo não existe, você tem que passar rápido para outra coisa.
E a pergunta que não quer calar: E o amanhã?

Profª Guilhermina Rocha
Especialista em Educação e Historiadora
Presidente do CEPRO
Colunista do Jornal Razão - Rio das Ostras
Email: guilherminarocha@oi.com.br

CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras
Avenida das Flores, nº 394 – Bairro Residencial Praia Âncora
Rio das Ostras – RJ
Telefone: (22) 2760-6238 / (22) 9834-7409
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quarta-feira, 15 de abril de 2009

Estarei presente, sempre.




Prezados(as) leitores(as) e amigos(as),

Motivada pelo grande número de e-mails recebidos, vou tentar aqui esclarecer os motivos pelos quais me desliguei, a pedido, da Prefeitura de Rio das Ostras. E para ser bastante direta e acredito que meus leitores certamente não aceitariam tergiversações vazias, digo que se estabeleceu para mim o fim de um ciclo e o desafio de assumir novas demandas.

Entretanto, quero começar por alguns agradecimentos, também públicos. Primeiro à cidade, que me acolheu, depois à Prefeitura de Rio das Ostras, pelo convite na figura do Prefeito Carlos Augusto, e à Secretaria de Educação, que me deu a oportunidade de participar na elaboração do nosso referencial curricular. Mantenho meu respeito a todos e o desejo de uma gestão comprometida com os interesses do povo.

Acredito que as sementes foram plantadas e agora considero que devemos seguir e construir outros trabalhos. Nossa história é forjada com muita luta e dignidade, princípios caros, como a valorização dos profissionais da educação, o plano de cargos e salário, a gestão democrática etc. Acreditamos que o avanço nas relações e no compromisso pedagógico não possa ser coadjuvante de meros dispositivos burocráticos.

Queremos, no entanto, ressaltar que estivemos juntos à Secretaria de Educação enquanto vivíamos um projeto mais democrático e desafiador. E por um tempo foi de fato apaixonante. Entretanto, no momento em que se descaracterizaram estas ações, aquele modelo se desfaz.

Desejamos nesta cena que os agentes sejam de fato provocados e desafiados a avançar nas conquistas com intensa participação. Os avanços não vêem através de benesses e sim de luta, da compreensão e do entendimento. O professor não está em sala de aula apenas para executar. Ele tem de ser desafiado, motivado, chamado para o jogo, para o bom combate.

Para tudo isso é preciso liberdade para pensar, para fazer. Um processo engessado por apenas uma maneira de pensar pode se tornar desastroso. E basta um olhar pela história para entender.

Asseguro que independente de estarmos ou não em Governos, o que nos interessa é o projeto macro, a questão nacional, um projeto nacional de nação. A população de Rio das Ostras precisa saber o que tem sido feito pela educação deste país e em quais campos. Quero compartilhar que mantenho minha disposição e compromisso com a defesa da educação como princípio e direito, como nos diz a nossa Constituição.

Feito isso, desejo informar que acabo de assumir cadeira no Conselho do Fundeb – Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e da Valorização dos Profissionais da Educação, no Estado do Rio de Janeiro. Aqui vale considerar que o Fundeb é um avanço ao enxergar a educação como um todo, desde a educação infantil até o ensino médio. Um avanço também porque representa um aporte muito maior de recursos. Nesse sentido, integrar o Conselho é mais do que uma tarefa honrosa, é um desafio e uma responsabilidade enormes, dado que há de se ter controle sobre a aplicação destes recursos, o que num Estado como o Rio de Janeiro me parece um desafio redobrado.

Outra tarefa que aceitei foi a de fazer parte da organização da Conferência Nacional de Educação – CONAE. Quanto a esta, estou literalmente saltitante. É neste espaço que vamos debater e atuar no campo das idéias, de forma democrática, com todos os belos embates possíveis, para construir, para avançar. As personagens envolvidas precisam atentar que está em curso um novo plano de educação, diretrizes e estratégias nacionais para efetivação do Sistema Nacional Articulado de Educação. Estar no centro dessas discussões é mais do que um desafio, é um prazer.

Recentemente participei do IX Congresso Ordinário da FETEERJ – Federação de Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino no Estado do Rio de Janeiro, que aconteceu em Nova Friburgo e homenageou a educadora e militante negra Lélia Gonzales. Lá, fui eleita para a nova diretoria da entidade no biênio 2009/2011 e assumi a Secretaria de Organização e Relações Políticas, Sociais e Sindicais.

