domingo, 30 de maio de 2010

Festival de Jazz e Blues de Rio das Ostras 2010


Acontece na próxima semana, um dos eventos mais esperados pela população de Rio das Ostras, o Festival de Jazz e Blues de Rio das Ostras.
Em sua oitava edição, o Festival é aclamado por público e crítica como um dos mais importantes eventos deste gabarito ocorrido em nosso estado, inclusive, importante salientar que se trata de um evento do calendário oficial do estado fluminense.
Na paradisíaca Rio das Ostras, música e ambiente formam uma parceira para o deleite de moradores e turistas, que se dirigem para cá para acompanhar o evento.
O Jazz e o Blues, ritmos de origens populares, principalmente ligados a cultura negra, possuem grandes adeptos em várias regiões do mundo e são exemplos de como a cultura popular pode agradar até o mais refinado gosto.
A expressão da cultura popular é uma das bandeiras de luta do CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras, assim valorizamos eventos como o Festival de Jazz e Blues de Rio das Ostras.


CEPRO – Um projeto de cidadania, educação e cultura em Rio das Ostras

Avenida das Flores, nº 394 – Bairro Âncora
Rio das Ostras – RJ
Telefone: (22) 2760-6238 / (22) 9834-7409
Siga o CEPRO no Twitter: http://www.twitter.com/CEPRO_RJ

sexta-feira, 28 de maio de 2010

CEPRO CONVIDA PARA SEU 2º ANIVERSÁRIO



Caros (as) Amigos(as) do CEPRO

É TEMPO DE FESTA E REFLEXÃO.


O CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras - é uma entidade da sociedade civil, sem fins lucrativos, fundada no município de Rio das Ostras, estado do Rio de Janeiro, em 30 de maio de 2008. Investe suas ações sociais a partir de alguns pilares: Educação, Arte, Cultura, Infância-Juventude, Meio Ambiente, Direitos Humanos e Cidadania. Conforme seu estatuto social, a instituição atende a crianças e adolescentes em situação de risco ou não, jovens e adultos, trabalhando a cidadania e o resgate da auto-estima e para isso investindo em projetos sócio-culturais e de geração de renda. Nosso desafio é promover a democratização de oportunidades através do ativismo e da mobilização da sociedade.
O CEPRO concentra sua energia em torno de duas convicções que norteiam o projeto: a de cuidar de crianças e jovens em situação de risco e de suas famílias, promovendo ações que não sejam assistencialistas, mas permanentes; e, ao mesmo tempo, a de criar oportunidades aos assistidos para que possam aprender a ganhar com seus próprios esforços ampliando suas chances de melhorar a qualidade de vida de suas famílias.
Nosso projeto está voltado para a promoção da cidadania, da cultura, da arte, da educação e da inclusão social, atendendo a crianças, jovens e adultos, moradores de Rio das Ostras, em especial do bairro Residencial Praia Âncora, onde se localizava o antigo “lixão” da cidade.
É evidente que esse processo de fortalecimento da cidadania e da política social é longo e penoso. No entanto, este compromisso é fundamental para que possamos cumprir as obrigações assumidas com nossa sociedade e, assim, contribuir para erradicar a pobreza, reduzir as desigualdades sociais e construir uma sociedade mais livre, justa e solidária, conforme o art. 3.º da Constituição Federal que estabelece os objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil.
Neste compromisso, o CEPRO é uma organização civil que tem como propósito apoiar, gratuitamente, a população de Rio das Ostras, em especial do bairro Residencial Praia Âncora, na luta pelo processo de democratização da sociedade brasileira e de inclusão social de parcela carente de políticas públicas.
Realizamos este sonho através dos projetos: Biblioteca Popular “Patativa do Assaré”, que se desdobra na Oficina da ContAção de História; Ciranda da Leitura; Varal do Cordel; Projeto Reforço Escolar; Cidadania, Arte e Cultura; Inclusão + Digital; Brinquedoteca; Oficina de Arte e Reciclagem ( Artesanato e Geração de Renda); Oficina Ambiental e na participação e divulgação das campanhas pela Defesa do Direitos Sociais.
Por fim, almejamos que o neste momento do 2º Aniversário do CEPRO celebremos com alegria e reflexão.
Agradecemos a todos o apoio e o incentivo aos Projetos do CEPRO.

