quarta-feira, 28 de julho de 2010

CAMINHADA EM DEFESA DA VIDA


O CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Outras – participou na sexta-feira, dia 23, de manhã, na Avenida Rio Branco, Centro do Rio de Janeiro, da Caminhada em Defesa da Vida, antecedida de missa na Igreja da Candelária, em lembrança das vítimas da, como ficou conhecida, Chacina da Candelária, ocorrida na madrugada de 23 de julho de 1993, quando oito jovens, sendo seis menores, foram mortos por supostos policiais.

O ato público foi provido pelo Movimento em Defesa da Vida, formado por diversas instituições comprometidas com a garantia dos direitos das crianças e dos adolescentes, para lembrar a chacina e os 20 anos da promulgação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Os manifestantes, a maioria deles parentes e amigos das vítimas de violência, carregavam faixas e cartazes pedindo justiça e paz. Um ato cultural foi realizado na Cinelândia em frente à Câmara Municipal.

Na ocasião foi lembrada também outra chacina, que passou para a história como Chacina de Acari, acontecida no dia 26 de julho de 1990, quando onze jovens, entre eles sete menores, foram sequestrados por um grupo que se identificou como policiais. Oito jovens foram assassinados. O fato teve grande repercussão nacional e internacional. Até hoje não se sabe, oficialmente, o que motivou a matança. Transcorridos exatos 20 anos, o crime prescreveu em 25 de julho de 2010, sem o inquérito ter chegado aos responsáveis.

Quanto à Chacina da Candelária, sua origem continua não esclarecida. Dentre as hipóteses levantadas, uma é mais aceita, a que afirma que policiais envolvidos fariam parte de um grupo de extermínio e que foram contratados para fazer a “faxina” do centro histórico do rio de Janeiro. Neste caso, até o momento, foram condenados três acusados.

Nesta oportunidade, o CEPRO se solidariza com os parentes e amigos das vítimas de ambas as chacinas e cobra que os seus responsáveis sejam encontrados e julgados.

Acari e Candelária, nunca mais!

Diretoria do CEPRO


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segunda-feira, 26 de julho de 2010

ELIZETH CARDOSO:ETERNAMENTE DIVINA


“Voltei, aqui é meu lugar

minha emoção é grande,

a saudade era maior

e eu voltei para ficar.”

(Voltei, Oswaldo Nunes)


Neste 16 de julho, Elizeth Cardoso, uma das maiores intérpretes da música popular brasileira, completaria seu 90º aniversário.

Na prática, Elizeth dispensaria apresentações e mesmo homenagens – não era do seu feitio. Ocorre que, como diz a epígrafe, “a saudade era maior” e não poderíamos deixar de relembrá-la, em especial para o público jovem.

Elizeth já mereceu inúmeras (e merecidas) adjetivações ao longo de sua carreira: Meiga, Magnífica, Enluarada, Primeira Dama e, por fim, Divina.

A qualidade do seu canto junto a sua forte personalidade a fizeram exemplo único na história da MPB. Elizeth não cedeu a modismos nos seus mais de 50 anos de vida artística. Por isso, foi admirada no Brasil e no estrangeiro.

E apesar de todos os elogios recebidos, Elizeth não se deixou levar pela tentação do estrelato, fenômeno tão comum nos tempos da mídia global. Foi fiel ao seu repertório popular, ao seu público, aos seus amigos e até a sua modesta gravadora, a Discos Copacabana.

A arte de Elizeth transitou da bossa nova ao samba de raiz, passando pelas várias modalidades de samba: de morro, de partido alto, de rancho, de breque, samba-choro e samba-canção. Seu repertório é vasto e variado, tendo gravado dezenas de discos, sendo que uma listagem de canções não caberia nestas linhas. No entanto, citaremos entre as mais memoráveis: Canção do amor demais, Nossos momentos, Meiga presença, Apelo, Barracão, Se todos fossem iguais a você.

Elizabeth se apresentou também ao vivo, seja na televisão, seja em show. Merece ser lembrado o recital de 1968, no Teatro João Caetano, Praça Tiradentes, Centro do Rio de Janeiro, onde se apresentou com Jacob do Bandolim, o conjunto Época de Ouro e o Zimbo Trio. Para muitos, este foi um dos melhores momentos da música popular brasileira.

O seu sempre amigo e ex-produtor, Hermínio Bello de Carvalho, assim definiu Elizeth Cardoso:

“Canta como todos deveriam cantar: o coração aberto aos olhos daqueles que sabem ouvir com o coração”

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sábado, 24 de julho de 2010

SAUDADES DE AMÁLIA



Amália da Piedade Rodrigues ou, como era mais conhecida, Amália Rodrigues completaria seu 90º aniversário em 1º de julho. Veio a falecer em 6 de outubro de 1999, na mesma cidade em que nasceu, Lisboa, Portugal.

Amália consagrou-se como fadista e atriz. E foi considerada o exemplo máximo do fado comumente aclamada como a voz de Portugal e uma das mais brilhantes cantoras do século XX.

Tornou-se conhecida mundialmente como a Rainha do Fado e, por consequência, devido ao simbolismo que este gênero musical tem na cultura portuguesa, foi considerada por muitos como uma das suas melhores embaixadoras no mundo.

Amália aparecia em vários programas de televisão pelo mundo afora onde não só cantava fados e outras músicas da tradição popular portuguesa, como ainda canções contemporâneas e mesmo alguma música de origem estrangeira, inclusive brasileira.

Marcante contribuição sua para a história do fado foi a novidade que introduziu de cantar poemas de grandes autores portugueses depois de musicados. Teve ainda ao serviço de sua voz a pena de alguns dos maiores poetas e letristas portugueses contemporâneos.

O fado é um estilo musical tipicamente português. Geralmente cantado por uma só pessoa (fadista) e acompanhada por guitarra clássica (entre os fadistas, chamada de viola) e guitarra portuguesa. O termo vem do latim fatum, ou seja, “destino” e é o mesmo que dá origem à palavra “fada”, um ser mitológico.

Amália Rodrigues imortalizou muitas de suas canções como Perseguição, A tendinha, Ojos verdes, Ai, mouraria, Uma casa portuguesa, Tudo isso é fado, Foi Deus, Alfama, Amália, Lisboa antiga, Coimbra, Nem às paredes confesso, Barco negro, entre outras.

Amália gravou inúmeros discos e participou de vários filmes e se dedicou a tournées por diversos países. Deu ao fado um fulgor novo e especial. Cantou o repertório tradicional de forma diferente. Recebeu prêmios como a Ordem do Infante D. Henrique, em Portugal, e Ordem das Artes e das Letras, na França.

Amália Rodrigues representou Portugal em todo o mundo. Foi verdadeira embaixadora propagando a cultura portuguesa, a língua portuguesa e o fado.

