segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Anistia 30 anos - Por verdade e justiça





Uma palavra tem pelo menos um significado, no entanto, existem palavras que possuem diversos significados, um exemplo: anistia. De acordo com os dicionários, manuais ou livros de história, a palavra anistia significa esquecimento, perdão em sentido amplo, indulto ou ainda fim das perseguições às ideias e às lutas que foram travadas por indivíduos deixando suas raízes na sociedade atual.
Neste ano de 2009 completaram-se trinta anos da promulgação da lei de anistia e a Fundação Perseu Abramo realiza uma exposição virtual, com materiais conservados no Centro Sérgio Buarque de Holanda, para marcar esta data.
Nós do CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras – compartilhamos a convicção da conceituada Fundação Perseu Abramo, onde reitera que anistia não pode significar esquecimento e sim verdade e justiça.
O espaço virtual disponibilizado pela Fundação funciona como uma espécie de
visita à história recente do Brasil, trazendo a público, fotos, cartas, desenhos e depoimentos do acervo do Centro de Memória Sérgio Buarque de Holanda, pedaços da memória dos que se foram e dos que sobreviveram na luta por um país mais justo.
A exposição Anistia 30 anos - Por verdade e justiça percorre os diversos momentos políticos e a participação da sociedade no enfrentamento das arbitrariedades cometidas pelos detentores do poder, rememorando acontecimentos chave da caminhada pela democracia e pela justiça, no passado e em nosso presente.
Fonte:
http://www2.fpa.org.br/portal


CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras
Avenida das Flores, nº 394 – Bairro Residencial Praia Âncora
Rio das Ostras – RJ
Telefone: (22) 2760-6238 / (22) 9834-7409
E-mail:
cepro.rj@gmail.com
Blog: http://cepro-rj.blogspot.com
CEPRO – Um projeto de cidadania, educação e cultura em Rio das Ostras

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Artigo do Jornal Razão: O que agride a natureza também agride o homem


O homem é o único animal que modifica a natureza, muitas vezes de forma irreversível. Faz isso desde que aprendeu a construir sua casa, cultivar os alimentos, domesticar os animais e explorar os minerais. A sociedade moderna intensifica de forma tão alarmante este processo, que compromete a vida no planeta. O objetivo? Aumentar o lucro capitalista
A revolução industrial acelerou a degradação da natureza com o uso de combustíveis fósseis (inicialmente carvão, hoje petróleo e gás). O crescimento das áreas cultivadas e a extração mineral destruíram vegetações nativas e florestas. Em consequência, os rios foram afetados com redução do seu volume e da qualidade de suas águas. Inúmeras espécies animais e vegetais foram extintas.
Muitas áreas são destruídas em nome da urbanização e do crescimento. Os interesses econômicos continuam estimulando muitas agressões ao meio ambiente, com a convivência dos órgãos públicos e muitas vezes dos meios de comunicação.
Hoje existe uma crescente tomada de consciência ecológica e uma legislação ambiental. Em algumas regiões, a destruição vem sendo interrompida ou mesmo revertida
Sabemos que as substâncias descartadas, que poluem o meio ambiente, são matérias-primas e energia desperdiçadas. A reciclagem ganha espaço. Processos industriais limpos – que usam filtros para evitar a poluição atmosférica, por exemplo – podem até significar economia para as empresas.
Hoje, o Brasil produz 88 milhões de toneladas de lixo por ano, cerca de 440 quilos por habitante. Consideramos ser impossível reduzir a zero a geração de resíduos. Mas muito do que jogamos fora deveria ser mais bem aproveitado. Potes e vasilhames de vidros e caixa de papelão podem ser úteis em casa ou nas indústrias de reciclagem.
A saúde do planeta depende de uma mudança de mentalidade. O ser humano é parte da natureza e o meio ambiente não pode ser pensado separado das ações, ambições e necessidades humanas. Isto porque as principais fontes de poluição estão nas atividades econômicas, sobretudo no crescimento urbano desordenado e nas indústrias.
Devemos exigir investimentos na prevenção de acidentes e em tecnologias para utilização racional de energia e água e para redução do descarte de efluentes. E, ao mesmo tempo, políticas ambientais de preservação e uma educação cidadã mais eficiente.
Um bom exemplo que podemos compartilhar é a Oficina de Arte e Reciclagem do CEPRO. O Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras tomou como iniciativa a organização desta oficina onde emprega a arte como um agente de transformação social, em conjunto com os projetos de intervenção socioambiental e as campanhas em defesa do meio ambiente.
A reciclagem é um assunto muito comentado nos dias atuais. No entanto, nem todos percebem a real necessidade de termos uma cidade mais limpa e de economizarmos os recursos naturais para um futuro com mais qualidade de vida.
O desenvolvimento sustentável é o grande desafio do século XXI. Um desenvolvimento que atende às necessidades do presente, sem descuidar das necessidades das futuras gerações.
Devemos lutar por um modelo de desenvolvimento que seja socialmente justo, com valores éticos e respeito à soberania dos povos. Um modelo que se promova em harmonia com o meio ambiente. Precisamos cuidar do nosso planeta, para que ele dê sustentação às nossas reais necessidades. E dizer basta ao consumismo que nos vem sendo imposto, modificando os nossos hábitos e destruindo a nossa morada - a TERRA.