Diretoria do CEPRO

UM PROJETO DE CIDADANIA, EDUCAÇÃO E CULTURA EM RIO DAS OSTRAS.

Avenida das Flores, n° 394 - Bairro Residencial Praia Âncora - Rio das Ostras
Tel.: (22) 2760-6238 e Cel.:(22)9966-9436
E-mail: cepro.rj@gmail.com
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quinta-feira, 20 de maio de 2010

DIA NACIONAL DE COMBATE AO ABUSO E À EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES.





                                         


Neste dia – 18 de maio –, anualmente, é lembrada a campanha nacional para proteger as crianças e adolescentes de práticas que coloquem em risco suas vidas, saúde e integridade física e psicológica. Como diz o lema da campanha: “Esquecer é permitir, lembrar é combater”.

Esta data foi instituída pela Lei Federal nº 9.970 em razão do crime que comoveu o País quando uma menina de oito anos foi cruelmente assassinada, após ter sido estuprada em Vitória, no Espírito Santo. Ficou conhecido como o “Crime Araceli”.

A violência sexual praticada contra crianças e adolescentes pode ocorrer de diversas formas, sendo que a maior incidência tem sido no âmbito da própria família ou de pessoas próximas de confiança. Todas as variações de abuso ou exploração se constituem graves crimes e são cruéis violações dos direitos humanos.

Grave também é o silêncio acerca dessa situação, reforçada pela indiferença da sociedade e pela cultura da impunidade. No entanto, esse contexto vem sendo enfrentado e, aos poucos, modificado no Brasil a partir da atuação de diversos setores da sociedade e do governo ao assumirem com seriedade e coragem a posição de dizer um NÃO à violência sexual praticada contra nossas criações e adolescentes.

A intenção daqueles que se manifestam publicamente, nesta data, como no decorrer do ano, é mobilizar e convocar toda a sociedade em torno da luta de prevenção e combate a mais esse tipo de violência.

Neste sentido, é que no último dia 18 de maio aconteceu um ato público na Concha Acústica, no centro de Rio das Ostras, congregando diferentes atores sociais na luta pelos direitos humanos em nosso município.

O CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras – se integrou junto à comissão organizadora do evento, coordenada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente de Rio das Ostras, Conselho Tutelar, Secretaria Municipal do Bem-Estar Social, Sindicado dos Servidores Municipais (Sindserv-RO), Sindicato dos Professores de Rio das Ostras (Sinpro), entre outras entidades.

A solenidade transcorreu com os pronunciamentos das autoridades convidadas e com a apresentação dos grupos de crianças e jovens ligados a instituições educacionais e culturais ali representadas.

Contou-se com a presença do Sr. Carlos Nicodemus, Presidente do Projeto Legal e ex-Presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e Adolescentes e da Srª Márcia Almeida, Secretária Municipal do Bem-Estar Social de Rio das Ostras.

Quando de sua apresentação, a Profª Guilhermina Rocha, presidente do CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras – chamou a atenção para o fato de que a data não era para ser comemorada, mas para despertar a sociedade quanto ao problema ali denunciado. Logo a seguir, abriu-se uma roda com as crianças e jovens do CEPRO, aos quais se incorporaram os demais presentes aumentando a ciranda ao som da música de Bia Bedran, a “Ciranda do Anel”.

O CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras – convoca todos e todas pra mais esta campanha: “Diga NÃO à violência sexual infanto-juvenil"

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quinta-feira, 13 de maio de 2010

ARTIGO - 13 de maio: quem festeja a pantomima?