Amália morreu em casa, repentinamente, aos 79 anos. Está sepultada no Panteão Nacional, entre os portugueses ilustres.

Amália deixou saudades.

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GUSTAV MAHLER:A CANÇÃO DA TERRA


Neste ano comemora-se os 150 anos de nascimento de um dos mais destacados regentes e compositores do século XX. Gustav Mahler nasceu no pequeno burgo de Kalischt, na região da Boêmia, em 07 de julho de 1860. Era austríaco de descendência judia.

Atualmente, sua fama se deve mais ao seu lado de compositor. No entanto, no início do século passado teve grande reconhecimento como regente. Chegou a ser considerado como o maior entre todos.

Mahler é lembrado por ligar a música do século XIX com o período moderno, sendo um típico representante dessa transição.

Sua obra é bastante apreciada, em especial suas grandes sinfonias e ciclos de canções sinfônicas como, por exemplo, Das Lied von der Erde – a bem conhecida Canção da Terra.

Mahler é considerado também um grande orquestrador, combinando instrumentos e timbres que expressam suas intuições de modo especialmente criativo e profundo. Procurou romper com os limites da tonalidade, prenunciando uma época que colocaria em xeque a tradição tonal dos séculos anteriores.

Suas sinfonias são geralmente extensas e com orquestração variada e original. Outra característica marcante de sua obra é um certo clima sombrio, algumas vezes ligado ao funesto, mas não necessariamente pessimista.

Mahler obteve sem diploma no Conservatório de Viena em julho de 1878, aos 18 anos. Desde jovem recebeu inúmeros prêmios.

Alem de música, Mahler estudou Literatura e Filosofia para completar sua formação intelectual. Relacionou-se com o círculo seleto de músicos de sua época, entre os quais Richard Wagner e Anton Bruchner. Sua obra teve grande influência em compositores como Shöenberg, Webern e Berg e em regentes como Bruno Walter e Otto Klemperer. Influenciou também outro grande compositor e regente, Richard Strauss.

Sua obra é complexa, suas sinfonias são monumentais, que totalizam dez, sendo a última incompleta. Compôs ainda ciclos de canções marcantes.

Gustav Mahler morreu, em Viena, em 18 de maio de 1911, deixando um legado artístico incomensurável.

O CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras – tendo nas Artes um dos seus pilares, se incorpora às homenagens que o mundo vem prestando a Gustav Mahler, que será lembrado como um dos maiores regentes e compositores de todos os tempos.

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quinta-feira, 22 de julho de 2010

SÁBADOS CULTURAIS DO CEPRO


O Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras – CEPRO – tem levado ao público iniciativas culturais e educacionais especialmente voltadas para o público infanto-juvenil. Acontecem aos sábados, obedecendo a um calendário previamente programado.

Dos projetos em andamento, as Oficinas Ambientais e a Contação de Histórias tem público garantido nas manhãs e tardes de sábados, respectivamente, quando aflora uma criançada já “vidrada” na programação.

Nas Oficinas Ambientais, lançam-se olhares sobre a temática ambiental quando, nas atividades práticas, o trabalho se desdobra nas Excursões Ambientais. Nelas, grupos de crianças e jovens fazem visitas e caminhadas por regiões do município e tomam conhecimento dos problemas ambientais locais. A orientação é dada por professores especializados.


Na Contação de Histórias, ocorre a apresentação de variado repertório pela dupla de contadores Anjos – anagrama dos nomes André e Jonathan – que anima as sessões normalmente seguidas de pipocas e outras iguarias tão ao gosto da meninada. Os adultos presentes também participam, quando relembram antigos tempos já quase esquecidos.

A novidade é que essas atividades culturais e educativas tem sido agora organizadas externamente, uma vez que o salão do Centro Cultural  não comporta o aumento da frequência.


E não se pretende parar por aí. Em breve, outra novidade estará em curso: o Projeto Música no CEPRO: “Ouviver, ouvindo e vivendo a música”. Através de audições musicais gravadas e comentadas, os participantes terão acesso ao repertório musical selecionado popular e clássico, nacional e estrangeiro. O Centro Cultural  tem acesso a um acervo de cerca de 10 mil LPs e CDs.

Desta forma, o CEPRO amplia a sua contribuição para a formação cultural e artística de nossas crianças e jovens, em especial do bairro Âncora e adjacências.


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quarta-feira, 21 de julho de 2010

ESTATUTO DA IGUALDADE RACIAL


                                                                                

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta terça-feira (20), sem vetos, o projeto de lei que cria o Estatuto da Igualdade Racial, que tem por objetivo promover políticas públicas de igualdade de oportunidades e combate à discriminação.

Entenda o Estatuto da Igualdade Racial

Durante a cerimônia realizada no Palácio do Itamaraty, o governo também anunciou a criação da Universidade Federal da Integração Luso-Afro-Brasileira (Unilab), a 14ª instituição federal criada na gestão de Lula.

O Estatuto da Igualdade Racial foi aprovado no Senado no dia 16 de junho. Na votação, os senadores retiraram do texto os pontos que previam a criação de cotas para negros em diferentes atividades, como universidades, empresas e candidaturas políticas. No caso das empresas, a cota se daria por meio de incentivos fiscais.

O documento define o que é discriminação racial, desigualdade racial e população negra. Segundo o documento, discriminação racial "é a distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada em etnia, descendência ou origem nacional". Desigualdade racial é definida como "todas as situações injustificadas de diferenciação de acesso e oportunidades em virtude de etnia, descendência ou origem nacional. Já o termo população negra é o "conjunto de pessoas que se autodeclaram pretas e pardas".

Na área da educação, o estatuto torna obrigatório o ensino de história geral da África e da população negra do Brasil nas escolas de ensino fundamental e médio, públicas e privadas. Ele prevê ainda o incentivo de atividades produtivas rurais para a população negra, proíbe empresas de exigir aspectos próprios de etnia para vagas de emprego e reconhece a capoeira como esporte, permitindo que o governo destine recursos para a prática.

Já na questão religiosa, o estatuto reitera o livre exercício dos cultos religiosos de origem africana e libera assistência religiosa aos seguidores em hospitais. No mundo virtual, além de multa para quem praticar crime de racismo na internet, o documento prevê a interdição da página de internet que exibir irregularidades.

O estatuto também garante às comunidades quilombolas direitos de preservar costumes sob a proteção do Estado e prevê linhas especiais de financiamento público para essas comunidades. O poder público terá de criar ouvidorias permanentes em defesa da igualdade racial para acompanhar a implementação das medidas. O documento também estabelece que o Estado adote medidas para coibir a violência policial contra a população negra.