Coloquei aqui estes meus novos desafios, que com certeza não eliminarão aqueles do meu dia-a-dia. O desafio de realizar um trabalho comunitário, através do Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras – CEPRO estará sempre na ordem do dia. Construímos uma instituição que vem se solidificando e mostrando visibilidade. Ali, no bairro Âncora, exercemos um projeto de cidadania, educação e cultura.

Além disso, estão em pauta o desafio de discutir educação e luta no meio sindical; a tarefa de ajudar a conduzir a CNTE – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação; o desafio de teimar em construir um diálogo com os novos professores e funcionários de escolas, no sentido de ampliar a teia que tecemos visando a dar transparência às políticas pedagógicas que encaramos em nosso trabalho; o desafio de ser mulher e dona-de-casa; o desafio de ser uma cidadã política atuante; o desafio de saber dizer não na hora certa.

Obrigada a todos os colegas da educação e de outras áreas por tudo que me proporcionaram. Minha trajetória está mais rica, com certeza.

Estou em campo, trabalhando pelo(a) professor(a), pelo(a) trabalhador(a), pela educação, pelas mulheres, pelas crianças, pelo meio ambiente, pelo povo de Rio das Ostras, pelo povo brasileiro.

Um grande e fraterno abraço da Professora Guilhermina Rocha.

Profª Guilhermina Rocha
Especialista em Educação e Historiadora
Presidente do CEPRO
Colunista do Jornal Razão - Rio das Ostras
Email: guilherminarocha@oi.com.br

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sexta-feira, 10 de abril de 2009

Rio das Ostras cidade-mãe que me acolheu


No próximo dia 10 de abril Rio das Ostras vai completar 17 anos de emancipação político-administrativa. Numa bem-sucedida escalada que a transformou num belo cartão-postal. E nesse pouco tempo de vida nova a cidade demonstra mesmo sua vocação e força para o crescimento. Rio das Ostras tem de fato surpreendido em sua capacidade de avançar, muito disso em virtude dos royalties do petróleo, que a transformaram em fenômeno de crescimento em tão pouco tempo.
Todo este crescimento alvissareiro se traduziu em oportunidades, mas a reboque trouxe também problemas que os gestores devem estar atentos para que não recrudesçam. Temos aqui ao lado o exemplo recente de Macaé. Também catapultada à condição de mega-arrecadação, a cidade atraiu grande massa de trabalhadores. Muitos qualificados e a grande maioria sem nenhuma qualificação. Todos atraídos pelas oportunidades oferecidas pela indústria do petróleo. A cidade teve de se adequar às pressas ao crescimento que se tornou desordenado e a violência que cresceu sobremaneira.
Nossa vizinha com certeza trabalha para resolver os problemas que cresceram por conta de questões sociais, como desemprego e falta de oportunidades. Por outro lado, há que se ter em conta que o crescimento dentro do modelo neoliberal, centrado no capitalismo selvagem, tende em algum momento a desaguar numa incontrolável usina geradora de problemas e crises de todos os tipos.
Então, voltemos à temática ambiental. Entendemos o assunto como elemento de formação de novas condutas. Não adiante falar de preservação se a gestão não se compromete com medidas de controle sérias que resultem em uma ‘natureza pura’. Tão importante quanto preservar o ambiente e corrigir os abusos cometidos contra ele é trabalhar para mudar as mentalidades, suas práticas e responsabilidade social.
Para uma cidade tão nova como a nossa, desejamos que mantenha a beleza natural e busque um tipo de desenvolvimento sustentável centrado no homem e em suas necessidades. A requalificação de empresas, dos governos e das pessoas deve fazer parte de nosso propósito coletivo. A procura de um mundo mais limpo tem feito com que cientistas busquem soluções inovadoras.
Pensar e agir localmente, sem perder a perspectiva dos grandes problemas socioambientais em nível global, é algo que tem de estar presente nas agendas dos governos, nos três níveis.
Para aqueles que acreditam em transformação social este é um excelente momento para a reflexão. No sentido de conhecermos um pouco da história de Rio das Ostras. Precisamos ouvir aqueles e aquelas que trazem consigo a herança das margens dos rios. Os indígenas, os escravos e nossos pescadores.
Para nos incluirmos neste momento de comemoração, o CEPRO estará realizando no dia 11 de abril de 2009, às 18 horas, o Projeto História, Memória e Cultura de Rio das Ostras. Além de depoimentos desejamos contribuir para a formação de uma identidade com esta cidade e território. Sabemos que hoje nossa cidade como diz em seu hino recebe e acolhe cerca de 80% de pessoas que não nasceram AQUI.
Obrigada Rio das Ostras!