Profª Guilhermina Rocha
Especialista em Educação e Historiadora
Presidente do CEPRO
Colunista do Jornal Razão - Rio das Ostras


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terça-feira, 25 de agosto de 2009

Telescópio de Galileu faz 400 anos


Em 25 de agosto de 1609, Galileu Galilei apresentava ao mundo o telescópio, sua mais nova invenção.
Esta data deve passar despercebida para muitos, mas trata-se de um dos mais importantes avanços tecnológicos da história. Não é à toa que o Google mudou seu logotipo para homenagear a descoberta do astrônomo italiano, primeira pessoa a observar a Lua através de um telescópio.
A invenção foi um aperfeiçoamento de uma luneta patenteada em outubro de 1608 pelo holandês Hanz Lipperhey. Decidido a aprimorar o objeto, Galileu conseguiu, em menos de um ano, criar um telescópio de trinta aumentos que permitiu que fizesse inúmeras descobertas a respeito do espaço, de fato isto lhe trouxe muitos problemas com a Igreja Católica.
Nascido em Pisa, no dia 18 de Fevereiro de 1564, Galileu Galilei ingressou aos 17 anos na faculdade de medicina, que abandonou para estudar e ensinar matemática. Tornou-se professor na Universidade de Pisa em 1589, e foi lá que se aprofundou em astronomia e nas teorias vigentes na época.
Ao observar o espaço com seu telescópio, Galileu percebeu que a crença de que a Terra era o centro do universo estava completamente errada. Além de comprovar a tese de Nicolau Copérnico, que colocava a Terra girando ao redor do Sol, Galileu percebeu que ela era apenas mais um corpo celeste, entre tantos que existiam no espaço.
O italiano também registrou uma série de fenômenos e características dos astros até então desconhecidas, como as Luas de Júpiter e os anéis de Saturno, sem poder distinguir o que eram os objetos encontrados.
Em 1613, as descobertas de Galileu começaram a colocá-lo em situação delicada com a Igreja Católica. Em seu livro Cartas sobre Manchas Solares, ele se pronuncia a favor da teoria de Copérnico. Alguns anos depois, julgado pelo Tribunal do Santo Ofício, A Inquisição, foi proibido de divulgar ou ensinar suas idéias.
Desobedecendo às ordens, Galileu lançou o livro Diálogo. Como resultado, em 1633, foi obrigado a se retratar formalmente por seus “erros” e, condenado por heresia, passou o resto da vida cumprindo prisão domiciliar em sua casa, em Sienna.
Em 1638 Galileu ficou totalmente cego e faleceu dia 9 de janeiro de 1642.

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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Homenagem a Denise Scaramella



Poema-artesanato
Maria da Graça Almeida
“...Meu poema é artesanato.
E sai-me pronto das mãos.
Coso-o, com muito cuidado,
cirzo-o, sem distração.
Às vezes, vem das sucatas
de contas e velhos botões,
de renda e fitas baratas,
da fieira dos piões...”