Fonte :g1.globo.com


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segunda-feira, 19 de julho de 2010

CEPRO E RIO DAS OSTRAS, 2 ANOS.NA DEFESA DA CONSTRUÇÃO DE UM MUNDO MELHOR:POSSÍVEL, NECESSÁRIO E URGENTE


                          

A possibilidade da troca de experiências, o aprofundamento de discussões sobre o dia-a-dia da nossa população e de questões que envolvem o universo social são alguns dos motivos que levaram a criação do CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras, em 30 de maio de 2008.

Fundado por um grupo professores e professoras das redes públicas de ensino e educadores sociais que, por diferentes caminhos, nos encontramos e decidimos criar o CEPRO. Somos pessoas diferentes, com histórias diferentes, que têm estilos diferentes de pensar, falar, escrever, mas que têm em comum a preocupação com as crianças, os jovens e os adultos, com o ser humano. Nossas práticas ao longo desses mais de 20 anos sempre estiveram voltadas pela defesa dos direitos humanos e sociais. E nos embalamos na defesa da construção de um mundo melhor - possível, necessário e urgente. Nossa trajetória nos possibilita multiplicar as diferentes vivências e experiências em nossa prática social.


O CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras - é uma entidade da sociedade civil, sem fins lucrativos, fundada no município de Rio das Ostras, estado do Rio de Janeiro, em 30 de maio de 2008. Investe suas ações sociais a partir de alguns pilares: Educação, Arte, Cultura, Infância-Juventude, Meio Ambiente, Direitos Humanos e Cidadania. Conforme seu estatuto social, a instituição atende a crianças e adolescentes em situação de risco ou não, jovens e adultos, trabalhando a cidadania e o resgate da auto-estima e para isso investindo em projetos sócio-culturais e de geração de renda. Nosso desafio é promover a democratização de oportunidades através do ativismo e da mobilização da sociedade.


O CEPRO concentra sua energia em torno de duas convicções que norteiam o projeto: a de cuidar de crianças e jovens em situação de risco e de suas famílias, promovendo ações que não sejam assistencialistas, mas permanentes; e, ao mesmo tempo, a de criar oportunidades aos assistidos para que possam aprender a ganhar com seus próprios esforços ampliando suas chances de melhorar a qualidade de vida de suas famílias.

Nosso projeto está voltado para a promoção da cidadania, da cultura, da arte, da educação e da inclusão social, atendendo aos moradores de Rio das Ostras, em especial do bairro Residencial Praia Âncora, onde se localizava o antigo “lixão” da cidade.

Nosso compromisso é com a luta pela democratização da sociedade brasileira e pela inclusão social de parcela carente de políticas públicas. Realizamos este sonho através dos projetos: Biblioteca Popular “Patativa do Assaré”, que se desdobra na Oficina da ContAção de História ; Ciranda da Leitura; Varal do Cordel; Projeto Reforço Escolar; Cidadania, Arte e Cultura; Inclusão + Digital; Brinquedoteca; Oficina de Arte e Reciclagem; Oficina Ambiental e na participação e divulgação das campanhas pela Defesa do Direitos Humanos e Sociais.

É evidente que esse processo de fortalecimento da cidadania e da política social é longo e penoso. No entanto, este compromisso é fundamental para que possamos cumprir as obrigações assumidas com o povo e, assim, contribuir para melhorar as suas condições de vida , conforme o art. 3.º da Constituição Federal que estabelece os objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil.

Nossa proposta, portanto, visa contribuir na construção de uma sociedade livre, justa e solidária; buscando garantir o desenvolvimento nacional; erradicar a pobreza e a marginalização; e reduzir as desigualdades sociais e regionais; promovendo o bem-estar de todos e todas.

Profª GUILHERMINA ROCHA

Especialista em Educação e Historiadora

Presidente do CEPRO


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sábado, 17 de julho de 2010

EVENTOS DE SANTA MARIA REPRESENTAM CRESCIMENTO E CONSOLIDAÇÃO DA ECONOMIA SOLIDARIA



Durante a abertura oficial da 17ª edição da Feira do Cooperativismo Alternativo (Feicoop), 6ª Feira de Economia Solidária do Mercosul e demais eventos solidários que aconteceram na tarde de sexta-feira (9), em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, autoridades locais e nacionais e até representantes internacionais de empreendimentos solidários falaram sobre a importância do evento para o fortalecimento desta nova economia.

Dando as boas vindas aos presentes, Irmã Lourdes Dill, coordenadora do Projeto Esperança Cooesperança, que organiza os eventos, disse: "É com alegria e emoção que estamos aqui pela 17ª vez, fincando a Economia Solidária neste chão".

Citando o provérbio africano "Muita gente pequena, em muitos lugares pequenos, fazendo coisas pequenas, mudarão a face da Terra", ela ressaltou a importância de fortalecer essa economia de base popular, que atua pela inclusão dos povos. "O capitalismo para nós é um monstro porque engole os pequenos. O mundo está marcado pela exclusão, mas a Economia Solidária está aqui para mostrar que um outro mundo é possível".

Shirlei Silva, analista social do Instituto Marista de Solidariedade (IMS), entidade executora do Programa Nacional de Comercialização Solidária, falou que é preciso ter no país mais espaço e iniciativas como as feiras de Santa Maria, para o fortalecimento da Economia Solidária (ES). "Nós precisamos de espaços como este, aonde a gente refaz a luta, aonde a gente vem alimentar o nosso sonho de um mundo cuidadoso e humanizado", declarou. Ela falou ainda que a Economia Solidária já começa a chamar a atenção do mundo. "As feiras são espaço de troca de energia e troca de esperança", finalizou.

Maribel Kauffman, representante do Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES), disse que a feira de Santa Maria vai além do Mercosul (Mercado Comum do Sul), já que a integração é de toda a América Latina. Ela ressaltou que "a Economia Solidária está se colocando não como combate à pobreza e nem como, simplesmente, empreendedorismo. Mas, está mostrando que já é possível construir isso que está aqui e que já está na 17ª edição. E a gente tem, realmente, possibilidade de construir um outro modelo de sociedade".

Ela enfatizou ainda sobre a continuidade da campanha de coleta de assinaturas para a construção da Lei de Iniciativa Popular, que institui a Política Nacional de Economia Solidária no país. A aprovação de uma lei geral e nacional de ES deve tornar as políticas públicas existentes, em políticas de Estado, trazendo benefícios para o setor e superando os desafios enfrentados pelos empreendimentos solidários.

Representando a Cáritas Brasileira, Ademar Bertucci, disse que "2010 é o ano da ES, com a Campanha da Fraternidade Ecumênica, Campanha pelo Marco Legal e com a realização da II Conferência Nacional de ES (I CONAES), realizada no mês passado em Brasília. "Nós estamos, neste momento eleitoral do Brasil, marcando posição a respeito de um outro Brasil que queremos", declarou.

