segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

4ª EDIÇÃO DO CURSO DE FORMAÇÃO DE AGENTES CULTURAIS POPULARES - PERIFERIAS EM CENA!

É a 4ª edição do Curso de Formação de Agentes Culturais Populares – PERIFERIAS EM CENA!


Serão aulas de:

- Comunicação popular

- Economia da cultura

- Economia e gestão popular

- Gestão cultural

- Introdução à produção cultural

- Informática básica (Word, Power point, Excel)

- Informática para internet (e-mail e twitter)

- Informática para internet (blogs e sites)

- Marketing cultural

- Patrimônio cultural

- Políticas culturais

- Prática (oficinas e produção da intervenção cultural)

- Produção de artigos

- Projeto cultural

- Teorias da Cultura

Agite a cultura da sua comunidade, participe do curso!

Como se inscrever:

O curso oferecerá 30 (trinta) vagas, sendo destinadas 05 vagas para estudantes dos IFRJ, 05 vagas para servidores do IFRJ e 20 vagas para a comunidade externa.

As vagas destinadas aos estudantes e servidores do IFRJ não sejam preenchidas serão revertidas automaticamente para a comunidade externa.

Podem inscrever-se, preferencialmente, jovens e adultos das comunidades do Rio de Janeiro, que desenvolvem trabalhos na área cultural ou pessoas que possuam interesse em desenvolver ações/atividades culturais nos locais/bairros onde residem.

A inscrição dos candidatos às vagas do Curso de Extensão Agentes Culturais Populares é gratuita e será recebida no período de 14 de fevereiro a 14 de março de 2011, conforme especificações deste Edital.

O candidato deve preencher a FICHA DE INSCRIÇÃO, disponível no Site do IFRJ http://www.ifrj.edu.br/extenso.php e no campus Rio de Janeiro (Maracanã) do IFRJ, Rua Senador Furtado, 121 sala 219 (Coordenação de Extensão) das 9h às 18h.

A Ficha de Inscrição deverá ser enviada para o e-mail: coex.cmar@ifrj.edu.br ou entregue pessoalmente pelo candidato no IFRJ, campus Rio de Janeiro (Maracanã) Rua Senador Furtado, 121 sala 219 (Coordenação de Extensão) das 9h às 18h.

• Inscrições – 14 de fevereiro a 14 de março de 2011;

• Seleção dos participantes e resultado final – 21 a 25 de março;

• Matrícula – 28 e 29 de março de 2011;

• Reclassificação – 30 e 31 de março de 2011;

• Início das aulas – 06 de abril (quarta-feira).


CEPRO – Um Projeto de Cidadania, Educação e Cultura em Rio das Ostras.

Avenida das Flores, n° 394 - Bairro Residencial Praia Âncora
Rio das Ostras
Tel.: (22) 2760-6238 e Cel.:(22)9966-9436
E-mail: cepro.rj@gmail.com
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ENTREVISTA COM CELSO AMORIM NO DIA DA QUEDA DE MUBARACK: “É PRECISO RESPEITAR A DECISÃO DO POVO DE CADA PAÍS”

“Em entrevista exclusiva à “Carta Maior”, o embaixador Celso Amorim, ex-ministro das Relações Exteriores do Brasil, analisa os recentes acontecimentos no Oriente Médio e norte da África e suas possíveis repercussões. O ex-chanceler chama a atenção para o fato de que as revoltas populares ocorrem em países considerados “amigos do Ocidente” que não eram alvo de nenhum tipo de crítica ou sanção. “Há algumas lições a serem tiradas destes episódios. A primeira delas é que é preciso respeitar os movimentos internos e não querer impor mudanças a partir de fora”, diz Amorim, defendendo a postura adotada pela diplomacia brasileira nos últimos anos.

 “Há algumas semanas, se fosse realizada uma consulta entre especialistas em política internacional pedindo que apontassem dez países que poderiam viver proximamente uma situação de conflito político-social, duvido que algum deles apontasse a Tunísia”.