Ao longo de nossa caminhada, encontramos pessoas que contribuíram diretamente ou indiretamente para o sucesso de nosso projeto. Infelizmente perdemos uma pessoa de caráter e personalidade ilibadas, D. Denise Scaramella, mãe, esposa, avó, amiga, aluna e por que não professora da Oficina de Arte e Reciclagem do CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras.
Dona Denise contribuiu de forma ampla e apresentou uma produção que primava pelo esmero e dedicação. Ao mesmo tempo, ganhou a nossa confiança e passou a ser uma referência entre as alunas do projeto e as pessoas da nossa comunidade.
Estamos certo de que D. Denise fará falta por sua amizade e carinho e podemos afirmar categoricamente que sua passagem por nossas vidas será lembrada sempre com saudades incessantes.
Assim informamos que o nosso projeto Oficina de Arte e Reciclagem, como forma de homenagem, passará a se chamar Oficina de Arte e Reciclagem Denise Scaramella.
Aos familiares e amigos, os nossos sinceros sentimentos e um forte abraço!

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terça-feira, 18 de agosto de 2009

O Mundo não é mais o mesmo. Está tudo mudado!

“O controle da consciência é uma área de luta política tão ou mais importante do que o controle das forças de produção”.
Antonio Gramsci

Ao longo do século XX ocorreram intensas mudanças no campo do conhecimento histórico, econômico, político e social.
Como salientou o historiador Eric Hobsbawm “a destruição do passado – ou melhor, dos mecanismos sociais que vinculam nossa experiência pessoal à das gerações passadas - é um fenômeno mais característicos e lúgubres* do final do século XX”.
Isto é, no desenvolvimento tecnológico, na ciência ou nos processos sociais, em muitas ocasiões tudo parece se transformar.
As necessidades impostas pela globalização têm procurado oferecer condições objetivas para o interesse do capital, no que se refere às novas tecnologias.
As tendências do mercado de trabalho voltadas exclusivamente para o aumento da produção em escala mundial, têm efetivamente alterado as relações no ambiente de trabalho, tanto do ponto de vista das estruturas produtivas, como das relações entre o capital e trabalho, marcadas pelas representações de classe.
Estas mudanças têm reflexo direto e indiretamente nas posturas de governo, trabalhadores e empresários.
A globalização da economia tem colocado regiões inteiras do planeta numa situação em que predomina a exclusão social, por um lado e por outro, o desemprego e os ataques permanentes aos direitos sócio-ambientais e trabalhistas.
Nos países mais pobres ou economicamente mais frágeis, as políticas de ajustes estruturais se refletem em privatizações de empresas estatais e na reestruturação de políticas laborais, convertendo emprego seguro em trabalhos precários e relações de trabalho flexibilizadas, com o enfoque na redução de direitos trabalhistas e sociais.
A desregulamentação do Estado e a redução de gastos públicos para fins sociais, são fortes exemplos dos impactos dessa globalização.
Nesse bojo, ressalta-se a necessidade premente de se promover um novo modelo de desenvolvimento no país, centrado na sustentabilidade econômica , social e do ambiente.
Dessa forma, o crescimento do emprego e da renda – assim como a concretização do conceito de trabalho decente emanado pela OIT (Organização Internacional do Trabalho) – são alguns dos pressupostos fundamentais para estabelecer um novo marco regulatório das relações entre capital e trabalho.
A conjuntura nacional, embora contraditória, pode representar um oportunidade de avanço da classe trabalhadora. O desafio sempre foi e continua sendo reforçar que a nossa proposta para a construção de um outro mundo, no qual a inclusão seja a tônica, deve contemplar nas análises econômicas nacional e internacional, as dimensões de gênero, raça/etnia, reafirmando que não há neutralidade em qualquer política econômica que se adote, pois está demonstrado que os efeitos da aplicação da política macroeconômica são diferenciados seja para gênero, seja para a diversidade étnico/racial e cultural.
Assim, a implementação de um novo marco de civilização no Brasil, pautado pelo diálogo social e pelo respeito aos direitos individuais e coletivos, requer também, para sua consolidação, instituições democráticas da sociedade civil, fortes, representativas e autônomas frente ao Estado e ao capital, que ultrapassem várias gerações e se modernizem em sintonia com o seu próprio tempo.

