segunda-feira, 29 de novembro de 2010

MESMO COM AVANÇOS, BRASIL AINDA É TERRA DE DESIGUALDADE SOCIAL NO CAMPO


Embora o país apresente má distribuição de terra, políticas para o campo têm avançado
Cerca de 1% dos proprietários rurais detêm 46% de todas as terras brasileiras, ou seja, quase metade do território do País, de acordo com relatório elaborado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), Rede Social de Justiça e Direitos Humanos, Centro de Direitos Humanos Evandro Lins e Silva e Instituto Carioca de Criminologia. Este dado aponta o Brasil como uma das nações com maior desigualdade de distribuição de terra do mundo. Com a intenção de questionar esta realidade e avançar, foi criada a Campanha pelo Limite da Propriedade da Terra: em defesa da reforma agrária e da soberania territorial e alimentar. Como desdobramento, foi realizado um plebiscito nacional que questionou o limite da propriedade de terra e apontou 94% da população a favor de um limite da propriedade de terra. Estas ações são frutos da organização das entidades que compõem o Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo (FNRA).

Esta discussão traz luz à questão agrária brasileira, e de acordo com o integrante da direção nacional da CPT, Dirceu Fumagalli, a luta pela reforma agrá ria é muito mais ampla. “É necessário pensarmos no rompimento com o agronegócio, o fim do latifúndio, uma real regu larização fundiária e investimento na agricultura familiar”, destacou. A má distribuição de terras tem razões históricas no país e envolve aspectos do poder econômico, político e social. Dados do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) revelam que o Brasil possui atualmente 916.518 famílias de trabalhadores rurais vivendo em 8.616 assentamentos da reforma agrária, que ocupam uma área total de 84,6 milhões de hectares. Os projetos de assentamentos estão localizados em mais de dois mil municípios em todo o país.

Ainda falta muito para a reforma agrária, mas áreas fundamentais avançaram, como a agricultura familiar, um dos setores mais produtivos do País. “A função social da terra deve ser considerada a partir de sua produção alimentar e com o agronegócio não estamos produzindo e nem garantindo nossa soberania alimentar. Além disso, o alimento passa a ser comprometido com agrotóxicos e transgênicos”, criticou Fumagalli. Outro ponto importante trata da revisão dos índices de produtividade sobre a capacidade produtiva das atividades agrícolas, estipulados em 1975. O objetivo é que estes dados sejam atualizados com a realidade e segundo o último censo agrário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), houve aumento da concentração fundiária. “Apesar de termos incorporado tecnologia e avançado consideravelmente, os índices nunca foram recalculados e revisados. Boa parte das grandes propriedades não produtivas poderiam ser destinadas à reforma agrária”, avaliou o enge -nheiro agrônomo e presidente da Fisenge, Carlos Roberto Bittencourt.

O papel da engenharia

A efetivação da lei nº 11.888, que estabelece a política de assistência técnica gratuita é fundamental para os agricultores familiares. “Nós, engenheiros po demos através da transferência de novas tecnologias elevar a renda dos agricultores e também desenvolver ações multidisciplinares envolvendo questões em diversas áreas do conhecimento, como por exemplo: ambiental, cultural, político, econômico e social”, sugeriu a engenheira Alméria Carniato, que já representou a Fisenge no FNRA.

Para avançar na reforma agrária, é preciso:

Soberania alimentar e direito ao território e à terra são bandeiras fundamentais na luta pela reforma agrária

• Fortalecer a agricultura familiar;

• Ampliar a linha de crédito para a agricultura familiar;

• Assegurar assistência técnica publica aos agricultores familiares;

• Adotar um modelo tecnológico compatível com a realidade local e as condições dos pequenos e médios produtores rurais;

• Garantia de crédito produtivo;

• Estímulo à pequena e à média empresa no campo:

• Capacitação do agricultor;

• Ampliar políticas públicas de infraestrutura;

• Fomento á agroindustria;

• Garantia de logística de mercado.


Fonte: Fisenge


CEPRO – Um Projeto de Cidadania, Educação e Cultura em Rio das Ostras.

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Rio das Ostras
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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O CEPRO MARCOU O DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA COM HOMENAGENS E ATIVIDADES


Neste sábado, 20 de novembro, o CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras – comemorou o Dia da Consciência Negra, em sua 3ª versão.

Como nos dois anos anteriores, um programa de atividades culturais e educacionais marcou esta importante data nacional para lembrar o valioso legado negro para a formação social, econômica e cultural da Nação brasileira.

Compartilharam do evento, principalmente, pais, mães, responsáveis, crianças e jovens, que participam dos projetos e ações desenvolvidas pelo CEPRO no seu cotidiano, e demais convidados.

Na primeira parte do programa, foi exibido um vídeo onde conta uma história cujos personagens trazem à tona os preconceitos que estão presentes no cotidiano de nossa sociedade. Em seguida foi aberto um debate com o objetivo de contribuir para uma consciência em favor da construção de uma sociedade com igualdade de direitos e oportunidades.

A seguir, foi feita uma homenagem a algumas das destacadas personalidades que dedicaram suas vidas à luta visando superar o fosso de exclusão e discriminação ainda existente.

Na segunda parte do programa, foi realizada mais uma Contação de Histórias, atividade já tradicional em tardes de sábado, que contou com a animada participação da criançada. Ali foram apresentadas histórias com a temática da negritude e seus valores.
Para concluir o programa, foi compartilhado entre os presentes um delicioso feijão – talvez o mais popular alimento entre os brasileiros – para, “unindo o útil ao agradável”, provar (em ambos os sentidos) uma das muitas contribuições da cultura africana nos hábitos e costumes deste País, como na linguagem, na culinária, na vestimenta, nas artes etc.

O Dia da Consciência Negra foi instituído pela Lei 10.639, de janeiro de 2003, como lembrança da morte de Zumbi, em 20 de novembro de 1695, líder do Quilombo dos Palmares (Pernambuco). Zumbi foi considerado herói negro por ter arriscado sua própria vida ao extremo para salvar o seu povo da escravidão à época no Brasil.

O CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras – com esta iniciativa tem o orgulho de poder estar contribuindo para a construção de uma outra sociedade, um novo Brasil, mais justo, igualitário e fraterno, sem preconceitos e exclusões.