O embaixador Celso Amorim, ministro de Relações Exteriores do Brasil por mais de oito anos (dois mandatos do governo Lula e mais um período no governo Itamar Franco), iniciou a conversa telefônica, direto da embaixada do Brasil em Paris, chamando a atenção para a complexidade e o dinamismo do cenário internacional e para o baixo nível de conhecimento que se tem sobre a situação de muitos países.

Em entrevista exclusiva à Carta Maior, concedida no início da tarde de sexta-feira, Celso Amorim analisou os recentes acontecimentos no Oriente Médio e no norte da África e suas possíveis repercussões. Como que para ilustrar o dinamismo mencionado por Amorim, quando a entrevista chegou ao fim, Hosni Mubarak não era mais o presidente do Egito.

Na entrevista, o ex-chanceler brasileiro chama a atenção para o fato de que as revoltas populares que o mundo assiste agora, especialmente na Tunísia e no Egito, acontecem em países considerados “amigos do Ocidente” que não eram alvo de nenhum tipo de sanção por parte da comunidade internacional. “Isso mostra que a posição daqueles que defendem sanções contra o Irã é equivocada”, avalia. Amorim acredita que uma mudança política no Egito terá impacto em toda a região, cuja extensão ainda é difícil de prever. E defende a política adotada pelo Brasil nos últimos anos apostando na capacidade de diálogo do país, reconhecida e requisitada internacionalmente.

CARTA MAIOR: Qual sua avaliação sobre a rebelião popular no Egito e seus possíveis desdobramentos políticos e geopolíticos na região?

CELSO AMORIM: Uma primeira característica que considero importante destacar é que os protestos que estamos vendo agora são movimentos endógenos. É claro que eles se valem de novas tecnologias e de alguns valores modernos, mas são motivados pela situação interna destes países. O Egito e a Tunísia, cabe assinalar também, não estavam sob sanções por parte do Ocidente. Isso mostra que a posição daqueles que defendem sanções contra o Irã é equivocada. Sanções só reforçam internamente um regime. Uma das expectativas das sanções contra o Irã era atingir a Guarda Revolucionária. Na verdade, só atingem o povo. O Iraque foi submetido a sanções durante anos e Saddam só ficava mais forte. Não havia, repito, sanções contra a Tunísia e o Egito, países considerados amigos do Ocidente e aliados inclusive na guerra contra o terrorismo, implementada pelos Estados Unidos.

Acredito que uma mudança política no Egito terá certamente impacto em toda região, podendo inclusive provocar mudança de relacionamento com países como Israel e Síria. Mas isso dependerá da evolução dos acontecimentos.

CARTA MAIOR: A sucessão de acontecimentos semelhantes em países do Oriente Médio e do Norte da África já pode ser considerada como uma onda capaz de expandir para outros países também?

CELSO AMORIM: Potencialmente, sim. Mas é difícil prever. Depende dos desdobramentos do Egito. Não há dúvida que Mubarak sairá [enquanto concedia a entrevista, a renúncia do ditador egípcio foi confirmada]. A questão é saber como ele sairá. Certamente haverá uma mudança no regime político do Egito. Não sabemos ainda em que intensidade. Mas é importante ter em mente que as duas forças organizadas no país são as forças armadas e a Irmandade Islâmica. A Irmandade Islâmica não é nenhum bicho papão. Cabe lembrar que muita gente tem citado a Turquia (que tem um partido islâmico no poder) como um modelo de caminho possível para o Egito.

A influência dos acontecimentos no Egito deve se manifestar em ritmos e intensidades diferentes, dependendo da realidade de cada país. Como a Tunísia nos mostrou, é preciso esperar o inesperado.

CARTA MAIOR: A diplomacia ocidental foi pega de surpresa por esses episódios?