Profª Guilhermina Rocha
Especialista em Educação e Historiadora
Presidente do CEPRO
Colunista do Jornal Razão - Rio das Ostras
Email: guilherminarocha@oi.com.br

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segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Saiba mais sobre a gripe Influenza A H1N1


Gripe A, Nova Gripe e Gripe Suína são alguns dos diversos nomes dados a doença respiratória causada pelo vírus A, tecnicamente falando seu nome correto é Influenza A (H1N1). Essa gripe, que teve seu vírus alterado por mutações, é transmitida de pessoa a pessoa, principalmente por meio de tosse, espirro ou de secreções respiratórias de pessoas infectadas.
O Ministério da Saúde propôs uma série de recomendações. Entre elas, evitar aglomerações, lavar bens as mãos, procurar um médico ao menor dos sintomas. Além dessas recomendações, existem outras mais específicas como usar máscaras cirúrgicas descartáveis durante toda a permanência em áreas afetadas, ao tossir ou espirrar, cobrir o nariz e a boca com um lenço, preferencialmente descartável, não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal, evitar tocar olhos, nariz ou boca e principalmente não usar medicamentos sem orientação médica.
Caso você tenha estado em áreas afetadas pela Gripe A, nos últimos 10 dias, e esteja apresentando febre superior a 38ºC é aconselhável que se procure por assistência médica na unidade de saúde mais próxima e informe ao profissional de saúde o seu roteiro de viagem.
A forma rápida de contágio dessa doença reclassificou a infecção por Influenza A (H1N1) de epidemia para pandemia.
Mas você sabe o que significa tais termos?
Epidemia significa doença que, numa localidade ou região, ataca simultaneamente muitas pessoas. Já Pandemia é o surto de uma doença com distribuição geográfica muito alargada.
Existem grupos de pessoas que são mais propensos a serem infectados pelo vírus da Influenza A (H1N1), são eles: idosos, crianças, gestantes, obesos, doentes crônicos e pessoas com imunidade reduzida.
Os sintomas mais comuns são dor de cabeça, febre repentina, tosse, coriza, dores musculares e nas articulações, podendo evoluir para sintomas mais críticos como: confusão mental, pressão baixa, dores no peito, frequência respiratória alterada, sinais de desidratação e dedos das mãos e pés arroxeados.
Para evitar que a Influenza A (H1N1) atinja a um dos principais grupos de risco, as crianças, diversas prefeituras prorrogaram o período de férias escolares pelo menos até o dia 17 de agosto. Tal decisão foi seguida por escolas e creches particulares de diversos estados, principalmente Minas Gerais, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, assim mais de 15 milhões de alunos estarão sem aulas neste período. Tal decisão não foi uma prerrogativa do Ministério da Saúde, e sim dos estados e de suas prefeituras.
Especialistas discordam sobre o adiamento das aulas, com opiniões contra e a favor deste. Eles concordam apenas em um aspecto a capacidade de infecção do vírus.
O CEPROCentro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras – aconselha que se tomem as medidas propostas pelas autoridades de saúde.
Para maiores informações acesse:

http://www.anvisa.gov.br/hotsite/influenza/index.htm
http://super.abril.com.br/revista/254/materia_revista_466580.shtml?pagina=1
http://portal.saude.gov.br/portal/saude/profissional/area.cfm?id_area=1534



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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Centenário da morte de Euclides da Cunha