Diretoria do CEPRO

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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

JOÃO CÂNDIDO: "O ALMIRANTE NEGRO"


João Cândido Felisberto foi um militar brasileiro que se destacou como líder da chamada Revolta da Chibata acontecida em 1910 – cem anos atrás - agora relembrada.

Nascido em 24 de janeiro de 1880, na então Província (hoje Estado) do Rio Grande do Sul, no município de Encruzilhada (hoje Encruzilhada do Sul), João Cândido foi filho dos ex-escravos João Felisberto Cândido e Inácia Felisberto.

João Cândido alistou-se na Marinha do Brasil em janeiro de 1895, aos 14 anos de idade, ingressando como grumete, em dezembro do mesmo ano.

Teve uma carreira extensa de viagens pelo Brasil e por vários países do mundo nos 15 anos que esteve na Marinha de Guerra. Muitas delas foram viagens de instrução. No começo, recebendo instrução e, depois, dando instrução para marinheiros mais novos e oficiais recém-chegados.

Tornou-se muito admirado pelos companheiros marinheiros e muito elogiado pelos oficiais, por seu bom comportamento, e pelas suas habilidades principalmente como timoneiro. Era o marinheiro mais experiente e de maior trânsito entre marinheiros e oficiais, o que o indicava para liderar uma revolta que se avizinhava: a Revolta da Chibata.

O uso da chibata como castigo corporal já havia sido abolido desde o início da República. Todavia, o castigo cruel continuava de fato a ser aplicado, a critério dos oficiais. Centenas de marujos, a grande maioria afrodescendente constituída por negro e mulatos, continuavam a ter seus corpos mutilados pela chibata, como no tempo da escravidão.

Entre os marinheiros insatisfeitos com os baixos soldos, com a má alimentação e, principalmente, com os degradantes castigos corporais, crescia o clima de tensão.

Após várias situações e incidentes, no dia 22 de novembro de 1910, João Candido deu início ao levante - assumindo o comando do encouraçado Minas Gerais e pleiteando o fim dos castigos na Marinha de Guerra brasileira. Foi chamado à época, pela imprensa, como “Almirante Negro”, alcunha pela qual até hoje é homenageado.

Na rebelião, por quatro dias, os quatro navios de guerra apontaram os seus canhões para a Capital Federal. No ultimato dirigido ao Presidente Hermes da Fonseca, os revoltosos declararam: “Nós, marinheiros, cidadãos brasileiros e republicanos, não podemos mais suportar a escravidão na Marinha brasileira.” A rebelião terminou com o compromisso do governo federal em acabar com o emprego da chibata na Marinha e de conceder anistia aos revoltosos.

A história posterior demonstrou a traição e a perseguição que se seguiram contra os revoltosos, incluindo aí principalmente a João Cândido, e só reforçou a figura histórica de sua liderança. Banido da Marinha, João Cândido sofreu grandes privações. Faleceu em 6 de dezembro de 1969, no Rio de Janeiro.

Finalmente, sua memória vem sendo resgatada. Em 20 de novembro de 2008, sua estátua foi transferida dos jardins do Palácio do Catete para a Praça Quinze de Novembro, em grande evento que contou com a presença do Presidente da República , a família de João Cândido e milhares de manifestantes.

João Cândido pode ser considerado como um digno exemplo de herói nacional a ser sempre lembrado.

Diretoria do CEPRO

Fonte: Enciclopédia Wikipédia


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MULHERES VIDA SEM VIOLÊNCIA‏

Uma vida sem violência é direito das mulheres

Esse é o slogan da Campanha 16 dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres. Nesta quinta-feira, 25/11, comemora-se o Dia Internacional pela Não Violência Contra a Mulher. Nesta data, em 1960, as irmãs Mirabal, Pátria, Minerva e Maria Tereza, foram brutalmente assassinadas a mando do ditador Rafael Leónidas Trujillo, da República Dominicana. Elas lutavam pelo fim da ditadura, da violência e pela democracia e ele acreditava que eliminando as três irmãs seus problemas acabariam. Mas o efeito foi o contrário e o assassinato delas causou comoção e levou o povo dominicano a se unir contra o ditador, que acabou sendo morto em 1961. O assassinato das irmãs é mais um triste episódio de violência contra a mulher, que infelizmente continua até os dias de hoje.

Entre as formas de violência incluem-se a exploração e o abuso sexual de meninas; estupro; aumento de casos de mulheres com HIV/Aids, principalmente em jovens; abortos praticados em condições precárias que levam à morte da mãe; tráfico de mulheres; além de violência cometida por maridos, namorados, companheiros ou ex.

A boa notícia é que a Secretaria de Políticas para as Mulheres informa que o número de serviços especializados aumentou em 161% no período entre 2003 e 2010. Atualmente, existem 889 serviços especializados - 464 delegacias especializadas de atendimento à mulher, 165 centros de referência de atendimento à mulher, 72 casas-abrigo, 58 defensorias especializadas, 21 promotorias especializadas, e 12 serviços de responsabilização e educação do agressor.

No que se refere à Justiça, foram criados - após a promulgação da Lei Maria da Penha - 89 juizados especializados/varas adaptadas para casos de violência doméstica e familiar. Além da criação, muitos recursos têm sido investidos para o reaparelhamento e a reforma das delegacias especializadas, de centros de referência de atendimento à mulher e de casas-abrigo.


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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

DIA INTERNACIONAL DA NÃO VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES


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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

150 ANOS DE CASIMIRO DE ABREU



Casimiro José Marques de Abreu ou, simplesmente, Casimiro de Abreu, nascido no dia 4 de janeiro de 1839, foi um poeta da segunda geração entre os românticos brasileiros.

Casimiro nasceu na Fazenda da Prata, em Capivary (Silva Jardim). A localidade onde viveu parte de sua vida, Barra de São João, é hoje distrito do município que leva seu nome. Recebeu apenas instrução primária, dos onze aos treze anos, em Nova Friburgo, então cidade de maior porte da região serrana do estado do Rio de Janeiro.

Aos treze anos transferiu-se para o Rio de Janeiro para trabalhar com o pai no comércio. Depois, embarcou para Portugal, em 1853, onde entrou em contado com o meio intelectual e escreveu a maior parte de sua obra. Em 1857, retornou ao Brasil para trabalhar no armazém de seu pai. Isso, no entanto, não o afastou da vida boêmia.