Por fim, o diretor do Departamento de Estudos e Divulgação da Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes), Roberto Marinho, disse que a Feira de Santa Maria é um espaço "para encontrar companheiros (as) e beber da sabedoria do povo. A gente vem aqui para aprender e para trocar conhecimentos".

Ele disse ainda que em seus 17 anos de existência, a Feicoop é um símbolo importante para o Governo Federal, já que seu espaço contribuiu para a construção de uma política pública que resultou na construção da Senaes. Ele lembrou que a instituição federal já completou 7 anos de existência.

Sobre a realização da II CONAES, Roberto disse que "a conferência nacional reafirmou como direito de produzir e de viver em cooperação e de maneira sustentável, tornando e buscando, cada vez mais, fazer com que a política de ES, seja uma política de Estado, que seja um direito de cidadania". Finalizando sua participação, ele anunciou, para dezembro deste ano, a realização de mais uma Feira Nacional de ES, que acontecerá em Salvador, na Bahia.


Msg postada por Sérgio Trindade
FCP - RJ

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quinta-feira, 15 de julho de 2010

"PARTIDOS POLÍTICOS, POLÍTICOS PARTIDOS"


Em tempo de crise como o nosso “tempo de homens partidos”, Segundo as palavras de Carlos Drummond de Andrade, como encontrar significado na política e nos partidos políticos?

A história nos oferece algumas pistas para se elucidar tal problema . O que a política significa hoje é o resultado de longo e tortuoso processo histórico. E, como se sabe , ela é a atividade por excelência na vida social dos homens.

Seguindo a trilha deste trajeto é possível perceber as idas – e – vindas que tornaram realizável a atividade política em seu contínuo movimento e aberta às novas transformações.

A atual desmoralização da chamada “política oficial”, quando a ética é afrontada frontalmente, ocorre progressivo descrédito e descrença na sua capacidade de resolver os problemas institucionalmente. Buscam-se caminhos alternativos , por vezes perigosos.

Por exemplo, situações como as ditaduras de qualquer matriz e práticas terroristas de qualquer origem têm resultado em experiências bárbaras e calamitosas, que precisam ser descartados definitivamente.

O sistema democrático que não é nada do que o senso comum imagina, é, na verdade, uma ditadura da minoria. A democracia tanto a antiga como a nova, foi e é racista, escravagista e discriminatória. Seu funcionamento se estrutura num apartheid social, onde a miséria é socializada e o lucro privatizado, ou onde a participação é socializada, mas o controle do poder político é aristocrático.

Mas fica outra indagação. Como a democracia se tornou um sistema tão atraente? Através da ideologia. Nas democracias, as eleições e o voto estão infectados de ideologia. O abstrato povo acredita que sua participação é efetiva. Acredita também, que ele “povo” por ser maioria determina o funcionamento da máquina democrática, pois, é regularmente convocado para fazer ajustes nessa máquina simples. Seus ajustes ocorrem através das eleições. Por isso, é fundamental pensar a superação da crise política atualmente para abrir novas perspectivas quanto a atuação da sociedade civil, para além dos próprios governos e dos partidos políticos.

E hoje, desgastados e esgotados...

O que importa é resguardar e mesmo recuperar a atividade política nos seu principais aspectos quanto a como , quando e onde ela se apresente.

UTOPIA? Não chegamos a pensar , como alguns , em sociedade em ESTADO. No entanto, nada impede que se pense na política sob outras formas , quando as próprias instituições desabam em crise de credibilidade e confiabilidade, como é o caso dos “partidos políticos”, e tudo que eles representam.

Os movimentos sociais e a “política de base”, como usualmente denominada , são agentes políticos importantes e oportunos para estes tempos.

A busca do significado político da política , portanto, não dependeria mais nem tanto das instâncias convencionais de poder , mas de novas formas de atuação e prática política. Estaríamos no âmbito das políticas, no plural , agora valorizadas pelas direta participação social dos homens e das mulheres.

Do que disso resultará, cabe à história dizer.

Profª GUILHERMINA ROCHA
Especialista em Educação e Historiadora
Presidente do CEPRO


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A ERA DA SUSTENTABILIDADE



Nos últimos anos, o debate sobre sustentabilidade avançou bastante. A discussão tomou corpo principalmente no meio acadêmico, empresarial e das organizações não-governamentais.

Foram muitas as iniciativas como encontros, fóruns e ações pioneiras que permitem entender e difundir o conceito. Este processo não está concluído e deve prosseguir mais acelerado. No entanto, na era da sustentabilidade há muito o que se avançar.

Sustentável e sustentabilidade deixaram de ser palavras desconhecidas e estranhas para, pouco a pouco, se tornarem comuns até nas conversas do cotidiano. O importante é que no plano prático cada vez mais são encontradas ações sustentáveis e com crescente sofisticação.

No Brasil e no mundo, cresce a consciência da gravidade da situação. Hoje, consome-se 30% a mais de recursos naturais que é capaz a Terra de se renovar.

Nos últimos 40 anos, registrou-se, com o rápido crescimento populacional, um aumento de 400% do consumo. Por isso, não cabe mais a omissão e indiferença para os riscos ambientais iminentes.

As mudanças de atitudes e hábitos devem ser uma constante tanto por parte das grandes corporações quanto de cada indivíduo. Para fazer a diferença é preciso valorizar grandes e pequenas ações. Estas últimas, quando multiplicado por milhões de pessoas, resultarão decisivas para o futuro do planeta.

A oportunidade está ao alcance de nossas mãos, não cabe mais a atitude de buscar culpados ou fomentar o denuncismo, apenas. Ao contrário, precisamos dar exemplos e inspirar ações positivas no sentido de concretizar a era do desenvolvimento sustentável.

O CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras – consciente disso tudo procura fazer a sua parte no âmbito de sua capacidade e no limite de suas possibilidades. A jornada é de todos e sem retorno. O planeta agradece.


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COTA RACIAL PARA UNIVERSIDADES: AVANÇO OU PALIATIVO?


Neste mundo em permanente crise, temas polêmicos estão na pauta do dia. Damos como exemplo as cotas raciais para ingresso nas universidades brasileiras como parte das ações afirmativas voltadas para os segmentos até então excluídos do bens e aparelhos culturais disponíveis.

O pano de fundo dessa questão – marcada por indisfarçável preconceito – é a histórica dívida social e educacional, particularmente, com a população negra e parda como mostram as estatísticas.

Dos jovens negros e pardos, entre 18 e 24 anos, apenas 7% estão na universidade, o que ressalta uma desvantagem estrutural desses jovens em relação ao conjunto da população brasileira.

Alguns críticos contra as cotas dizem que, quando aplicadas nos Estados Unidos, se dão em contexto social diferente, não servindo de modelo, uma vez ser o racismo de lá é “mais explicito” e com conseqüências que colocam a população não branca em situação mais vulnerável.