Profª Guilhermina Rocha
Especialista em Educação e Historiadora
Presidente do CEPRO
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terça-feira, 7 de abril de 2009

Dia do Jornalista


No dia 07 de abril comemoramos o dia do jornalista, um profissional que apesar de uma atividade de muito desgaste e responsabilidade, precisa estar sempre atento às mudanças ocorridas na sociedade. Ou seja, um jogador polivante, em termos futebolísticos.
Há controvérsias sobre o dia do jornalista, em algumas ocasiões ele pode ser comemorado no dia 24 de janeiro por ocasião da data do padroeiro da profissão, São Francisco de Sales (bispo e doutor da Igreja Católica). O dia 29 de janeiro, também uma data comemorativa do ofício do jornalismo, é a efeméride mais citada e mais recuada na história do Brasil. Tal longevidade não lhe confere informações precisas sobre seu início e o porquê da escolha deste dia. Alguns afirmam ser uma homenagem ao jornalista e abolicionista José do Patrocínio falecido em 1905.
No dia 16 de abril comemora-se o dia do repórter, um profissional do jornalismo, ou seja, podemos chamar também de dia do jornalista também.
Tomemos o dia 07 de abril como uma espécie de data oficial. Remontando ao passado, a data relembra o assassinato de um dos mais importantes jornalistas da época imperial brasileira, o italiano João Batista Líbero Badaró. Alguns meses depois, aliados a diversos outros fatores, o imperador Dom Pedro I renunciara em favor de seu filho Dom Pedro II, partindo para Portugal. Para alguns historiadores, a morte de Líbero Badaró foi um grave ataque à figura pública do imperador e de seus políticos.
Anos depois, a Associação Brasileira de Imprensa escolheu o fato para representar o dia do jornalista.
Nós do CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras – parabenizamos todos os profissionais do jornalismo, em especial, o colaborador, amigo, parceiro, o jornalista Julio Cesar Rocha.


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Dia Mundial da Saúde




Há muito pouco para comemorar neste Dia Mundial da Saúde, que é celebrado todos os anos no dia 07 de abril.
A população brasileira seguidamente precisa enfrentar situações ruins e graves problemas nos estabelecimentos de saúde no Brasil, sobretudo, nas unidades públicas. Falta de médicos, de insumos básicos e de unidades especializadas para os atendimentos são os problemas mais comuns. Já os planos de saúde são quase sempre inviáveis para a grande parte da população por seus altos preços.
Poucas unidades hospitalares e postos de atendimento de saúde primam pela excelência.
A prevenção, que deveria ser a temática principal das redes de debates e discussões sobre as ações de saúde, nem sempre é lembrada.
Há muito pouco para comemorar, principalmente quando lembramos que a saúde de nossos trabalhadores está em risco, com técnicas, equipamentos e procedimentos obsoletos, que pouco ou nunca levam em consideração os princípios da ergonomia, evitando as famosas e temidas lesões por esforço repetitivo (LER) e os distúrbios relacionados ao trabalho (DORT – Distúrbio Osteo-muscular Relacionado ao Trabalho).
Precisamos de uma nova forma de ver os cuidados de saúde, tanto os mínimos, quanto os mais complexos.
Nós do CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras – temos a nítida certeza sobre a necessidade da prevenção como a melhor arma para evitar doenças e diversos problemas, ou pelo menos minimizá-los.
Temos que ter uma nova postura para que tenhamos algo para comemorar nesta data e não fatos a lamentar quando lembramos dela.
No Dia Mundial da Saúde, a palavra mais lembrada deveria ser respeito. Respeito ao paciente, respeito às normas de segurança em saúde, respeito ao profissional da área.