Casimiro foi escolhido para a recém-fundada Academia Brasileira de Letras, tornando-se o patrono da cadeira número seis. Em 1859, editou suas poesias sob o título de Primaveras.

De linguagem simples, espontânea e ingênua, tornou-se um dos poetas mais populares do Romantismo no Brasil. Seu sucesso literário, no entanto, deu-se somente depois de sua morte, que ocorreu em 18 de outubro de 1860, em Nova Friburgo.

Seus versos mais famosos são do poema “Meus oito anos”:

Oh! Que saudades que tenho/ da aurora da minha vida/ da minha infância querida/ que os anos não trazem mais/ Que amor, que sonhos, que flores/ naquelas tardes fagueiras/ à sombra das bananeiras/ debaixo dos laranjais/

Nesta oportunidade, o CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras – homenageia este reconhecido poeta, precocemente desaparecido, e por extensão, o município visinho de Casimiro de Abreu e seus cidadãos e cidadãs.

Diretoria do CEPRO

Fonte: Enciclopédia Wikipédia

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MOSTRA DE DIREITOS HUMANOS NO PONTO



O cinema Ponto Cine promove nos dias 22, 23, 29 e 30 de novembro a Mostra Direitos Humanos no Ponto. Serão exibidos 3 documentários (O Cárcere e a Rua, Juízo e Penas Alternativas), e um episódio do programa Conexões Urbanas, produzido pelo AfroReggae.

A entrada é franca. Os interessados em agendar grupos, favor entrar em contato de segunda a sexta-feira, pelos telefones 3106-9995 ou 3106-0886. Falar com Breno, Priscila ou Vanderson.

Após cada exibição será realizado um debate com representantes dos filmes, da sociedade civil e de órgão públicos. Os temas das discussões serão:

- O sistema carcerário brasileiro
- O jovem e o crime
- A mulher no sistema carcerário
- Penas alternativas como solução

A mediação ficará a cargo de Adailton Medeiros.

A Mostra Direitos Humanos no Ponto tem o patrocínio da Fundação Ford.

O Ponto Cine está localizado no Guadalupe Shopping, na Estrada do Camboatá, nº 2.300, Guadalupe.

Abaixo segue a programação dia a dia. Mais informações, entre em contato  por telefone


MOSTRA DIREITOS HUMANOS NO PONTO - PROGRAMAÇÃO

Dia 22 – 19h

Conexões Urbanas
Debate: O sistema carcerário brasileiro
Debatedores: ROGÉRIO MENEZES (coordenador de projetos – presídios em Bangu, e mediador de conflitos em comunidades)

Dia 23 – 10h

Juízo
Brasil/ 2007/ 90 min. /35mm
Produção: DILER & ASSOCIADOS / NOFOCO FILMES
Direção/Roteiro: Maria Augusta Ramos
Produtor: Diler Trindade
Produtora Associada: Maria Augusta Ramos
Produtor Executivo: Telmo Maia
Produtor Delegado: Geraldo Silva de Carvalho
Diretor de Fotografia: Guy Gonçalves
Som: Pedro Sá Earp/ José Moreau Louzeiro
Montagem: Maria Augusta Ramos/ Joana Collier
Ediçção e Mixagem de Sons: Denilson Campos
Direção de Produção: Henrique Castelo Branco/ Mariana Vianna


Sinopse

Juízo acompanha a trajetória de jovens com menos de 18 anos de idade diante da lei. Meninas e meninos pobres entre o instante da prisão e o do julgamento por roubo, tráfico, homicídio. Como a identificação de
jovens infratores é vedada por lei, no filme eles são representados por jovens não-infratores que vivem em condições sociais similares. Todos os demais personagens de Juízo - juízes, promotores, defensores, agentes do DEGASE, familiares - são pessoas reais filmadas durante as audiências na II Vara da Justiça do Rio de Janeiro e durante visitas ao Instituto Padre Severino, local de reclusão dos menores infratores.Juízo atravessa os mesmos corredores sem saída e as mesmas pilhas de processos vistas no filme anterior de Maria Augusta Ramos, o premiado Justiça. Conduz o espectador ao instante do julgamento para desmontar
os juízos fáceis sobre a questão dos menores infratores. Quem sabe o quê fazer? As cenas finais de Juízo revelam as conseqüências de uma sociedade que recomenda "juízo" a seus filhos, mas não o pratica.

Debate: O jovem e o crime
Debatedores:
DEP. ALESSANDRO MOLON (ex-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alerj);
ALAN BORGES (superintendente de políticas para a juventude do Estado – RJ);
NORTON GUIMARÃES (coordenador do projeto Empregabilidade – AfroReggae, que encaminha ex-presidiários, ex-criminosos e pessoas que não tem oportunidade ao mercado de trabalho)


Dia 29 – 19h

O Cárcere e a Rua
titulo original: (O Cárcere e a Rua)
lançamento: 2004 (Brasil)
direção: Liliana Sulzbach
atores: Betânia Fontoura da Silva , Cláudia Maria Rullian , Daniela Caldeira Cabral
duração: 80 min
gênero: Documentário
status: arquivado
gênero:Documentário
produção:Annette Bittencourt, Everson Egas Colossi Nunes, José Pedro Goulart e Ricardo Baptista da Silva
música:Nico Nicolaiewisky
fotografia:Sadil Breda
edição:Ângela K. Pires

Sinopse

Cláudia, presidiária mais antiga e respeitada da Penitenciária Madre Pelletier, deve deixar o cárcere em breve. Assim como Betânia, que vai para o regime semi-aberto, e ao contrário de Daniela, que recém chegou na prisão e aguarda julgamento. Enquanto Daniela busca proteção na cadeia, Cláudia e Betânia vão enfrentar as incertezas de quem volta para a rua.