Outros críticos contra as cotas vêem na condição social dos pobres, que os coloca em desvantagem desde quando nascem, a razão principal do insucesso profissional e educacional numa sociedade “competitiva” e propondo como correção a melhoria pela “base”, a melhoria da educação básica.

Outros ainda argumentam que, mesmo que haja necessidade de se corrigir as desigualdades existentes, as cotas não passam de “maquiagem” do sistema e de resultados de “curto prazo”, pois as raízes do problemas estariam nas estruturas consolidadas há bastante tempo.

Como problema polêmico, as cotas suscitam prós e contras. Argumentos favoráveis também não faltam. No Brasil, dizem os defensores das cotas, não se pode encobrir o racismo como realidade cotidiana, e não apenas assunto esporádico da mídia. Apesar dos avanços na legislação quanto aos Direitos Humanos, lembram ainda que as leis neste país nem sempre “pegam”. Daí a necessidade de se manter a mobilização em favor dos excluídos.

Outro argumento favorável, diz respeito ao fato de que o acúmulo histórico das desigualdades sociais e raciais – que não sendo “naturais” – exigem, principalmente, do Poder Público o cumprimento da Constituição Federal, contribuindo com o avanço da democracia brasileira e a superação do conservadorismo ainda vigente.

Por fim, favorável ás cotas é o argumento de que as mesmas são uma necessidade do próprio País que, em tempos de inclusão cultural, social e econômica, não pode deixar à margem grandes contingentes de sua população, que também contribuem para a melhoria da qualidade de vida do povo brasileiro.

Nesta polêmica, o CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras – que tem nos Direitos Humanos um dos seus pilares de sua atuação, opina como favorável à política de cotas raciais, não vendo isso como “outro” racismo, mas como tentativa provisória e parcial de resgate de uma divida que não se cala desde a escravidão dos povos africanos – podendo ser considerada como um dos maiores e piores crimes cometidos contra a Humanidade.


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terça-feira, 13 de julho de 2010

13 DE JULHO - DIA MUNDIAL DO ROCK

O Dia Mundial do Rock que é comemorado neste 13 de julho, foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), como uma homenagem ao megaespetáculo Live Aid, criado a fim de arrecadar fundos para combater a fome na África. Um grande show com os nomes mais importantes do rock mundial foi realizado simultaneamente em Londres, na Inglaterra, e na Filadélfia, nos Estados Unidos nesta mesma data, em 1985.

Organizado por Bob Geldof, o show foi transmitido para todo o mundo e contou com a participação de evento artistas e bandas como The Who, Madonna, Led Zeppelin, Dire Straits, Queen, David Bowie, BB King, Mick Jagger, Sting, U2, Paul McCartney, Phil Collins, Joan Baez. Em 2005, o mesmo Geldof organizou o Live 8, maior e em com shows em mais países, para pressionar os países ricos, líderes do G8, a perdoar a dívida dos países pobres.

Ouça canções que marcam a história do rock e seus ídolos, como The Beatles, Tha Rolling Stones, Elvis Presley, Jimi Hendrix, U2, Pearl Jam, The Who, Radiohead, The Police, The Smiths e muitos outros. A história do rock começa no final da década de 40 e início dos anos 50, nos Estados Unidos, e se espalhou pelo mundo. Há controvérsias sobre qual foi a primeira gravação do rock, que marcaria o início do gênero musical, mas uma das primeiras e mais famosas canções foi Rock Around The Clock, de Bill Haley, em 1955.

Embora tenha nascido há mais de meio século a partir das batidas dos negros africanos, este estilo de música – e, em alguns casos, até de vida – é celebrado somente há 25 anos.

Embora ligado a temas como rebeldia e aversão aos bons costumes, o rock tem seu dia marcado justamente por uma causa nobre. Em 13 de julho de 1985 acontecia a primeira edição do Live Aid, festival criado pelo músico Bob Geldolf em prol das vítimas da fome na Etiópia.

Desde os primórdios

Muito antes do Live Aid, claro, o rock já era motivo de adoração dos jovens e preocupação dos pais. Surgido do blues, não se acomodou às velhas notas. Em eterna evolução sonora, foi sendo agregado ao comportamento rebelde, à moda transgressora e à liberdade de pensamento da juventude do planeta.

Foi nesse ritmo de frenesi e loucura que apareceram ídolos como Chuck Berry, Elvis Presley, Beatles, Rolling Stones, Led Zeppelin, Jimi Hendrix, Pink Floyd. Não tardou para se recriar por meio do punk dos Ramones, do virtuosismo do Yes, do new wave do Blondie, do metal do Metallica, do grunge do Nirvana, do britpop do Oasis, do indie do Strokes. Para o rock nunca há limites.

Verde e amarelo

Apesar de sua forte tradição em samba e música popular, o Brasil não resistiu ao som das guitarras. Se nos anos 50, as primeiras investidas ainda causavam certo estranhamento, a entrega seria total na década seguinte. Foi o período da Jovem Guarda, com Roberto Carlos, Erasmo e Vanderléa no comando. Na esteira, os anos 70 trariam as inovações de Os Mutantes, a estética dos Secos & Molhados e o inesquecível Raul Seixas.
O grande boom do rock no Brasil se deu, porém, nos ensolarados anos 80. Incentivados pelo término de um período de ditadura, centenas de garotos se animaram a ter sua própria banda de rock. Desse momento, vieram grandes ícones como Legião Urbana, Paralamas do Sucesso, Titãs e Barão Vermelho (com o exagerado Cazuza).

Mesmo passado ao auge, o rock seguiu firme, mantendo seus seguidores pelo planeta ao longo dos anos. Enérgico, libertário, animado, poderoso, sujo ou afinado. Não importa.Agradando ou não, o fato é que se trata do estilo mais popular do mundo. Então, vista sua calça jeans e ouça sua banda favorita no volume máximo neste Dia do Rock. Ele merece.

Fontes : estadão e eband

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COMEMORAÇÃO DOS 20 ANOS DE CRIAÇÃO DO ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

Para comemorar os avanços trazidos pela legislação e debater políticas públicas que permitam controlar a violência, a exploração sexual, trabalhista e o tráfico de menores, será realizado o seminário “Os 20 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente e as Políticas Públicas – Conquistas e Desafios”. O evento acontece nos dias 13 e 14 de julho, das 9h as 17h no auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados. Entre as atividades programadas para o seminário está a participação de ministros e do presidente Lula, na terça-feira (13), em um painel organizado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

O estatuto foi aprovado em 13 de julho de 1990 e passou a regulamentar o artigo 227 da Constituição Federal, tornando-se marco na definição das garantias às crianças e aos adolescentes.


