sábado, 30 de janeiro de 2010

Feira da Economia Fraterna


Como parte das comemorações dos seus 30 anos, a Paróquia Nossa Senhora da Conceição está organizando a Feira da Economia Fraterna.
A proposta da feira é propiciar um espaço de promoção, divulgação e comercialização de produtos como artesanatos, alimentos produzidos por pessoas que não tenham onde expor. Priorizando pessoas desempregadas ou que precisem aumentar sua renda familiar.
O CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras – apóia esta ideia e participa com uma barraca com o artesanato produzido pelas artesãs e alunas da Oficina de Arte e Reciclagem.
O CEPRO convida a todos a participar e apoiar também esta iniciativa.

Local: Quadra Esportiva Padre Guillermo Lago Castro.
Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição.
Centro – Rio das Ostras.

Data: 06/02/10 (Sábado) – 14:00 às 22:00 horas.
         07/02/10 (Domingo) – 09:00 às 21:30 horas.

CEPRO – Um projeto de cidadania, educação e cultura em Rio das Ostras

Avenida das Flores, nº 394 – Bairro Âncora
Rio das Ostras – RJ
Telefone: (22) 2760-6238 / (22) 9834-7409
Siga o CEPRO no Twitter: http://www.twitter.com/CEPRO_RJ

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

CEPRO no centro do maior evento social – 10 anos do Fórum Social Mundial






Passados 10 anos, um novo encontro vai avaliar o que ocorreu no mundo nesse período, desde a primeira edição do Fórum. Para nós, brasileiros e brasileiras, o momento é particularmente importante, pois talvez tenhamos a mais rica contribuição a dar a esse processo. Entre os dias 25 a 29 de janeiro acontece o Fórum Social Mundial (FSM) 10 anos, no Rio Grande do Sul.
A 10ª edição do FSM tem como princípio debater e apontar rumos para um modelo de desenvolvimento social mais justo e solidário. O FSM é um espaço de debate democrático de ideias, aprofundamento da reflexão, formulação de propostas, troca de experiências e articulação de movimentos sociais e sindicais, organizações não-governamentais (ONGs) e outras organizações da sociedade civil que se opõem ao neoliberalismo.
Para comemorar a data, diversos eventos locais, regionais e nacionais serão realizados ao longo do ano em diferentes países. As atividades terão como identidade comum a crise global, entendida não apenas como crise econômica, mas também ambiental, alimentar, energética e civilizacional.
O retorno do FSM ao Rio Grande do Sul, em uma dinâmica de organização policêntrica, vai permitir inserir demandas das cidades desse eixo nas temáticas do Fórum.
Neste ano, o FSM ocorrerá, além de Porto Alegre, cidade que abrigou as três primeiras edições do evento, em mais cinco cidades: Canoas, Gravataí, São Leopoldo, Novo Hamburgo e Sapiranga.
O CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras – saúda a todos e todas que participam desta 10ª edição do FSM e celebra também a sua participação neste dia em que mostramos que queremos e lutamos para tornar o mundo um lugar melhor. Essa mudança é possível e mais do que necessária.
Aqui, no Rio Grande do Sul, o CEPRO está sendo representado pelos diretores, Prof.ª Guilhermina Rocha e Prof. César Gomes, presidente e secretário geral, respectivamente, onde convivemos com a diversidade social, cultural etc., existente em nosso planeta.
Estamos travando contatos com pessoas das mais variadas origens, indo ou vindo de algum lugar na busca por melhores condições de vida.
Faremos o nosso trabalho por aqui. Falaremos de nossos projetos e iniciativas e ouviremos centenas de outros, que contribuirão em nossa jornada futura. Para quem não conhece, apresentaremos Rio das Ostras, indissociável em nossa jornada na defesa do planeta e na luta por um mundo mais justo e igualitário.

Porto Alegre, janeiro de 2010.