Debate: A mulher no sistema carcerário
Debatedores: Representante da Pastoral Carcerária


Dia 30 – 10h

Penas Alternativas
Cor/Color 71' :: Brasil - 2008 ::
Direçăo: LUCAS MARGUTTI, JOĂO VALLE
Roteiro: JOAO VALLE
Empresa Produtora: FOCUS FILMS
Produçăo: TUINHO SCHWARTZ
Fotografia: JUAREZ PAVELAK
Montagem: JOAO VALLE, LUCAS MARGUTTI
Música: DANIEL MAZUKA, BRUNO LT

Sinopse

O documentário busca refletir sobre o fracasso do sistema penitenciário brasileiro. Tendo como foco um Centro de Detençăo, um presídio e uma ONG no estado de Săo Paulo, o filme percorre vidas que seguiram destinos diferentes. Pelos depoimentos de indivíduos que foram sentenciados ao regime fechado de encarceramento e dos que realizaram as penas alternativas, mais precisamente a prestaçăo de serviços a comunidade, o documentário apresenta soluçőes para a superlotaçăo carcerária e investiga as finalidades da pena de prisăo.

Debate: Penas alternativas como solução
Debatedores:
JOÃO VALLE (cineasta)
MARIANA GOULART (produtora)
PEDRO DANIEL STROZEMBERG (sub-secretário de Direitos Humanos/RJ)


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sexta-feira, 19 de novembro de 2010

20 DE NOVEMBRO - DIA NACIONAL DA CONSCIÊNCIA NEGRA

A educação é um ato permanente, dizia Paulo Freire, e neste sentido que é necessário que construamos instrumentos para a construção de uma sociedade anti-racista, que privilegia o ambiente escolar como um espaço fundamental no combate ao racismo e à discriminação racial.

Sabemos das dificuldades, mas avaliamos ser importante dividir este momento com aqueles e aquelas que desejam uma educação verdadeiramente emancipadora , humanista e não racista.

Neste sentido, em atendimento às atuais demandas e necessidades educativas e pedagógicas que emergem das práticas sociais, bem como, o que estabelece a legislação vigente e as políticas públicas, em especial, a implementação das leis 10.639/2003 e 11.645/2007.

Devemos fazer a nossa parte e estamos tentando construir junto com todos e todas novas práticas de respeito ao ser humano. A realização do 3º Encontro Cultural da Consciência Negra em Rio das Ostras, do CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras, que realizar-se-á no próximo dia 20 deve ser incluído como um movimento ainda inicial, porém com o compromisso de reescrever uma história com caminhos sem tantos espinhos.

Os 122 anos que nos separam da Lei Áurea não foram suficientes para resolver uma série de problemas decorrentes das dinâmicas discriminatórias forjadas ao longo dos quatro séculos de regime escravocrata.

Trazendo para nossa atualidade se considerarmos os mapas de escolaridade encontrado no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), bem como os dados na publicação do INSPIR (Instituto Sindical Interamericano pela Igualdade Racial), não precisaremos fazer muito esforço para compreender a extrema necessidade de diminuir a desigualdade sócio-econômicas a que está submetida a população negra ou parda de nosso país, um total de 43,7% da população brasileira.

Por isso, é necessário que problematizemos a questão da diversidade étnico–racial no âmbito do currículo das escolas , tanto quanto afirmar e estabelecer princípios, objetivos, estratégias para o desenvolvimento de práticas da educação das relações étnico-raciais.

Dia 20 de novembro , dia Nacional da Consciência Negra, nos leva a refletir: que tipo de consciência é esta que construímos no decorrer de nossa história?

Profª Guilhermina Rocha
Especialista em Educação e Historiadora
Presidente do CEPRO

 
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O CEPRO INDICA: MUSEU HISTÓRICO NACIONAL ATRAVÉS DO SETOR EDUCATIVO


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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

I ENCONTRO DE MULHERES CATADORAS - VIOLÊNCIA, SAÚDE E CIDADANIA


ITCP COPPE UFRJ
http://www.itcp.coppe.ufrj.br/
http://www.cooperativismopopular.ufrj.br/
Tel: +55 (021) 2598-9240
Tel/ fax: +55 (021) 2260-1383

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AS AUTORAS DO GUIA MULHER E CIDADANIA CONVIDAM PARA O LANÇAMENTO DIA 18 NA OAB ÀS 9h‏

As Autoras do Guia Mulher e Cidadania , Hilanilza Albernaz da Silva, Anneti de Oliveira Cavalcanti, Clicia Cordeiro Oliveira, Elizete Pinto de Mello, Maria Regina Fontes, Adriana Abreu, Luiza Rodrigues Teixeira, Valeria Cristina Aguiar, Marilene Soares da Silva, Maria Cátia Lopes da Silva, Norma Maria Oliveira, Lidia Ribeiro, Odaiza da Conceição Martins, Maria Angelica de Jesus, Eliane Lisboa Machado, Maria Isabel dos Santos Cardoso, Cleide Maria Silva Ramos, Enid Ribeiro Chaves, Arlete Taveira, Iracy dos Santos Mendes Ribeiro, Neuriste da Silva, Maria Aparecida Rodrigues, Gilvania Teresa dos Santos , Aneilda dos Santos Sampaio, Tânia Albernaz ,Tânia Maria Barros, Leila de Souza Netto, Ana Alves da Silva Ferreira, Joyce Rodrigues de Sousa, Cristina Costa Pereira, Elizabeth de Sousa Lima, Renata Almeida Silva, Renata Sucupira, Maria do Socorro Soares,Sonia Baiana, Maria Joycle Carneiro, Convidam para o lançamento dia 18 na OAB ás 9h.


 
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LANÇAMENTO DO LIVRO MULHERES DO BRASIL, PRESENTE!

Convite para o lançamento do livro Mulheres do Brasil, nessa sexta-feira, dia 19 de novembro, às 18h, no Museu da República.


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terça-feira, 16 de novembro de 2010

O CEPRO INDICA: III SEMANA DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA UFRRJ

III SEMEA

A Semana da Educação Ambiental é um evento bianual promovido pela UFRRJ,pelo Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Ambiental, Diversidade e Sustentabilidade – GEPEADS, em parceria com a Sala Verde - Centro de Integração Socioambiental.

A Organização pretende que esse evento seja um espaço–tempo formativo acerca das questões socioambientais que atualmente compõem as agendas dos líderes mundiais.

Por ser uma área de interesse geral compreendemos que a participação nesse evento deva ser ampla e irrestrita.Essa é a terceira edição do evento. A primeira foi realizada em 2006 e a segunda em 2008, quando pudemos contar com a presença de representantes de diversos cursos e setores da UFRRJ, assim como de visitantes de outras instituições.