A história das politicas socias no Estado brasileiro tem seus primeiros marcos no início do século XX. Em períodos anteriores as populações economicamente carentes eram entregues aos cuidados da igreja católica através de instituições como a Santa Casa de Misericórdia, que atuava tanto com os doentes quanto com os órfãos e desprovidos. O sistema de “Rodas das Santa Casas” para viabilizar adoções e manter o anonimato das mães tinha o objetivo de amparar as crianças abandonadas e de recolher donativos.

O ensino obrigatório foi regulamentado em 1854, porém, a lei não se aplicava universalmente, excluindo os escravos e os portadores de doenças contagiosas ou aqueles que não tivessem sido vacinados e isto é um exemplo da interdependência das políticas sociais. Neste caso uma não cobertura da saúde restringia o acesso da criança à escola, propociando uma dupla exclusão de direitos. Ja em relação ao trabalho, houve um decreto em 1891 – Decreto nº 1.313 – que estipulava em 12 anos a idade mínima para se trabalhar.

Com o surgimento do Comitê de Defesa Proletária, criado em 1917 durante a greve geral, os trabalhadores urbanos passaram a reivindicar também a proibição do trabalho de menores de 14 anos e a abolição do trabalho noturno de mulheres e de menores de 18 anos. Em 1923, foi criado o Juizado de Menores e no ano de 1927, foi promulgado o primeiro documento legal para a população menor de 18 anos: o Código de Menores, que ficou popularmente conhecido como Código Mello Mattos. O Código de Menores revestia a figura do juiz de grande poder, sendo que o destino de muitas crianças e adolescentes ficava a mercê do julgamento e da ética do juiz.

O Estado Novo – período entre 1937 e 1945 – foi marcado no campo social pela instalação do aparato executor das políticas sociais no país. Dentre elas destaca-se a legislação trabalhista, a obrigatoriedade do ensino e a cobertura previdenciária associada a inserção profissional. Em 1942 foi criado o Serviço de Assistência ao Menor (SAM). Tratava-se de um órgão do Ministério da Justiça e que funcionava como um equivalente do sistema penitenciário para a população menor de idade.

Além do SAM, algumas entidades federais de atenção a criança e ao adolescente ligadas à figura da primeira dama foram criadas. Alguns destes programas visavam o campo do trabalho, sendo todos eles atravessados pela prática assistencilalista: a Legião Brasileira de Assistência (LBA), a Casa do Pequeno Jornaleiro, a Casa do Pequeno Lavrador e a Casa do Pequeno Trabalhador.

O Governo Vargas foi deposto em 1945 e uma nova constituição promulgada em 1946, a quarta Constituição do país. Em 1950, foi instalado o primeiro escritório do UNICEF no Brasil, em João Pessoa, na Paraíba. O primeiro projeto realizado no Brasil destinou-se às iniciativas de proteção à saúde da criança e da gestante em alguns estados do nordeste do país.

O Golpe Militar de 64 posicionou o Brasil, frente ao panorama internacional da guerra fria em linha com os países capitalistas. Uma ditadura militar foi instituída, interrompendo por mais de 20 anos o avanço da democracia no país. Em 1967, houve a elaboração de uma nova Constituição. O período dos governos militares foi pautado, para a área da infância, por dois documentos significativos e indicadores da visão vigente: A Lei que criou a Fundação Nacional do Bem Estar do Menor (Lei 4.513 de 1/12/64) e o Código de Menores de 79 (Lei 6697 de 10/10/79).

A Fundação Nacional do Bem Estar do Menor tinha como objetivo formular e implantar a Política Nacional do Bem Estar do Menor, herdando do SAM prédio e pessoal e, com isso, toda a sua cultura organizacional. A FUNABEM propunha-se a ser a grande instituição de assistência à infância, cuja linha de ação tinha na internação, tanto dos abandonados e carentes como dos infratores, seu principal foco. O Código de Menores de 1979 constituiu-se em uma revisão do Código de Menores de 1927, não rompendo, no entanto, com sua linha principal de arbitrariedade, assistencialismo e repressão junto à população infanto juvenil.

A década de 80 permitiu que a abertura democrática se tornasse uma realidade. Isto se materializou com a promulgação, em 1988, da Constituição Federal, considerada a “Constituição Cidadã”. Para os movimentos sociais pela infância brasileira, a década de 80 representou também importantes e decisivas conquistas. A organização dos grupos em torno do tema da infância era basicamente de dois tipos: os menoristas e os estatutistas. Os primeiros defendiam a manutenção do Código de Menores, que se propunha a regulamentar a situação das crianças e adolescentes que estivessem em situação irregular (Doutrina da Situação Irregular). Já os estatutistas defendiam uma grande mudança no código, instituindo novos e amplos direitos às crianças e aos adolescentes, que passariam a ser sujeito de direitos e a contar com uma Política de Proteção Integral. O grupo dos estatutistas era articulado, tendo representação e capacidade de atuação importantes.

Em 5 de outubro de 1988, foi então promulgada a Constituição Brasileira que, marcada por avanços na área social, introduziu um novo modelo de gestão das políticas sociais que conta com a participação ativa das comunidades através dos conselhos deliberativos e consultivos.

Na Assembléia Constituinte organizou-se um grupo de trabalho comprometido com o tema da criança e do adolescente, cujo resultado concretizou-se no artigo 227, que introduz conteúdo e enfoque próprios da Doutrina de Proteção Integral da Organização das Nações Unidas, trazendo os avanços da normativa internacional para a população infanto-juvenil brasileira. Este artigo garantia aos menores os direitos fundamentais de sobrevivência, desenvolvimento pessoal, social, integridade física, psicológica e moral, além de protegê-los de forma especial, ou seja, através de dispositivos legais diferenciados, contra negligência, maus tratos, violência, exploração, crueldade e opressão. Estavam lançadas, portanto, as bases do Estatuto da Criança e do Adolescente.


Em 1989, integrantes de várias áreas da sociedade civil, do Ministério Público, do Judiciário e dos órgãos governamentais de todas as regiões do país começaram o movimento pela criação do ECA, pois não havia mais compatibilidade entre a nova Carta Magna e o antigo Código de Menores. Naquele momento deu-se o início a toda uma articulação, mobilização e colaboração nacional na construção daquilo que seria o atual estatuto. Pessoas de todas as regiões se envolveram e a comissão redatora, sediada basicamente em São Paulo, recebia, analisava e incorporava as sugestões. Foi um movimento nacional, com ramificações e peculiaridades espalhadas por todo o país.

As imagens que ilustram esta matéria fazem parte do ensaio “Meninos na rua em Curitiba nos 300 anos da cidade“, de Gilson Camargo, em março de 1993.

Fonte para o texto: “Uma Breve História dos Direitos da Criança e do Adolescente no Brasil” de Gisella Werneck Lorenzi.