Embora o processo de desestruturação do mito da “democracia racial" tenha avançado muito nos últimos anos, no terreno da luta social e política perdura um grande atraso a ser superado. Cabe à República completar a Abolição com políticas públicas eficazes.
No ano de 1983, uma foto estampada na primeira página do Jornal do Brasil renderia ao seu autor, o repórter-fotográfico Luiz Morier, o Prêmio Esso de fotojornalismo. Nela, um grupo de negros atados pelo pescoço por uma corda é levado pela polícia, após uma das frequentes batidas em favelas do Rio de Janeiro. Assemelhando-se àquelas pinturas do século XIX, em que aparecia o capataz com seu chicote ao lado de escravos amarrados, a fotografia de Luiz Morier era encimada por um sugestivo título: "Todos negros" A pergunta remete a duas questões que permanecem dolorosamente atuais: por que a data referência da libertação dos negros continua sendo o 13 de maio e qual é seu exato significado?
Talvez o questionamento mereça mais desdobramentos. Por que a crença de que vivemos numa democracia racial permanece tão enraizada no pensamento da maioria da população brasileira quando, ao nos determos no cotidiano social deste país, percebemos as profundas desigualdades que ainda envolve distintas etnias? A constatação de que os negros e não-brancos em geral são aqueles que possuem empregos menos significativos socialmente não seria evidência suficiente para demolir de vez um imaginário construído ao longo de dois séculos?
Apesar do contrapondo estabelecido pela criação do dia da Consciência Negra, permanece o costume frequente de nos curvamos diante do ritual do 13 de maio. A mesma elite que não aceita políticas de cotas, que protela a sanção do Estatuto da Igualdade Racial, enaltece a libertação dos escravos como inicio de uma nova era de liberdade. Sequer se dá conta de que notórios abolicionistas como Nabuco, Patrocínio, Rebouças e Antônio Bento, entre outros, afirmaram que a abolição só se cumpriria de fato com a reforma agrária e a entrada dos trabalhadores num sistema de oportunidade plena e concorrência.
Mesmo os setores mais progressistas, ao denunciar as condições sócio-econômicas dos negros depois de 122 anos de abolição, justificam a situação atual como resquício do passado escravo. Isso explicaria a permanência de mecanismos não institucionais de imobilização que atingem o segmento negro da população, produzindo distâncias sociais enormes, jamais compensadas? Ou é cortina de fumaça para preservar a aura de “bondade" da princesa branca? Estudos feitos sobre a época da chamada Abolição, mostram que 70% da população dos escravos já estavam livres antes de 1888, ou por crise econômica de algumas frações da classe dominante ou por pressões dos próprios negros, através de lutas, fugas e rebeliões.
A Lei Áurea foi, na verdade, uma investida bem sucedida das elites pelo controle político de uma situação que lhes fugia das próprias mãos. Sua eficácia ideológica pode ser atestada até hoje com os festejos do 13 de maio.O que é um indicador preciso da recorrente capacidade de antecipação política da classe dominante continua sendo percebido como "gesto magnânimo", exemplo da cordialidade vigente em nossa história política. A teoria dos resquícios (que de fato existem) tenta ocultar um fato relevante: os mais de um século de modo de produção capitalista e seus mecanismos de exclusão da população negra não permitem jogar todo débito na conta do passado.
Como observa Fátima do Carmo Silva Santos, secretária da União Negra Ituana (UNEI), a Lei Áurea foi na verdade um passo importante, mas como veio desacompanhada de reformas estruturais, resultou em "uma demissão em massa do povo negro, já que eles não tinham emprego, educação ou qualquer condição de conseguir um trabalho que não fosse com os seus senhores em troca de um teto".
Embora o processo de desestruturação do mito da “democracia racial" tenha avançado muito nos últimos anos, no terreno da luta social e política perdura um grande atraso a ser superado. Cabe à República completar a Abolição com políticas públicas eficazes. Enquanto tivermos um Demóstenes Torres (DEM-GO) responsabilizando os ex-escravos por sua própria escravidão - e publishers escravocratas pagando a capatazes magnolis para descer o açoite em jornalistas que noticiaram o fato - é fundamental que usemos a data para destacar a dimensão cultural, a construção social e ideológica de “raça" como elementos reprodutores de desigualdades sociais perpetuadas.
É a única comemoração possível em Paços Imperiais que, desde 1888, alforriam as más consciências de uma elite incapaz de elaborar projetos republicanos. As mesmas que criminalizam o MST para manter inalterada a estrutura fundiária que vem da Lei de Terras, aprovada em 1850. As mesmas que acham possível falar em libertação sem nenhuma política de inserção aplicada. O condimento neoliberal não esconde a essência escravocrata da direita brasileira. É bom pensar nisso em outubro
Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Jornal do Brasil