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sexta-feira, 3 de abril de 2009

O Teatro




No ano que comemoramos o centenário de um dos mais importantes e belos teatros do mundo, o Teatro Municipal do Rio de Janeiro, não podemos deixar de lembrar dois importantes fatos referentes a uma das formas mais antigas de representação do cotidiano já criada pelo homem – o teatro.
Neste último dia 27 de março, no Brasil e em todo o mundo, foi comemorado o Dia Mundial do Teatro. Diversos espetáculos teatrais, encontros e eventos celebraram essa arte, ressaltando seu significado e sua importância. O Dia Mundial do Teatro foi criado, em 1961, pelo Instituto Internacional de Teatro (ITI), uma instituição ligada à Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).
O teatro, que nasceu na Grécia há mais de 2.500 anos, teve como primeiros gêneros de representação, a tragédia e a comédia. A civilização grega produziu obras de valor permanente, que fazem parte da nossa cultura e são representadas até hoje. Ésquilo, Sófocles e Eurípedes são considerados os maiores autores da tragédia grega. A famosa “Édipo rei”, de Sófocles, é um belo exemplo de tragédia, em que um personagem luta contra seu próprio destino. O mais conhecido autor de comédias da Antigüidade é Aristófanes. Dentre inúmeras peças produzidas por ele, podemos destacar A revolução das mulheres, uma sátira aos costumes políticos e às diferenças entre os sexos.
Outro gênero teatral muito difundido é o drama, que nasceu no século XVIII, na França. O drama leva ao palco situações cotidianas e conflitos de pessoas comuns.
No Brasil, o teatro sempre teve dramaturgos talentosos. No século XIX, a comédia de costumes retratou com graça a sociedade brasileira da época, na obra de autores como Martins Pena e Artur Azevedo.
No século XX, Nelson Rodrigues, um dos maiores dramaturgos de nosso teatro, conseguiu retratar com perfeição a sociedade conservadora e suas formas de burlar esse controle, em peças como “Vestido de noiva”, “Bonitinha, mas ordinária” e muitas outras. Dias Gomes, Zé Celso, Augusto Boal e muitos outros produziram verdadeiras obras-primas, auxiliados por atores do mais grosso calibre como Fernanda Montenegro, Gianfrancesco Guarnieri e Paulo Autran.
Existem também formas de representação não verbalizadas, presentes em diversas culturas ao longo do planeta, como a dança, as formas de expressão relacionadas ao corpo, o teatro kabuki no Japão e o teatro de sombras da China.
O teatro é uma experiência marcante, humana e reveladora. O palco é o lugar onde nos reconhecemos. Não é por outro motivo que Shakespeare aconselhou seus atores a não perderem a simplicidade:
Pois tudo que é forçado deturpa o intuito da representação, cuja finalidade é exibir um espelho à natureza: mostrar à virtude sua própria expressão; ao ridículo sua própria imagem e a cada época e geração sua forma e efígie" (Hamlet, Ato 3, cena 2).
O teatro lida com emoções, colocadas num palco diante de nós. Chamamos de teatro as obras de arte criadas para serem representadas num palco por atores. Os atores emprestam o corpo e a voz para viver os personagens criados pelos autores. Os autores de teatro, por sua vez, são chamados de teatrólogos ou dramaturgos.
Um desses teatrólogos, o brasileiro Augusto Boal, foi nomeado Embaixador Mundial do Teatro pela UNESCO, em cerimônia realizada na Maison Fontenoy, em Paris, no último dia 25 de março.
O evento contou com a participação de diversos membros do ITI, do qual o Brasil faz parte.

O CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras – valoriza todas as formas de arte e parabeniza o diligente dramaturgo Augusto Boal, importante idealizador do Teatro do Oprimido e da democratização das produções teatrais no Brasil.
Esperemos agora pela reabertura do Teatro Municipal do Rio de Janeiro e bom espetáculo.




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quinta-feira, 2 de abril de 2009