O célebre escritor Euclides da Cunha nasceu na cidade fluminense de Cantagalo, em 20 de janeiro de 1866. Além de escritor, foi sociólogo, repórter jornalístico, historiador e engenheiro. Órfão de mãe aos três anos de idade, foi educado pelas tias. Frequentou conceituados colégios fluminenses, depois ingressou na Escola Politécnica e, posteriormente na Escola Militar da Praia Vermelha.
As ideias republicanas de seus colegas cadetes e de seu professor Benjamin Constant contagiaram-no. Em um episódio, Euclides jogou uma espada nos pés do então Ministro da Guerra Tomás Coelho. Após ter sido, submetido ao Conselho de Disciplina, saindo do Exército em 1888. Suas tendências contrárias a Monarquia foram reforçadas na propaganda republicana no jornal O Estado de São Paulo.
Proclamada a República, foi reintegrado ao Exército com promoção. Ingressou na Escola Superior de Guerra e conseguiu ser primeiro-tenente e bacharel em Matemáticas, Ciências Físicas e Naturais.
Euclides casou-se com Ana Emília Ribeiro, filha do major Frederico Solon de Sampaio Ribeiro, um dos líderes da República.
Entre 1889 e 1897, Euclides passou por diversos empregos e atividades importantes. Da ocorrência do evento de Canudos, em 1897, escreveu dois artigos pioneiros intitulados “A nossa Vendéia”, fato que lhe valeram um convite do jornal O Estado de São Paulo para cobrir o final do conflito. Euclides considerava, como muitos republicanos daquele período, que o movimento do beato Antonio Conselheiro tinha a pretensão de restaurar a monarquia e ainda era apoiado pelos monarquistas residentes no País e no exterior.
A cobertura jornalística da Guerra de Canudos rendeu um dos maiores livros da literatura nacional, “Os Sertões”, publicado em 1902. Já no lançamento da 1° edição, Euclides da Cunha garantiu um lugar na Academia Brasileira de Letras.
A vida pessoal de Euclides contrastava com as glórias do escritor. Há muito, vizinhos e amigos alegavam que sua esposa Ana, teria um amante, o jovem tenente Dilermando de Assis. O próprio Euclides chamava um dos filhos de Ana, de “espiga de milho no meio do cafezal”, referindo-se ao único louro numa família de pele morena.
Tentando “lavar sua honra com sangue”, atitude comum para aqueles que eram vítimas de adultério, Euclides da Cunha saiu armado na direção da casa do militar, disposto a matar ou morrer. Dilermando era campeão de tiro e matou-o em 15 de agosto de 1909, há exatos 100 anos. A imprensa da época chamou este episódio de “a Tragédia da Piedade”, por ter ocorrido no bairro do subúrbio carioca.
O corpo de Euclides foi examinado pelo médico e escritor Afrânio Peixoto, que também assinou o laudo e viria mais tarde a ocupar a sua cadeira na Academia Brasileira de Letras.


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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Apesar de você - 30 anos da Anistia Política no Brasil


O CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras – informa que estão abertas as inscrições para o simpósio “Apesar de você - 30 anos da Anistia Política no Brasil”, que será realizado entre os dias 26, 27 e 28 de agosto no auditório 13, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ, a partir das 18:30h.
O evento está sendo organizado pelo Núcleo de Identidade Brasileira e História Contemporânea (NIBRAHC) da UERJ e tem como principal objetivo garantir à comunidade acadêmica e à sociedade civil brasileira o acesso ao debate sobre a defesa dos direitos humanos, a abertura dos arquivos do período de 1964 até a década de 1980 e a polêmica sobre a tortura no Brasil.
Os debates contarão com a presença de pesquisadores de variadas instituições, e dos Ministros Paulo Vannuchi e Dilma Rousseff. Entre colóquios programados teremos as mesas:
A luta pela anistia e os direitos humanos no Brasil.
Tortura, repressão e luta armada na Ditadura.
Abertura de arquivos: o Direito a verdade.