Do site Carta Maior


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segunda-feira, 10 de maio de 2010

NOSSO ADEUS A RONALDO BRANDÃO


A direção do CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras – registra com doloroso pesar o falecimento, nesta segunda-feira, 10 de maio, de nosso amigo Ronaldo, diretor e editor do Jornal Razão, conhecido órgão da imprensa local.
Neste momento difícil, nos solidarizamos com a sua companheira, Denise Moreira, nossa amiga e grande apoiadora do CEPRO, em especial dos projetos desenvolvidos junto às mulheres e às crianças e jovens.
Ronaldo, além de amigo de todos os momentos, nos convidou, na pessoa de Guilhermina Rocha, Presidente do CEPRO, para compor a equipe de colunistas do Razão.
Nestes quatro anos de trabalho, quando pudemos, modestamente, contribuir com informação e formação dos cidadãos e cidadãs deste e de outros municípios, nada nos foi cobrado em troca, para além do respeito mútuo.
Caro Ronaldo, nos despedimos com saudade e na certeza de que sua luta não foi em vão, que uma semente foi plantada e que germinará entre aqueles e aquelas que, como você, querem desta Cidade e deste País algo mais justo, livre, fraterno e solidário.

Adeus, caro amigo.

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domingo, 9 de maio de 2010

PAUL SINGER E A ECONOMIA SOLIDÁRIA


“Destruir o capitalismo é ótimo desde que a gente consiga colocar em seu lugar algo no mínimo tão bom ou melhor” (Paul Singer).

Economia Solidária e Paul Singer – tudo a ver. Para quem não sabe, toda esta movimentação dos últimos dias entorno das Conferências sobre Economia Solidária tem um “pai” ou responsável maior no país: chama-se Paul Singer

Este economista é titular da Secretaria Nacional da Economia Solidária, órgão do governo federal. Calmo e tranqüilo, este senhor, do alto dos seus setenta e oito anos, tem um orgulho a declarar: “ser um socialista convicto”. Mas sem dogmatismo e sem defender regimes de esquerda autoritários. Pois, para ele, “sem democracia, sem liberdade, não há socialismo”.

A seguir, apresentamos algumas idéias deste renomado intelectual, escritor e realizador, publicadas em entrevista na Revista Fórum, nº 83, deste ano.

Sobre Socialismo:

Entendo a sociedade socialista como aquela em que o povo tem liberdade de experimentar tipos diferentes de socialismo em cada estado, município, bairro ou comunidade, como nós estamos fazendo com a economia solidária.

A economia solidária é um ensaio para uma possível sociedade socialista. Este ensaio está se revelando multiforme... Para mim, traçar uma utopia agora é fácil demais, e o que insisto é que, ou o socialismo será construído por uma humanidade inteira, ou não será socialismo.

Sobre educação popular:

Hoje, nós, socialistas da Economia Solidária, estamos fazendo avanços extremamente importantes na área de educação popular. A educação que as nossas crianças recebem nas escolas públicas é extremamente alienante...

Quando a criança vai para a escola, já aprendem muita coisa, a falar, a controlar suas necessidades, a correr, pular, se comunicar, viver em sociedade com outras crianças. Ela não é um quadro limpo em que você vai desenhar o que quiser. A educação democrática é irmã gêmea da economia solidária.