Na atual versão também contaremos, além de oficinas e mini-cursos,, com a apresentação de trabalhos acadêmicos, o que enriquecerá ainda mais a troca de saberes.

Ocorrerão atividades no campus Seropédica, no Instituto Multidisciplinar, em Nova Iguaçu e no Instituto Três Rios, organizadas pelos componentes do GEPEADS.

A equipe organizadora saúda à tod@s os participantes desejando-lhes um bom evento!!

Programação

(Campus Seropédica)

16 de Novembro
17h—Credenciamento
18h—Conferência de Abertura
19h—Vídeo-Debate: Conflitos Ambientais no Brasil

17 de Novembro
9h—Mesa redonda: Aterro Sanitário em Seropédica: uma discussão urgente
12h—Intervalo
14h—Ciranda dos saberes (apresentação de trabalhos)
16h—Intervalo
16he30min—Mini-Curso: Gestão Ambiental
16he30min—Mini-Curso: Acesso à Políticas Públicas para EA
18 de Novembro
9h— Oficina: Orçamento e Consumo Sustentável
9h—Mini-curso: Educação Ambiental na formação do Educador
12h Intervalo
14h—Ciranda dos Saberes (apresentação de trabalhos)
16h— Intervalo
16he30min—Fórum de Educação e Meio Ambiente da UFRRJ
16he30min—Encontro das Salas Verdes da Baixada Fluminense
18h—Encerramento e Apresentação Cultural

Informações
Sala Verde CISA, sala nº 27 do CAIC Paulo Dacorso Filho, campus da UFRRJ—Seropédica.

O GEPEADS

O Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Ambiental, Diversidade e Sustentabilidade, - GEPEADS, foi
criado em 03 de outubro de 2003, sob a coordenação das professoras Ana Maria Dantas Soares e Lia Maria Teixeira de Oliveira.

Desde sua criação reúne-se semanalmente para estudar e debater as múltiplas facetas das questões socioambientais.Atualmente as reuniões ocorrem às terças-feiras, a partir das 13 horas, na Sala Verde - Centro de Integração Socioambiental, localizada no CAIC Paulo Dacorso Filho.

As discussões e aprofundamentos teóricos realizados pelo grupo foram ampliando suas ações, através de diversos projetos de pesquisa e extensão, o que deu oportunidade a muitos graduandos obterem bolsas de Iniciação Científica/PIBIC e PROIC e de Extensão.

Desde 2007 docentes e estudantes do Instituto Multidisciplinar passaram a compor o Grupo e estão desenvolvendo uma série de projetos de pesquisa e extensão, além de realizarem reuniões de estudo sistemáticas. A coordenação é do Prof. Mauro Guimarães. No ITR também está sendo organizado uma extensão do GEPEADS para dinamizar ações efetivas naquele campi da UFRRJ, sob a coordenação da prof. Carmem Lucia.

Em 2010 o grupo teve aprovado pela FAPERJ o projeto “Formação em educação ambiental para formadores”, com o objetivo de auxiliar a inserção das discussões socioambientais na formação dos professores em nível médio e em articulação com os estudantes das várias licenciaturas da UFRRJ. O projeto já está em andamento e tem oferecido ricos momentos de aprendizado para todos os envolvidos.

A Sala Verde CISA

A Sala Verde Centro de Integração Socioambiental é um espaço formador criado a partir da parceria entre a UFRRJ e o Ministério do Meio Ambiente, através da aprovação do projeto elaborado por membros do GEPEADS.

Localizada na sala 27 do CAIC Paulo Dacorso Filho, acolhe vários projetos de educação ambiental, oferecendo seu acervo bibliográfico e espaço para estudo. A CISA funciona de segunda a sexta-feira. Informações pelo telefone 2682-1568 - Samara

Realização

Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Ambiental, Diversidade e Sustentabilidade
Sala Verde Centro de Integração Socioambiental

Apoio
Programa de Consolidação das Licenciaturas - PRODOCÊNCIA
DEXT PROEXT

CEPRO – Um Projeto de Cidadania, Educação e Cultura em Rio das Ostras.

Avenida das Flores, n° 394 - Bairro Residencial Praia Âncora
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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

MUSEU DA REPÚBLICA NO RIO COMEMORA 50 ANOS E OFERECE VISITAS VIRTUAIS


O Museu da República, no Rio de Janeiro, comemora hoje (15), dia da Proclamação da República, 50 anos de criação. A data foi marcada com uma programação especial que incluiu o lançamento do projeto de visita virtual. A partir de agora, os interessados em conhecer o Palácio do Catete, na zona sul da cidade, podem acessar a página do Museu da República na internet e passear pelo local que, durante 63 anos, foi a sede do Poder Executivo do Brasil .

A diretora do museu, Magaly Cabral, informou que é a primeira vez que um museu do estado abre essa possibilidade. “A partir de hoje, o Museu da República pode ser visitado de qualquer parte do mundo. Isso pode atrair novos visitantes, porque uma pessoa pode acessar o link, conhecer a história da República e, depois, querer visitar ao vivo o que viu pelo site”.

Segundo Cabral, a instituição, que guarda a memória de 16 presidentes que por ali passaram, tem entre seus objetivos provocar a reflexão sobre o papel da sociedade no atual modelo republicano do Brasil. “O Museu da República tem compromissos com a preservação da história republicana do país através dos diversos testemunhos que abriga, mas também tem o compromisso de propor reflexões sobre o que acontece nos dias atuais. Tem a missão de mostrar para a sociedade o que a República é hoje e que depende de nós”.

O Museu da República foi inaugurado em 15 de novembro de 1960, pelo presidente Juscelino Kubitschek, após a transferência da capital para Brasília. O Palácio do Catete, que abriga o museu, foi construído no século 19 pelo comerciante e fazendeiro de café Antônio Clemente Pinto, o Barão de Nova Friburgo. O local foi palco de intensas articulações políticas, como as que levaram o Brasil à guerra contra a Alemanha, em 1917, e o Eixo Alemanha-Itália-Japão, em 1942. Foi também ali que o corpo do presidente Afonso Pena foi velado, em 1909, e onde Getúlio Vargas se suicidou, em 1954. Em 1938, durante o Estado Novo, o Palácio e seus jardins foram tombados pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Com um acervo que reúne fotos, documentos, objetos, mobiliário e obras de arte dos séculos 19 e 20, o palácio recebe, atualmente, 72 mil visitantes por ano. O espaço funciona de terça a sexta-feira, das 10h às 17h, e aos sábados, domingos e feriados, das 14h às 18h.