Gênero e Educação Escolar – desafios ainda presentes

Dois anos se passaram nessa relação semanal que se estabeleceu entre mim, o Jornal Razão e meus queridos leitores. E assim como naquele momento é com grande satisfação que comemoramos este tempo de muita reflexão e discussão de idéias. Volto como no início para falar de educação, mola que move em meu dia-a-dia prazeroso, e gênero. Nessa sintonia, quero ressaltar que o CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras – esteve recentemente representado no Seminário da Secretaria de Mulheres do Governo Federal, que aconteceu na cidade de Maricá. Em discussão o tema “As mulheres e as políticas públicas”.
Há dois anos falávamos da I Conferência Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres em Rio das Ostras e naquele momento se chamava atenção sobre a necessidade de tratarmos deste assunto numa perspectiva do redirecionamento do papel do Estado e das vias das políticas públicas. Essa é uma necessidade ainda presente. Por isso ganha importância ímpar os encontros que o CEPRO realiza uma vez por mês. No sentido mesmo de tratarmos de questões pequenas e amplas pertinentes ao nosso interesse.
Ressaltamos que a educação é a grande ferramenta para a construção desta mudança. Como antes, reafirmo que a educação para a igualdade entre meninos e meninas é um elemento fundamental de cidadania para a construção da democracia entre gêneros. Em relações de gênero, ressalto, educação e cidadania são mais do que palavras-chave de um debate teórico. Elas correspondem à maneira de entender e ler o mundo e suas práticas educativas, cujas articulações podem conferir uma dimensão profundamente transformadora à educação escolar democrática.
Lidar com as diferenças sem transformá-las em desigualdades é um dos desafios que se apresentam a educadores e educadoras todos os dias.
E por entender que a diretriz da igualdade de gênero está na agenda das políticas públicas, cabe às nossas escolas o papel de através da educação banir qualquer traço que remeta à intolerância e ao preconceito, fatores umbilicalmente ligados à violência. Devemos educar crianças, jovens e adultos de diferentes etnias, gêneros e origens sociais e culturais para se tornarem pessoas livres de preconceitos e sentimentos racistas. E isso só será possível se a igualdade, na diversidade, for estabelecida como parâmetro comum.
Voltando no tempo, eu dizia que o que hoje chamamos de preconceito sexista era a norma na sociedade: homem não chora; lugar de mulher era na cozinha; o homem era o responsável por sustentar a casa, enquanto à mulher cabiam os cuidados e a educação dos filhos. Salta aos olhos ver que as próprias mulheres reproduziam toda a forma de preconceito. A coisa mudou um pouco, mas para isso foram importantes os movimentos pela emancipação feminina e as conquistas de direitos, entre eles maior acesso à educação.
As mulheres foram às ruas, reivindicaram e conquistaram direitos. Aos poucos foram transformando a sociedade para que a linha que separa homens e mulheres seja cada vez mais tênue. Para tanto, é fundamental a atuação dos educadores na base, na pré-escola, no ensino fundamental. Mas para isso, é preciso que também os educadores vençam os seus preconceitos e estejam preparados para viver em uma sociedade moderna sem os ranços do passado.
Sabemos que a transformação na direção da igualdade, respeitando as diferenças, não se dá por inércia e nem por acaso. Se outros modelos de masculino e feminino estão sendo gestados é porque setores do movimento de mulheres e educadores questionaram as discriminações de gênero. Ainda é necessário ampliar os referenciais para uma nova pedagogia e um novo projeto político-pedagógico das escolas que entrelace as diversas perspectivas de classe, raça/etnia e gênero, alterando as pautas valorativas que permeiam as interações multifacetadas entre os sujeitos no cotidiano escolar.
Entendemos que, se Rio das Ostras quer ser reconhecida como uma cidade verdadeiramente educadora, a questão de gênero, que ainda tem um longo percurso até ser resolvida, deve estar presente na formação de seus cidadãos e cidadãs e entrar, de modo consciente e crítico, como parte da educação escolar.
Esperamos que a leitura desse texto contribua para que mais e mais educadores se sintam instigados a desvendar essas relações.

Profª Guilhermina Rocha
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Dia da Mentira

Você sabe por que o dia 01° de abril é conhecido como Dia da Mentira?


Como você bem sabe existem e existiram diversos calendários em pontos diferentes do planeta. Calendários que usam as fases da lua, as estações do ano e os calendários solares. Alguns até misturam essas referências na busca por uma melhor forma de datar o tempo.
O nosso calendário que é chamado de Calendário Cristão, Calendário Gregoriano ou Calendário Ocidental foi instituído em 1582 pelo Papa Gregório III, após uma reforma no antigo calendário Juliano (de influência romana). Lembrem-se que a Igreja Católica era uma das maiores instituições da Europa daquele período.
Anteriormente no calendário Juliano, os anos começavam no final de março e início de abril. As comemorações de Ano Novo tinham o dia 1° de abril como o primeiro dia do ano, isso coincidia com o início da primavera no continente europeu. Após a reforma do calendário no século XVI, na França, as pessoas passaram a chamar esta data de Dia da Mentira.
As brincadeiras chegaram até os nossos dias, sendo algumas delas saudáveis, outras nem tanto. Os novos tempos trouxeram novos usos para esta data, até vírus de computadores são usados para pregar peças nas pessoas mais desavisadas.

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