Matéria extraída do site: http://www.vanhoni.com.br/

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domingo, 11 de julho de 2010

O CEPRO INDICA - CORAL INFANTIL DA UFRJ



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DOLORES DURAN - A ETERNA CANTORA DA NOITE


Neste ano, a cantora e compositora Dolores Duram completaria seu 80º aniversário. Nascida em 7 de julho de 1930, faleceu em 1959, precocemente, aos 29 anos.

Sua carreira foi tão curta quanto expressiva. Deixou sua marca artística por gerações de apreciadores da música popular brasileira.

Dolores é lembrada décadas após seu desaparecimento como uma das referências da MPB, devido à qualidade de sua obra, mas também pelo seu pioneirismo em quanto mulher compositora em terreno dominado por homens.

Suas canções e suas interpretações ainda hoje influenciam as novas gerações, fazendo Dolores Duram ser lembrada por meio de novas produções de show e de gravações , como vem acontecendo este ano.

Dolores é reconhecida como uma intérprete versátil, cantando em vários idiomas , e por sua segurança vocal .

Fizeram época musicas como “Sabrá Dios”, “My funny valentine”, “Manias”, “Estrada do sol”, “Por causa de você”, “Fim de caso” e sobretudo “A noite do meu bem”.

As canções autorais de Dolores são o destaque em sua carreira, que alguns críticos colocam ao lado de outras grandes intérpretes brasileiras como Elizeth Cardoso e Elis Regina, por exemplo.

Cantora da noite, Dolores sabia como poucas e poucos expressar os sentimentos relativos ao amor, em especial as desilusões e frustrações nas relações.

Alguns comentaristas registram que ela própria, pessoalmente, não teria sido feliz, talvez, por lhe faltarem certos dotes em uma sociedade marcada por um machismo reinante.

A musicalidade e as letras de Dolores são estimadas e elogiadas por críticos e público fiel, sendo um convite às novas gerações.

O CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras - homenageia esta grande artista brasileira, que merece ser sempre lembrada.


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quinta-feira, 8 de julho de 2010

BIODIVERSIDADE E LEGISLAÇÃO AMBIENTAL



No momento em que o Código Florestal Brasileiro está envolto em polêmicas no Congresso Nacional, com possibilidade de alteração no seu texto atual, especialistas alertam para a seriedade da matéria e a necessidade vital de unir teoria e prática.

Para eles, não basta a aprovação de legislação relativa à conservação de florestas nativas sem unir com aspectos da natureza necessários para a manutenção da biodiversidade.

Nesta questão, pesquisadores apontam para o fracasso das políticas mundiais para conter a redução da biodiversidade.

Segundo ainda especialistas, os riscos são bem maiores em países da America Latina que tem uma economia baseada na agricultura e em outras formas de exploração de recursos naturais. Com a redução da biodiversidade e a crescente prática predatória dos seres humanos o planeta cada vez mais vai reduzindo a capacidade de prover esses recursos.

Os governantes, de um modo geral, não tem dado o devido relevo a esta questão de colocar a biodiversidade como a maior riqueza das nações, pois a natureza é uma cadeia única. Ao se fazer legislações florestais, por exemplo, é necessário colocar a biodiversidade como assunto prioritário associado ao desenvolvimento sustentável.

Ainda em outubro deste ano, governantes mundiais estarão reunidos em Nagoya, no Japão, para propor um novo acordo para tentar frear a situação, pós-2010.

Quanto à atual disputa em torno do Código Florestal Brasileiro, pesquisadores estão preocupados com a flexibilização de pontos que foram apresentados pelo relator, deputado Aldo Rebelo.

Segundo os críticos a esta mudança, o maior risco é o de permitir que interesses de determinados grupos econômicos prevaleçam sobre os interesses do país e até do mundo no que diz respeito à biodiversidade.

O interesse nacional se apóia no plano de preservação ambiental e também no econômico. O Brasil abriga cerca de 20% das espécies do planeta, o que se constitui uma riqueza imensa, que será cada vez mais valorizada.

O CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras – tem posição contrária às mudanças pretendidas no Código Florestal Brasileiro nos termos ora apresentados por entender que a preservação da biodiversidade é uma questão nacional que diz respeito à atual e às futuras gerações.


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PORTO DO RIO, REVITALIZADO, COMPLETA 100 ANOS


O porto do Rio completa seu centenário no próximo dia 20 de julho, sem que a Companhia Docas do Rio de Janeiro tenha divulgado qualquer programação oficial comemorativa.

No entanto, já existem planos e obras em andamento, tanto dos governos federal, estadual e municipal, como de empresas, para empreender a revitalização da zona portuária.

Além do Porto, está em curso a modernização urbanística da região, incluindo Praça Mauá e bairros da Gamboa, Saúde e Santo Cristo.

O Porto, propriamente dito, terá aumentado a profundidade dos canais de acesso dos navios, mais espaço para atracamento no cais e maior capacidade de movimentação de contêineres.

Em resumo, além da revitalização de toda a área, as obras permitirão acesso de navios maiores e maior movimentação de pessoas e cargas.

A primeira fase tem orçamento previsto da ordem de R$ 350 milhões desembolsados pela Prefeitura e pelo Ministério do Turismo. A segunda, está prevista para consumir outros R$ 3 bilhões.

Todo esse recurso está sendo aplicado no chamado projeto “Porto Maravilha”, que incluirá ainda a revitalização do Morro da Conceição e da Casa da Guarda, com investimentos em iluminação pública, pavimentação, calçamento, drenagem, arborização e recuperação de patrimônios culturais. E incluirá mais a construção da Pinacoteca do Rio e do Museu do Amanhã.

Historicamente, o primeiro trecho do cais foi inaugurado em 1910. A vida urbana do Rio foi definida e estruturada em grande parte pelo e para o Porto. Além disso, a região serviu como local de desembarque de escravos no período colonial. A construção do atual porto foi considerada uma grande e custosa obra de engenharia para a época.

O CEPRO – Centro cultural de Educação Popular de Rio das Ostras – tem posição critica sobre o assunto. Se, por um lado, a iniciativa em favor da arte e cultura é bem-vinda, por outro, precisamos estar atentos para que todo esse alto investimento não se torne comprometido com o não-cumprimento dos prazos, a elevação dos custos previstos e a descontinuidade administrativa, riscos sempre presentes em obras de vulto como esta.

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quarta-feira, 7 de julho de 2010

PARECE, MAS NÃO É?!



Existem momentos em que desejamos tratar de temas que nos parecem, sinceramente, tristes. Um deles me leva a pensar como, efetivamente, podemos construir um mundo melhor, uma sociedade mais justa para todos. Diferente do que vivemos, onde os interesses individuais estão em primeiro lugar, acima da coletividade, e a sabotagem do trabalho alheio é prática costumeira.