As Inscrições são gratuitas e haverá emissão de certificados.
O endereço e a programação completa estão disponíveis no site do evento:
http://sites.google.com/site/30anosdaanistia/

Sobre o NIBRAHC, acesse http://www.nibrahc.blogspot.com/

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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Conferência Intermunicipal de Educação - CONAE

Hoje, podemos dizer que todo trabalho iniciado pela comissão organizadora estadual junto aos municípios já começam a dar seus primeiro frutos. Em destaque para o pólo Norte Fluminense II, que abrange Macaé e municípios adjacentes: Conceição de Macabu, Carapebus, Casimiro de Abreu, Quissamã e Rio das Ostras. Sendo aí onde melhor pude atuar na medida das minhas condições e disponibilidades.
Gostaria de compartilhar que este trabalho inédito, frutos de muitas mãos, tem sido uma experiência desafiadora. Construir uma Conferencia Nacional de Educação (CONAE), cumpre um papel decisivo para consolidação de um projeto democrático e popular neste país.
Nos dias 06, 07 e 08 de agosto estarão reunidos em Macaé diferentes segmentos da sociedade discutindo o tema central da CONAE: Construindo o Sistema Nacional Articulado de Educação: O Plano Nacional de Educação, suas Diretrizes e Estratégias de Ação.
A partir deste momento, ele se torna objeto de estudo e de deliberação, incluindo, portanto, o debate de todos os níveis, etapas e modalidades de ensino em um fórum de mobilização nacional pela qualidade e valorização da educação com a participação de amplos segmentos educacionais e sociais.
Como todos (as) sabemos, o Brasil ainda tem uma grande dívida social para com a maioria de nossa população. Para nós, educadores e educadoras, é hora de integrarmos o nosso dia-a-dia de trabalho com esse desafio de construirmos um Sistema Nacional Integrado de Educação, voltado para superar o grande fosso que nos separa de tantos outros países, inclusive daqueles com menores potencialidades que o nosso.
Mas, para isso, não podemos e não devemos copiar fórmulas superadas e descontextualizadas. Esta tarefa que é de todos e todas inclui desde secretários de educação e gestores públicos até representantes da sociedade civil organizada, em especial, dos movimentos sociais.
A democracia será o foco de nosso debate, pois através dela acreditamos ser possível construir novos alicerces para a paz e a prosperidade dos povos e para igualdade em nosso país. Em âmbito educacional, a democracia se traduz na efetiva participação dos profissionais na elaboração, na implantação e na avaliação das políticas públicas; na escolha dos dirigentes escolares; na construção do projeto-político–pedagógico da escola por seus atores; na alfabetização e na qualidade do ensino para todos.
A CONAE será um importante espaço democrático para a construção da política nacional de educação e dos seus marcos regulatórios, na perspectiva da inclusão, igualdade e diversidade.
Neste sentido, os desafios da educação pública brasileira, neste momento de crise mundial, revertem-se de importância estratégica sob vários aspectos, que vão desde a profissionalização dos trabalhadores – acometidos pelo massivo desemprego mundo afora – à formação das presentes e futuras gerações, com o compromisso de atender às demandas éticas , sociais, culturais, ambientais, tecnológicas,econômicas, dentre outras, impostas por este momento histórico.
De modo que nos perguntamos: é possível, no mundo contemporâneo, as relações em sociedade serem organizadas sem fundamentos precípuos que direcionem para a idoneidade moral dos indivíduos e à justiça coletiva, e que primem pela inclusão e a igualdade social? E podem convencionar, democraticamente, esses princípios, senão um poder soberano eleito pelos cidadãos e cidadãs de cada país? E qual o papel da educação na construção dessa nova ordem social? Como o sistema educacional e as escolas – e seus atores – devem se organizar para serem protagonistas e colaboradores frente a esses desafios?
Essas e muitas questões, chegam num momento ímpar para o Brasil e para o mundo , que têm a chance de consolidar outros rumos para as sociedades local e global.
Neste sentido, conclamo a todos os educadores, estudantes, pais , mães para participarem da Conferências Intermunicipal , Estadual e Nacional de educação, com intuito de debater os principais temas em voga na política educacional.
Sua participação é muito importante para melhorarmos a qualidade da escola pública e para construirmos um Brasil melhor para todos.
Desta maneira, faço aqui meu prévio agradecimento por poder estar contribuindo para este momento histórico, que está apenas começando.
Muito trabalho teremos ainda pela frente. Mas é do bom combate que nascem as melhores vitórias. E é o que o povo brasileiro e, em particular, o fluminense espera e merece de nós.


Profª Guilhermina Rocha
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