CEPRO – Um projeto de cidadania, educação e cultura em Rio das Ostras

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Banalização da Tortura! Pela construção de uma sociedade democrática





A construção de um novo modelo de desenvolvimento para o nosso país passa pela concepção de educação e pelo projeto educacional que se quer implementar. O enfrentamento consequente dos problemas educacionais deve criar as condições necessárias para as transformações que resultem em novas políticas e na materialização das medidas fundamentais para superação da herança recebida ao longo dos últimos anos.
Devendo ter como eixo central: o atendimento aos direitos sociais e a universalização da educação em todos os níveis e modalidades. Esse desafio requer a priorização da educação nos planos de governo e o aumento das verbas para a educação. E recriar a escola, extinguindo os pilares que sustentam a exclusão: de gênero, étnica e a exploração de classe.
Neste momento, destacamos o Programa Nacional de Direitos Humanos do Governo Federal, que tem levantado um debate importante na sociedade brasileira com suas propostas de democratização e de aplicação dos direitos fundamentais para amplos setores sociais. Essas propostas alteram o status quo de quem advoga a manutenção do silêncio, pois suscita a investigação da verdade e da justiça sobre os crimes de lesa-humanidade cometidos por agentes do Estado. Nos países que têm essa mácula, isso é mais que um direito, é um desejo legítimo da sociedade e deve ser implementado pelo Estado.
Os defensores da tortura alegam que os dois lados em conflito deveriam ser investigados. Acontece que os opositores da ditadura militar já foram punidos, com sequestros, cárceres clandestinos, estupros, mortes, “desaparecimentos”, prisões, torturas, exílios forçados. Mesmo dentro das leis do regime de exceção, foram cometidos crimes de lesa-humanidade que nunca foram investigados. O Brasil é o único país da América Latina que ainda não julgou seus torturadores.
Desde os chamados anos de chumbo, pós-64, o clamor da sociedade civil pelo retorno do “estado de direito” fez da participação uma reivindicação permanente. Hoje, já em outro contexto, não é diferente. A luta por essa reparação tem sido tema constante da agenda social. Há tempos, movimentos sociais envolveram milhares, e até milhões, de brasileiros e brasileiras como nas “Diretas-Já!”, nas denúncias do “Grupo Tortura Nunca Mais”, dentre outros. Naquela época, ressurgiram no país com toda a força os movimentos sociais. Havia um objetivo comum: superar a ditadura civil-militar e devolver a democracia, sem adjetivos.
E neste contexto, alertamos sobre a luta que nós mulheres enfrentamos, que não é apenas contra a opressão machista, reivindicamos igualdade entre os sexos, combatendo o sexismo, exigindo espaço social e político. Mas, fundamentalmente, combatendo o capitalismo que sobrevive da fome e da pobreza de mais da metade da população mundial.
Por fim, a defesa da democratização da sociedade brasileira significa quebrar o paradigma da “banalização da tortura”, coibindo a continuidade da violência dos agentes de Estado contra a população pobre e dos movimentos sociais no país.

Não à impunidade! Que a verdade e justiça prevaleçam!

Profª Guilhermina Rocha
Especialista em Educação e Historiadora
Presidente do CEPRO
Colunista do Jornal Razão - Rio das Ostras


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sábado, 23 de janeiro de 2010

Feliz Aniversário, Guilhermina



O CEPRO - Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras - tem o prazer de parabenizar a nossa presidente, professora e amiga Guilhermina Rocha por mais um ano de vida.
Vida cercada pela presença de boas amizades, pela busca pelo respeito ao próximo e particularmente por uma educação inclusiva e atuante.
Todos do CEPRO, diretores, colaboradores, usuários e amigos congratulam a Professoa Guilhermina Rocha pelo seu aniversário, dia 23 de janeiro de 2010!

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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Fórum Social Mundial 2010






O CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras – informa que de 25 a 31 de janeiro ocorrerão as primeiras edições descentralizadas do Fórum Social Mundial (FSM) 2010.
De 25 a 29 de janeiro, atividades do FSM acontecerão na capital do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, e nas cidades que compõem a região conhecida como “Grande Porto Alegre” (Canoas, São Leopoldo, Novo Hamburgo e Sapiranga). Em comemoração aos 10 anos do FSM, Porto Alegre foi escolhida para sediar o início desse processo, culminando com a ocorrência de vários eventos ao redor do mundo.
Da região sul do Brasil, as atividades do FSM se deslocarão para Salvador, capital da Bahia, onde entre os dias 29 e 31 de janeiro, se discutidos diversos temas, entre eles: tolerância, pluralismo, violência e anti-racismo; democracia substantiva, afirmação e empoderamento da sociedade civil; gênero e alternativas à mercantilização e homogeneização; respostas à crise; e descolonização do pensamento.
A diretoria do CEPRO estará presente nas duas edições deste FSM descentralizado.

Um outro mundo é possível!


CEPRO – Um projeto de cidadania, educação e cultura em Rio das Ostras


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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Direito Urbano e Ambiental: qual é a sua parte neste latifúndio

“...Entendemos que a salvação do planeta e de seus povos de hoje e de amanhã requer a elaboração de um novo projeto civilizatório.”