Fonte: odia.terra.com.br

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quinta-feira, 11 de novembro de 2010

NOEL ROSA – O FEITIÇO DO SAMBA – 100 ANOS



Noel de Medeiros Rosa ou, simplesmente, Noel Rosa, como ficou conhecido, nasceu no Rio de Janeiro e completaria 100 anos no dia 11 de dezembro de 2010.

Veio ao mundo em parto difícil, o que obrigou médicos a utilizar fórceps para ajudar, causando lesão no queixo, que o acompanhou por toda a vida.

Sua vida foi marcada por outras dificuldades. Magro e debilitado de saúde, era motivo de preocupação de sua mãe, dona Marta. Foi aprovado na faculdade de medicina, mas não concluiu seus estudos.

Noel Rosa era ainda tímido e recatado, talvez devido a sua marca de nascença, que lhe trazia dificuldades no relacionamento.

Tinha também problemas financeiros, vivendo às custa de uns poucos recursos advindos de suas composições e do auxílio de sua mãe. No entanto, tudo era gasto com a boêmia, com as bebidas e, como diziam, com as mulheres. Tudo isso acelerou seu adoecimento, o levando à morte por tuberculose, doença muito temida à época.

Talvez, por todas essas dificuldades - nasceu um homem franzino e desajeitado - uma outra marca o fez superá-las e entrar para a história da música popular brasileira: a marca do seu gênio!

Suas músicas revelam esse traço sendo também propenso a polêmicas musicais como aquela travada com outro grande sambista da época, Wilson Batista.

A lista de sua produção é vasta, sendo algumas imorredouras: As pastorinhas, Com que roupa, Feitiço da Vila, Feitio de oração, Fita amarela, Palpite infeliz, Pierrô apaixonado, Três apitos e muitas outras.

Noel Rosa foi artista de múltiplas facetas: poeta, músico, instrumentista e cronista. Marcou sua época, chegando sem legado artístico até os dias atuais. Noel morreu, precocemente, no Rio de Janeiro, em 04 de maio de 1937, com 26 anos.

O CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras – não poderia deixar de registrar a merecida homenagem pelo seu centenário de nascimento.


CEPRO – Um projeto de cidadania, educação e cultura em Rio das Ostras

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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

I FEIRA DE MOVIMENTOS SOCIAIS E ORGANIZAÇÕES DA BAIXADA LITORÂNEA

DIAS 10 E 11 DE NOVEMBRO NO PÓLO UNIVERSITÁRIO DE RIO DAS OSTRAS-UFF


A I Feira de Movimentos Sociais e organizações da Baixada Litorânea, realizada pelo projeto de Extensão Assessoria a Movimentos Sociais, do curso de Serviço Social da UFF - Rio das Ostras, tem como objetivo oportunizar o encontro entre movimentos sociais e organizações, a partir da troca de experiências e apresentação de suas histórias de lutas e das ações desenvolvidas por essas organizações na região.

Programação:

Dia 10/11 (quarta-feira)
13:00h às 21:00h -Exposição dos Movimentos Sociais e Organizações da região da Baixada Litorânea.
18:00h Debate: “Movimentos Sociais da baixada Litorânea: desafios e perspectivas para sua organização.

Kátia Marro – professora do Curso de Serviço Social – UFF-PURO;
Renê Dutra Silva – Sindicato dos Servidores Públicos de Rio das Ostras;
Mediadora: Eblin Farage – professora do Curso de Serviço Social – UFF-PURO

Dia 11/11 (quinta-feira)
10:00h às 19:00h - Exposição dos Movimentos Sociais e Organizações da região da Baixada Litorânea.

Movimentos Participantes:

SINDSERV-RO – Sindicato dos Servidores Públicos de Rio das Ostras; Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Cantagalo; Movimento Fé e Política; Casa Dom Helder Câmara ASSUFASME - Associação de Usuários, Familiares e Amigos da Saúde Mental; CEPRO - Centro de Educação Popular de Rio das Ostras; Movimento Estudantil – O coletivo Estudante em Construção; SEPE – Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação; SINPRO - Sindicato .de Professores da Rede Particular.

Realização:

Projeto de Extensão: “Assessoria em questão de cidadania a movimentos sociais e populares:parcerias inter-universidades para a gestão de processos de formação política e humana para militantes sociais”

Obrigado

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terça-feira, 9 de novembro de 2010

IV ENCONTRO DE CINEMA NEGRO BRASIL ÁFRICA E CARIBE


O Centro Afro Carioca de Cinema vem desenvolvendo há três anos um trabalho de referência para a Cinematografia Afro Brasileira. Um trabalho de conscientização, incentivo aos novos caminhos através do cinema e aumento da compreensão do mundo através da arte cinematográfica, contribuindo assim para a elevação da auto-estima.


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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

"LEI MARIA DA PENHA: UMA AÇÃO FEMINISTA"

“Lei Maria da Penha: uma ação feminista”
 Por Denise Gomide

De acordo com o Unifem, a atuação dos grupos de mulheres foi essencial na elaboração da Lei da Violência Domestica na Mongólia (2004), da Lei de Proteção contra a Violência na Espanha (2004) e da Lei Maria da Penha (2006) no Brasil, que representa o ápice de uma prolongada campanha das organizações de mulheres, envolvendo também organismos nacionais, regionais e internacionais, tais como a Comissão Interamericana de Direitos Humanos.

Por isso, sempre é importante lembrar que a Lei nº 11.340, a Lei Maria da Penha, sancionada em 7 de agosto de 2006 pelo presidente Lula, foi impulsionada pela tragédia daquela que lhe deu o nome. A farmacêutica cearense Maria da Penha Maia Fernandes, após ter sido agredida, em 1983, quase que fatalmente por duas vezes pelo marido – na primeira, ficou paraplégica –, não se calou: levou seu caso duas vezes à Justiça brasileira e, ao constatar que a pena do agressor foi de somente dois anos, formalizou com o Centro pela Justiça pelo Direito Internacional (Cejil) e o Cladem uma denuncia à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA). O caso Maria da Penha versus Brasil foi sentenciado em 16 de abril de 2001, e a Comissão da OEA decidiu que o governo do Brasil era responsável pela sua tolerância judicial da violência doméstica.