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EXPEDIÇÕES AMBIENTAIS: CEPRO UNINDO TEORIA À PRATICA



O CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras - realizou sua Expedição Ambiental que teve como tema “Construindo um Olhar Ecológico”, uma atividade que visa dar dimensão prática aos trabalhos desenvolvidos, teoricamente, durante a Oficina Ambiental. Daí se chamarem Expedições Ambientais, dado também o seu caráter “externo” ou “de campo”. No caso, constou de uma caminhada no bairro Âncora, junto às margens do rio Jundiá.


Ali as crianças, acompanhadas por professores especializados do CEPRO, tiveram a oportunidade – algumas, pela primeira vez – de observar e conhecer este importante recurso natural, bastante degradado.

O roteiro realizado partiu da sede do CEPRO, na avenida das Flores, Praça do PSF, ponte e margem do rio Jundiá , percurso pelo bairro Âncora até o Parque do Lixão e retorno à sede do CEPRO.

Pudemos observar que, apesar de serem moradores deste bairro, as crianças e adolescentes não conheciam a geografia local. Esta atividade teve como objetivo conscientizar e sensibilizar através do olhar e da própria vivência como o morador vê o seu bairro e sua cidade no aspecto da preservação ambiental.

Com suas Expedições Ambientais, o CEPRO visa também contribuir com o futuro da nova geração – quer dizer, de nossas crianças e jovens – com vista a uma cidade mais saudável e humana.


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CEPRO PARTICIPA DA 10ª FEIRA DE ECONOMIA FRATERNA





Nos dias sete e oito de maio, o CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio as Ostras – participou e apoiou a realização da 10ª edição da Feira da Economia Fraterna, estando presente desde as primeiras edições.
O evento ocorreu no ginásio da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, no Centro de Rio das Ostras. Reuniram-se empreendedoras solidárias empenhadas em mostrar e comercializar seus produtos artesanais.
O CEPRO tem tido a oportunidade de se apresentar à população como entidade comprometida em apoiar e realizar a geração de trabalho e renda, além de se constituir numa perspectiva a favor da inclusão social.
A Feira Fraterna possibilita a exposição dos produtos das artesãs, que se organizam a partir da Oficina de Arte e Reciclagem, projeto do CEPRO “O LIXO VIRA ARTE” (Pet,Tetra Pak, papelão, jornal etc.), que visa reaproveitar este material concomitante à formação de uma consciência ambiental.
Nessas Feiras, ainda ocorre um intercâmbio de idéias e informações, que resulta em aprimoramento dos produtos, além de propiciar pistas para novas realizações.
Todo esse trabalho tem na Economia Solidária como uma forma diferente de produzir, trocar, vender e comprar o que é preciso, sob uma ótica do comércio e consumo justos e solidários.
O CEPRO se solidariza com essa importante iniciativa das empreendedoras solidárias entorno da Feira de Economia Fraterna de Rio das Ostras e se prepara para outras apresentações de seus trabalhos, cursos e projetos.

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sábado, 8 de maio de 2010

15 mil acessos no Blog do CEPRO

O CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras – está próximo de chegar a 15 mil acessos em sua ferramenta de internet – o Blog do CEPRO.
Ajudem-nos a chegar a essa relevante marca, uma clara demonstração da importância das mídias modernas em nossas vidas.
Acesse o CEPRO também no Twitter.

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quarta-feira, 5 de maio de 2010

CEPRO participa da entrega da Medalha Tiradentes a Leonardo Boff




O CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras – participou no dia 16 de abril da premiação do importante escritor e teólogo Leonardo Boff, que recebeu a Medalha Tiradentes em Sessão Solene da ALERJ, no Plenário da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, no Palácio Tiradentes, Centro do Rio de Janeiro.
A bela iniciativa foi promovida pela incansável Deputada Estadual Inês Pandeló. O CEPRO esteve presente com sua presidente Guilhermina Rocha, os seus diretores e os usuários do projeto, que na realidade deveriam ser chamados de amigos.
A Medalha Tiradentes é a maior condecoração concedida pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Tal homenagem foi instituída por lei estadual em 1989 e vem sendo distribuída a pessoas que tenham prestado relevantes serviços às causas públicas.
Parabéns, Leonardo Boff por sua atuação incessante em diversos setores da sociedade na busca por uma vida mais fraterna e menos desigual.