Pensar uma vida digna para todos numa perspectiva dos direitos humanos não deve ser fácil para “aqueles” cuja ambição está acima de qualquer valor. Fruto do individualismo e do personalismo exacerbado esse desvio de conduta onde não consegue admitir que o “outro” pode ter a oportunidade de crescer, pessoal, social e politicamente.

A falta de visão de mundo e de respeito às pessoas, infelizmente, diminui a nossa dimensão de um mundo fraterno, solidário e rico de esperança.

Pois, afinal, qual é o problema de uma pessoa que luta dignamente conquistar o seu espaço? A princípio, poderia ser considerado natural, no entanto, fazendo um balanço das caminhadas pela vida, percebemos que o ser humano ainda precisa melhorar, e muito.

Precisamos refletir nossas práticas, além de nossa visão de mundo, de sociedade e de concepção de projetos voltados, efetivamente, para os interesses do povo. Vivemos numa sociedade capitalista, infelizmente, onde os princípios são calcados no individual, na competição e no consumismo.

Esta reflexão inclusive surge inevitavelmente nas circunstâncias do momento. Quando agora se inicia mais uma campanha eleitoral pelo rádio, televisão etc.. Toda população fica a ouvir muitas promessas, sendo algumas audaciosas, porém sem legitimidade jurídica.

Promessas. Promessas. Promessas...

A indignação de nossa população com a demagogia apresentada chama a atenção para o número significativo de eleitores indecisos. Por que razão?

Colaborando com esta reflexão, a LEI: FICHA LIMPA representa um avanço para a sociedade brasileira, para que as instituições brasileiras e para a ética na política. Sendo construída pelo desejo legítimo da sociedade de ver afastadas da vida política pessoas com uma vida pregressa que efetivamente apresenta uma situação desabonadora, e que assim não as permitem representar o povo no exercício de mandatos populares, pois não poderiam se comportar com a dignidade que o exercício da função exige de uma gente político.

Precisamos chamar atenção para o momento eleitoral, procurando sensibilizar nossa população sobre a consciência cidadã.

Precisamos pensar bastante e decidirmos por aqueles que não só falam bonito, como apresentam suas propostas mirabolantes. Este desafio não é só meu e seu, mas de todos nós.

Ou, em termos mais propriamente políticos, lembraremos que Maquiavel aconselhava ao Príncipe de tomar partido com clareza, pois “esse partido será sempre mais útil do que conservar-se neutro (...) porque, se não te definires, serás sempre presa de quem vencer, com grande prazer daqueles que foi vencido, e não tens razão nem coisa alguma em tua defesa, nem quem te acolha” (Maquiavel, O Príncipe, Cap. XXI).

Na aprendizagem da participação, o aprendiz fica sabendo como detectar tentativas de manipulação, sintomas de dirigismo e de paternalismo; a superar a improvisação, o espontaneísmo e a demagogia; a distinguir a verdadeira participação da simples consulta ao povo.

Por isso, esta reflexão é necessária para a construção de uma sociedade, verdadeiramente, comprometida com interesses sociais e de todo o povo, brasileiro.

Nestas eleições, cuidado! Pois, nem tudo que parece é, verdadeiramente.

Professora Guilhermina Rocha
(Especialista em Educação e Historiadora)
Presidente do CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras
Email:cepro.rj@gmail.com  


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“FICHA LIMPA”: VITÓRIA DO MOVIMENTO POPULAR


Conhecido como projeto “Ficha Limpa”, o PLC 58/10 foi aprovado de forma conclusiva no Senado Federal em 19 de maio último. Como ocorreu na Câmara dos Deputados, a aprovação se deu por unanimidade entre os senadores: 76 votos favoráveis e nenhum contrário.

O PLC em questão foi uma iniciativa popular do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), que obteve a adesão de 1,6 milhão de assinaturas.

No projeto aprovado, as pessoas que têm vida desabonadora serão afastadas da política, mas tal procedimento será feito sem prejuízo do chamado Estado de Direito.

Nas palavras do Deputado federal José Eduardo Cardoso, autor do substitutivo ao projeto “Ficha Limpa”.

“ O Ficha Limpa representa um grande avanço para a sociedade brasileira, para as instituições brasileiras e para a ética na política.”

Segundo ainda o Deputado, o projeto atende a dois valores muito significativos. O primeiro, o legítimo desejo da sociedade brasileira de ver afastados da vida política aqueles que apresentam uma situação desabonadora. E, segundo, a preservação do Estado de Direito, com a garantia do direito ao contraditório e à ampla defesa da pessoa acusada. No projeto, esses dois valores estão presentes e de forma equilibrada.

Agora é fazer valer o que for aprovado no Congresso Nacional, e que não seja mais uma lei, ainda que bem intencionada, com risco de não “pegar” na prática, como tantas outras.

O CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras – felicita os responsáveis pela iniciativa popular, os seus signatários e o autor do projeto substitutivo pela importante ação no sentido de aprimorar o processo eleitoral brasileiro.


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domingo, 4 de julho de 2010

DIA INTERNACIONAL DO COOPERATIVISMO




No sábado, dia 03 de julho, comemorou-se o Dia Internacional do Cooperativismo. Esse dia foi instituído em 1923, no Congresso da Aliança Cooperativa Internacional(ACI), com o objetivo de comemorar, no primeiro sábado de julho de cada ano, a confraternização de todos os povos ligados ao Cooperativismo. Originalmente, denominou-se Dia da Cooperação.

O tema definido pela ACI para o Dia Internacional de 2010 é “A mulher e o cooperativismo: conquistas e desafios para o empoderamento feminino”. A idéia é possibilitar uma reflexão sobre o empoderamento da mulher e seu papel no contexto das cooperativas, como formar de gerar autonomia econômica e trabalho decente para a população feminina, com ganhos para toda a sociedade.

A história do cooperativismo no Brasil vem de longa data. Consta que os Jesuítas se destacaram formando grupos de sociedade solidária, já em 1610. Esse modelo de sociedade, fundamentada no trabalho coletivo, perdurou por cerca de 200 anos.

Mas foi somente em 1874 que surgiu no país o movimento cooperativista que seguia os modelos europeus, baseado no trabalho associativo e na experiência de atividades familiares comunitárias.

Até os dias atuais foram adotadas formas diferenciadas de cooperativas, sendo o cooperativismo um dos fundamentos da atual Economia Solidária em franco desenvolvimento no país.

Hoje, o cooperativismo é visto como uma importante alavanca de conquista de um desenvolvimento mais equilibrado para o Brasil. Dessa forma, fortalecer a estrutura do cooperativismo é parte inseparável de uma política de desenvolvimento comprometida com a solidariedade e a justiça social.

O CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras – já engajado no projeto da Economia Solidária, vem se juntar aos demais com vista a lembrar esta data e reforçar o movimento para aprofundar e expandir o cooperativismo, como importante instrumento do desenvolvimento sustentável com igualdade social no País.


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