Ao mesmo tempo, foi iniciado um longo processo de discussão a partir de proposta elaborada por um consórcio de ONG’s (Advocacy, Agende, Cepia, CFemea, Cladem/IPÊ e Themis) e também debatido por um grupo de trabalho interministerial, coordenado pela Secretaria de Políticas para as Mulheres, e enviada pelo governo federal ao Congresso Nacional. Este foi o início do trajeto que culminou na Lei Maria da Penha, que, entre outras, criou “mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher”.

Para Miriam Nobre, da Marcha Mundial das Mulheres, a Lei Maria da Penha está na “boca do povo” e as pessoas têm consciência do que se trata, é uma “lei que pegou”. Mas, como diz Amelinha, da União de Mulheres de São Paulo: ”Como é duro transformar ‘aquele papel’ em vida, em justiça, em felicidade...”

Fonte: Revista Fórum, nº89, ano 9, agosto de 2010


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"CULTURA POPULAR PARA QUEM QUER ESCUTAR"

“Cultura popular para quem quer escutar.”
  Por Juliana Rocha Barroso

Campanha nacional mobiliza sociedade a participar da efetivação da Lei Griô, de valorização da tradição oral popular

Uma lembrança, em memória associada, um som que vem de dentro e lá se alojou com carinho, em um determinado tom. Uma história pra contar e ser recontada, sempre. É difícil traduzir em um texto escrito emoções e caminhos por tantos percorridos e que compõem, em uma sinfonia de notas e movimentos, toda uma cultura viva e revivida por esse contar.

“O picadeiro foi meu berço...
A lona azul foi meu Céu!!!
O palhaço, a minha vida...
A alegria o meu troféu!

Não sei se nasci no circo...
Ou se o circo nasceu em mim...
O circense tem a mania de ser feliz!!!”

Os versos de seu Benedito Sbano, o Palhaço Picoly, um cigano de 83 anos, contam uma história e, ao se multiplicarem, fazem dela perene. Garantir que essa transmissão de saberes e fazeres das culturas populares e tradicionais se de por mecanismos de reconhecimento formal desses mestres populares e tradicionais é o que mobiliza a primeira rede nacional de educação e tradição oral, a Ação Griô Nacional.

A rede, composta por 1300 Pontos no Brasil, 600 escolas e universidades e outras entidades parceiras, pretende ainda que sejam estabelecidas leis especificas, bolsas de auxilio, integração com o sistema formal de ensino, estudo e sistematização de pedagogias e circulação de todo esse conhecimento acumulado. Neste exato momento, a Ação esta chamando quem quiser ouvir a se integrar a uma campanha nacional de participação na proposição do que será o primeiro projeto de lei de iniciativa popular no Brasil. O que eles querem? A criação da Lei Griô, de valorização da tradição oral popular e tradicional. O que pedem? Que lhe dêem ouvidos. (...)


Fonte: Revista Fórum, nº 89, ano 9, agosto de 2010



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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

5 DE NOVEMBRO: DIA NACIONAL DA CULTURA

“Ser o sujeito da história e ser o agente criador da cultura não são adjetivos qualificadores do homem. São o seu substantivo”. (Carlos Rodrigues Brandão)

O conceito de cultura é dos mais amplos, como nos revela o dicionário Aurélio: “O complexo dos padrões de comportamento, das crenças, das instituições e doutros valores espirituais e materiais transmitidos coletivamente e característicos de uma sociedade.”

Praticamente, significa dizer que cultura é tudo. Pois tudo o que o homem inventa e faz é cultura.

Ao mesmo tempo, cultura mantém estreita relação com educação. O mesmo Aurélio assim define educação: “Processo de desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral da criança e do ser humano em geral, visando à sua melhor integração individual e social.”

Podemos defender a tese de que o(a) professor(a) não é só profissional da educação mas, antes, profissional da cultura. Conforme Carlos Rodrigues Brandão: “A cultura não constitui apenas os objetos materiais produzido no seu interior, ou os valores com que os seus representantes os representam na consciência, mas na significação das ações que tornam possíveis e dinâmico tal modo de vida.”

Assim, entendemos que se educa a partir da cultura e para a cultura. Descobrir a cultura letrada é mais do que ler e escrever a cultura, é se descobrir nela. É descobrir a si mesmo. Sujeito-objeto sintetizam-se em pessoa-pensante. E pensar é abrir-se para as possibilidades do mundo e da vida.

No ensejo do Dia Nacional da Cultura, comemorado no dia 5 de novembro, ressaltamos a importância do tema em tempos tão críticos e contraditórios.

A cultura não pode ser considerada mais como “objeto de cristaleira”, como algo para ser apenas exibido e admirado.

Mudanças no setor podem ser sentidas, inclusive nos programas do governo federal, tais como “Pontos de Cultura”, “Livro de Leitura” e “Revelando os Brasis”. Entretanto, apesar dos avanços, a cultura no país tem ainda muitos desafios a superar.

Neste sentido, o CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras - vem se solidarizar com as recentes iniciativas, especialmente com a realização da 2ª Conferência Nacional da Cultura, que aconteceu entre os dias 12 e 14 de março deste ano, em Brasília, que pode se constituir no início de um novo período para a produção da cultura nacional.


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REMEMORANDO WALTER BENJAMIN


Walter Benjamin, nascido em Berlim no dia 15 de julho de 1892, foi ensaísta, crítico literário, tradutor, filósofo e sociólogo judeu alemão. Foi um dos mais destacados intelectuais do período entre guerras com orientação política de esquerda.

No momento em que se recordam os 70 anos de seu desaparecimento, o alcance atual de usa obra pode ser avaliado pelo número de publicações, encontros e exposições em sua homenagem em ambos os lados do Atlântico.