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sábado, 1 de maio de 2010

UMA HOMENAGEM AO 1º DE MAIO - DIA DO TRABALHADOR E DA TRABALHADORA


OPERÁRIO EM CONSTRUÇÃO


Vinícius de Moraes


Era Ele que erguia casas
Onde antes só havia chão.
Como um pássaro sem asas
Ele subia com as casas
Que lhe brotavam da mão.
Mas tudo desconhecia
De sua grande missão:
Não sabia, por exemplo
Que a casa de um homem é um templo
Um templo sem religião
Como tampouco sabia
Que a casa que ele fazia
Sendo a sua liberdade
Era a sua escravidão.

De fato, como podia
Um operário em construção
Compreender por que um tijolo
Valia mais do que um pão?
Tijolos ele empilhava
Com pá, cimento e esquadria
Quanto ao pão, ele o comia...
Mas fosse comer o tijolo!
E assim o operário ia
Com suor e com cimento
Erguendo uma casa aqui
Adiante um apartamento
Além uma igreja, à frente
Um quartel e uma prisão:
Prisão de que sofreria
Não fosse, eventualmente
Um operário em construção.

Mas ele desconhecia
Esse fato extraordinário:
Que o operário faz a coisa
E a coisa faz o operário.
De forma que, certo dia
À mesa, ao cortar o pão
O operário foi tomado
De uma súbita emoção
Ao constatar assombrado
Que tudo naquela mesa
- Garrafa, prato, facão
Era ele quem os fazia
Ele, um humilde operário,
Um operário em construção.
Olhou em torno: gamela
Banco, enxerga, caldeirão
Vidro, parede, janela
Casa, Cidade, nação!
Tudo, tudo o que existia
Era ele quem os fazia
Ele, um humilde operário
Um operário que sabia
Exercer a profissão.

Ah, homens de pensamento
Não sabereis nunca o quanto
Aquele humilde operário
Soube naquele momento!
Naquela casa vazia
Que ele mesmo levantara
Um mundo novo nascia
De que sequer suspeitava.
O operário emocionado
Olhou sua própria mão
Sua rude mão de operário
De operário em construção
E olhando bem para ela
Teve um segundo a impressão
De que não havia no mundo
Coisa que fosse mais bela.

Foi dentro da compreensão
Desse instante solitário
Que, tal sua construção
Cresceu também o operário.
Cresceu em alto e profundo
Em largo e no coração
E como tudo que cresce
Ele não cresceu em vão
Pois além do que sabia
- Exercer a profissão -
O operário adquiriu
Uma nova dimensão:
A dimensão da poesia.

E um fato novo se viu
Que a todos admirava:
O que o operário dizia
Outro operário escutava.

E foi assim que o operário
Do edifício em construção
Que sempre dizia sim
Começou a dizer não.
E aprendeu a notar coisas
A que não dava atenção:

Notou que a sua marmita
Era o prato do patrão
Que a sua cerveja preta
Era o uísque do patrão
Que o seu macacão de zuarte
Era o terno do patrão
Que o casebre onde morava
Era a mansão do patrão
Que seus dois pés andarilhos
Eram as rodas do patrão
Que a dureza do seu dia
Era a noite do patrão
Que a sua imensa fadiga
Era amiga do patrão.

E o operário disse: Não!
E o operário fez-se forte
Na sua resolução.

Como era de se esperar
As bocas da delação
Começaram a dizer coisas
Aos ouvidos do patrão.
Mas o patrão não queria
Nenhuma preocupação
-"Convençam-no" do contrário -
Disse ele sobre o operário
E ao dizer isso sorria.

Dia seguinte, o operário
Ao sair da construção
Viu-se súbito cercado
Dos homens da delação
E sofreu, por destinado
Sua primeira agressão.
Teve seu rosto cuspido
Teve seu braço quebrado
Mas quando foi perguntado
O operário disse: Não!