Leonardo Boff

A questão ambiental tem nos dias que se passam uma relevância e um destaque de proporções inusitadas na história da humanidade. O aumento da capacidade de domínio do homem sobre a natureza enseja questionamentos que anteriormente não seriam sequer cogitados.
A tradição urbanística brasileira é ibérica , no qual o centro da cidade é o melhor lugar da cidade para se viver, ao contrário do modelo anglo-saxão, no qual os centros urbanos só servem para o estabelecimento de locais de trabalho.
Constatamos a formação da periferia urbana que originaram as favelas, onde nossa gente humilde, vive nos barracos, e muitas vezes em condições precárias. O êxodo rural, é uma conseqüência que se estabelece, a partir, do modelo capitalista imposto à maioria dos países subdesenvolvidos pelos grandes centros de poder econômico mundial.
Com base numa retrospectiva histórica, destaco a Revolução Industrial como um dos fatores que contribuiu para a aceleração e a degradação da natureza. Principalmente, com o uso de combustíveis fósseis (inicialmente carvão, hoje petróleo e gás). Outros elementos como o crescimento populacional nas áreas cultivadas e a extração mineral destruíram vegetações nativas e florestas. Em consequência, os rios foram afetados, com redução do seu volume e da qualidade de suas águas. Inúmeras espécies animais e vegetais foram extintas.
Lamentável que a sociedade contemporânea intensifique de forma tão alarmante este processo, comprometendo a vida do nosso planeta. O objetivo? Aumentar o lucro capitalista?
Tal sistema, altamente perverso, sempre procurou assegurar uma política de construção que declarava, através de mecanismos de direito administrativo ou civil, abusivas as moradias e os bairros construídos espontaneamente pelos habitantes.
Isto que dizer, surgem dentro da cidade duas outras cidades, uma regular, e com todos os instrumentos e serviços que uma saudável política urbana pode conferir, a exemplo de ruas pavimentadas, água encanada, instalações elétricas, escolas públicas, postos policias, dentre outros, e outra irregular, como instrumento de discriminação e do domínio, supostamente indispensável à estabilidade do sistema social, infelizmente, ainda que isto ofenda princípios constitucionais básicos, tais como a dignidade da pessoa humana, o direito social à moradia e a função social da propriedade urbana ou rural.
A problemática Ambiental é complexa e envolve aspectos sociais, econômicos, políticos, entre outros. Compreender essa complexidade é fundamental para que se possam identificar os fatores que influenciam as diferentes manifestações do comportamento em relação ao ambiente.
Um mal exemplo, é a situação de Angra dos Reis, onde destacamos a fala do governador Sérgio Cabral: “O que aconteceu aqui foi a crônica de uma tragédia anunciada. (...) Não se pode brincar com o solo. Com a natureza não se brinca.”
Tem toda a razão o governador. Pena que suas últimas atitudes tenham sido o oposto do que prega. Ao contrário do que afirmou o governador na Ilha Grande no último dia 02, após a tragédia que matou dezenas de pessoas, seu último movimento foi o de afrouxar as regras de proteção ambiental na região da Ilha Grande, que fica na Área de Proteção Ambiental de Tamoios (APA-Tamoios), em vez de torná-las mais rígidas. Foi isso, o que o governador fez ao baixar o decreto n. 41.921, em 19 de junho do ano passado. Um decreto prejudicial à preservação ambiental e à proteção da vida humana, que resultou na tragédia do dia 01 de janeiro de 2010.
Os interesses econômicos continuam estimulando muitas agressões ao ambiente, com a conivência dos órgãos públicos e muitas vezes dos meios de comunicação. Insistimos numa afirmação, os desafios são muitos e nada melhor para se superar as dificuldades do que partir do discurso para a prática.
Entendemos que este deve ser um compromisso de todos e todas. Devemos lutar por um modelo de desenvolvimento que seja socialmente justo, com valores éticos e respeito à soberania dos povos.
A conscientização que deve permear essa visão de um novo arranjo das relações homem e natureza onde não se resume somente a uma moderação da atuação devastadora. O mero retardamento dos resultados catastróficos não é de grande valia nesse contexto, pois significa somente um adiamento do inevitável desastre.

Profª Guilhermina Rocha
Especialista em Educação e Historiadora
Presidente do CEPRO
Colunista do Jornal Razão – Rio das Ostras


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