Associado à Escola de Frankfurt e à Teoria Crítica, foi fortemente inspirado tanto por autores marxistas, como Georg Lukács e Bertolt Brecht, como pelo místico judaico Gershom Scholem. Atuou junto a outros intelectuais, com destaque para Theodor Adorno.

O seu trabalho, combinando idéias aparentemente antagônicas do idealismo alemão, do materialismo dialético e do misticismo judaico, constitui um contributo original para a teoria estética.

Tanto no Brasil como na América Latina se atribuiu muita importância ao seu legado político, onde o trabalho sobre o Estado de exceção foi relido à luz dos recentes ciclos ditatoriais ocorridos na região.

As gerações de leitores que tiveram contato com as obras de Benjamin o viram como um dos baluartes no combate à cultura do horror e terror instalada por seguidas ditaduras, resultando em cárceres, torturas, “desaparecimentos” e exílios.

Walter Benjamin faleceu em Portbou, vilarejo espanhol, no dia 25 de setembro de 1940. Sua morte está envolta de mistério. Sabe-se que foi detido pela polícia franquista em 1940, quando tentava chegar a Portugal para dali embarcar para os Estado Unidos. Consta que cometeu suicídio durante a fuga.

O CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras – junta-se às demais homenagens no país e pelo mundo afora a este inquieto e original intelectual. E sempre lembrando: Tortura, nunca mais!


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terça-feira, 2 de novembro de 2010

XIV FESTIVAL DE FRUTOS DO MAR DE RIO DAS OSTRAS



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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

MAIS DE 500 MIL PESSOAS VOTAM POR LIMITE À PROPRIEDADE

O Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo entrega à sociedade brasileira o resultado do Plebiscito Popular sobre o Limite da Propriedade, realizado de 1º a 12 de setembro de 2010.

Participaram deste plebiscito 519.623 pessoas, em 23 estados brasileiros e no Distrito Federal. Só não participaram do mesmo Santa Catarina, Amapá e Acre, que optaram por fazer o abaixo-assinado, somente. Eram admitidas à votação pessoas acima de 16 anos, portanto em condições de votar.

Duas foram as perguntas formuladas às quais se devia responder sim ou não.

A primeira: Você concorda que as grandes propriedades de terra no Brasil, devem ter um limite máximo de tamanho?

A segunda: Você concorda que o limite das grandes propriedades de terra no Brasil possibilita aumentar a produção de alimentos saudáveis e melhorar as condições de vida no campo e na cidade?

95,52% responderam afirmativamente à primeira pergunta; 3,52, negativamente; 0,63% foram votos em branco e 0,34%, votos nulos.

Em relação à segunda pergunta os que responderam sim foram 94,39%; 4,27% responderam não; 0,89 % foram votos em branco e 0,45%, votos nulos.

Considerando as dificuldades enfrentadas tanto na produção, quanto na distribuição de um mínimo de material, pela falta de recursos e de pessoal disponível; considerando que o Fórum e outras entidades envolvidas não tiveram acesso a qualquer veículo de comunicação de massas; considerando o momento, quando as atenções estão voltadas e os militantes envolvidos nas campanhas eleitorais, pode-se saudar o resultado como muito positivo.

Mais de meio milhão de pessoas se posicionou afirmativamente em relação à necessidade e à conveniência de se colocar um limite à propriedade da terra. Este é um indicador expressivo de que a sociedade brasileira vê a proposta como adequada. É uma amostragem do que pensa boa parcela do povo brasileiro. As pesquisas de opinião ouvem duas ou três mil pessoas e seus dados são apresentados como a expressão da vontade da sociedade!

Mas o que se pode ressaltar como o mais positivo, e que os números não expressam, é todo o trabalho de conscientização que se realizou em torno do plebiscito. Foi desenvolvida uma pedagogia que incluiu reflexão, debates, organização de comitês, divulgação e outros instrumentos sobre um tema considerado tabu, como é o da propriedade privada.


Em quase todos os estados foram realizados debates em universidades, escolas, igrejas e outros espaços em que se pôde colocar a realidade agrária em toda sua crueza. Para muitos, cujo contato com o campo é praticamente nulo, estes debates abriram um horizonte novo no conhecimento da realidade brasileira. Também se pode saudar como fruto precioso deste processo, os inúmeros trabalhos e textos produzidos pela academia sobre o arcabouço jurídico que se formou em torno à propriedade da terra e sobre aspectos históricos, sociológicos e geográficos da concentração fundiária no Brasil. Não fosse a proposta do plebiscito esta reflexão não teria vindo à tona com a força com que veio.

Este ensaio está também a indicar que um Plebiscito Oficial deveria ser proposto para que todos os cidadãos e cidadãs pudessem se manifestar diante de um tema de tamanha importância para o resgate da cidadania de milhões de brasileiros e brasileiras que lutam, muitas vezes sem sucesso, buscando um pedaço de chão onde viver e de onde retirar o sustento. O Fórum vai continuar firme na luta para que seja colocado um limite à propriedade da terra.

A população brasileira também foi convidada a participar de um abaixo-assinado que continua circulando em todo país até o final deste ano. O objetivo desta coleta de assinaturas é entrar com um Projeto de Emenda Constitucional (PEC) no Congresso Nacional para que seja inserido um novo inciso no artigo 186 da Constituição Federal que se refere ao cumprimento da função social da propriedade rural.

Já o plebiscito popular, além de consultar a população sobre a necessidade de se estabelecer um limite máximo à propriedade da terra, teve a tarefa de ser, fundamentalmente, um importante processo pedagógico de formação e conscientização do povo brasileiro sobre a realidade agrária do nosso país e de debater sobre qual projeto defendemos para o povo brasileiro. Além disso, o Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade de Terra veio como um instrumento para pautar a sociedade brasileira sobre a importância e a urgência de se realizar uma Reforma Agrária justa em nosso país.

A proposta da Campanha Nacional pelo Limite da Propriedade de Terra visa pressionar o Congresso Nacional para que seja incluído na Constituição Federal um novo inciso que limite o tamanho da terra em até 35 módulos fiscais - medida sugerida pela campanha do Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo (FNRA).

Além das 54 entidades que compõem o Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo, também promovem o Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade da Terra, a Assembléia Popular (AP) e o Grito dos Excluídos. O ato ainda conta com o apoio oficial das Pastorais Sociais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic).

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