Em vão sofrera o operário
Sua primeira agressão
Muitas outras se seguiram
muitas outras seguirão.
Porém, por imprescindível
Ao edifício em construção
Seu trabalho prosseguia
E todo o seu sofrimento
Misturava-se ao cimento
Da construção que crescia.

Sentindo que a violência
Não dobraria o operário
Um dia tentou o patrão
Dobrá-lo de modo vário.
De sorte que o foi levando
Ao alto da construção
E num momento de tempo
Mostrou-lhe toda a região
E apontando-a ao operário
Fez-lhe esta declaração:
- Dar-te-ei todo esse poder
E a sua satisfação
Porque a mim me foi entregue
E dou-o a quem bem quiser.
Dou-te tempo de lazer
Dou-te tempo de mulher.
Portanto, tudo o que vês
Será teu se me adorares
E, ainda mais, se abandonares
O que te faz dizer não.

Disse e fitou o operário
Que olhava e que refletia
Mas o que via o operário
O patrão nunca veria.
E o operário via as casas
E dentro das estruturas
Via coisas, objetos
Produtos, manufaturas.
Via tudo o que fazia
O lucro do seu patrão
E em cada coisa que via
Misteriosamente havia
A marca da sua mão.
E o operário disse: Não!

- Loucura! - gritou o patrão
Não vês o que te dou eu?
- Mentira! -disse o operário
Não podes dar-me o que é meu.

E um grande silêncio fez-se
Dentro do seu coração
Um silêncio de martírios
Um silêncio de prisão.
Um silêncio povoado
De pedidos de perdão
Um silêncio apavorado
Com o medo em solidão.

Um silêncio de torturas
E gritos de maldição
Um silêncio de fraturas
A se arrastarem pelo chão.
E o operário ouviu a voz
De todos os seus irmãos
Os seus irmãos que morreram
Por outros que viverão.
Uma esperança sincera
Cresceu no seu coração
E dentro da tarde mansa
Agigantou-se a razão
De um homem pobre e esquecido
Razão porém que fizera
Em operário construído
O operário em construção.


Poesia de Vinícius de Moraes, do livro "Nossa Senhora de Paris"


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CEPRO PARTICIPA DA I CONFERÊNCIA REGIONAL DE ECONOMIA SOLIDÁRIA




Entre os desafios e perspectivas da sociedade moderna, encontram-se a economia em base insustentável e a sustentação material dos cidadãos, em particular dos excluídos – sejam desempregados, sejam do mercado informal.

No dia 30 de abril do corrente, ocorreu em Rio das Ostras a I Conferência Regional de Economia Solidária da Baixada Litorânea promovida pela Secretaria de Bem-Estar Social, que reuniu empreendedores solidários de municípios próximos: Rio das Ostras, Macaé, Quissamã, Cabo Fio, Arraial do Cabo, Armação de Búzios, Saquarema, Pinheiral, Campos dos Goytacazes, Bom Jesus de Itabapoana e Rio de Janeiro.

O evento promoveu palestras sobre os desafios, avanços e limites da Economia Solidária; a importância e o direito à organização econômica baseada no trabalho associado; política e programas de Economia Solidária, suas prioridades, estratégias e instrumentos de ação e organização.

A Conferência contou com a presença de mais de cento e vinte empreendedores de mais de dez municípios, além de autoridades públicas locais.

O CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras – em conformidade com seus pilares e linhas de ação também esteve presente, saindo com uma representação de três delegados e um suplente para a etapa seguinte da II Conferência Estadual de Economia Solidária, marcada para os dias sete e oito de maio.

Desta maneira, o CEPRO, além de contribuir para o fortalecimento de formas alternativas de trabalho e renda, num horizonte mais amplo, busca apontar e apostar em um mundo mais justo, fraterno e solidário.

CEPRO – Um projeto de cidadania, educação e cultura em Rio das Ostras


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