CELSO AMORIM: Certamente que sim. O próprio presidente Obama admitiu isso ao falar dos relatórios dos serviços de inteligência dos Estados Unidos. Ninguém estava esperando o que aconteceu na Tunísia, que acabou servindo de estopim para outros países como Yemen e Egito. Nos mais de oito anos que trabalhei como chanceler, nunca ouvi uma palavra de crítica sobre a Tunísia. E alguns conceitos fracassaram. Entre eles o de que se o país é pró-ocidental é necessariamente bom. Os Estados Unidos seguem poderosos no cenário internacional, mas frequentemente superestimam essa influência.

Há algumas lições a serem tiradas destes episódios. A primeira delas é que é preciso respeitar os movimentos internos e não querer impor mudanças a partir de fora. As revoltas que vemos agora (na Tunísia e no Egito) iniciaram dentro desses países contra governos pró-ocidentais e não nasceram com características antiocidentais ou anti-imperialistas.

CARTA MAIOR: O Oriente Médio é hoje uma das regiões mais conflituosas do planeta. Os levantes populares que estamos vendo podem ajudar a melhorar esse quadro?

CELSO AMORIM: Creio que teremos agora um quadro mais próximo da realidade. Há uma certa leitura simplificada do Oriente Médio que não leva em conta o que o povo desta região pensa. Não é possível ignorar a existência de organizações como a Irmandade Islâmica ou o Hamas. Se ignoramos, fica muito difícil traçar uma estratégia que leve a uma paz estável.

CARTA MAIOR: O jornalista israelense Gideon Levy escreveu [esta semana] no “Haaretz” dizendo que o Oriente Médio não precisa de estabilidade, referindo-se desse modo à crítica à suposta estabilidade atual, que seria, na verdade, sinônimo de pobreza, desigualdade e injustiça. Qual sua opinião sobre essa avaliação?

CELSO AMORIM: De fato, a desigualdade social é uma das causas muito fortes dos problemas que temos nesta região. É um fermento muito grande para revoltas. A verdadeira estabilidade não se resume a ter um determinado governante no poder. Não basta ter eleição. É preciso aceitar o resultado da eleição. Estamos falando de uma região muito complexa, com sentimentos anticoloniais muito fortes. Esse quadro exige uma flexibilidade muito grande e capacidade de diálogo com diferentes interlocutores.

CARTA MAIOR: Qual sua análise sobre a evolução dos acontecimentos no Oriente Médio à luz da política externa praticada durante sua gestão no Itamaraty?

CELSO AMORIM: Como referi antes, nós procuramos manter uma relação ampla com diferentes interlocutores. As críticas que sofremos vieram mais da mídia brasileira do que de outros países. Nossa política em relação ao Irã, por exemplo, não foi para mudar esse país. O objetivo era contribuir para a paz, tentando encontrar uma solução para a questão nuclear. Quem mudou de ideia no meio do caminho foram os Estados Unidos. O próprio El Baradei (ex-diretor geral da Agência de Energia Atômica), que agora voltou a cena no Egito, chegou a dizer, comentando a Declaração de Teerã, que quem estava contra ela é porque, no fundo, não aceitava o sim como resposta.

Acredito que nós precisamos de países com capacidade de ver o mundo com uma visão menos maniqueísta. Agora, todo mundo está chamando Mubarak e Ben Ali de ditadores. Até bem pouco tempo não assim. A maioria da imprensa internacional não os chamava de ditadores. O importante é saber respeitar a vontade e a decisão do povo de cada país. O Brasil tem essa capacidade reconhecida mundialmente. Várias vezes fomos requisitados para ajudar na interlocução entre países. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, por exemplo, nos pediu para ajudar a retomar o diálogo com a Síria. O Brasil tem essa capacidade de diálogo que não demoniza o outro. Essa é a pior coisa que pode acontecer na relação entre os países: demonizar o outro. Não se pode, repito, ignorar a presença da Irmandade Islâmica ou do Hamas. Podemos não gostar dessas organizações. Isso é outra coisa. Mas temos que estar prontos para conversar.

Espero que o Brasil faça jus às expectativas que existem sobre ele, sobre sua capacidade de diálogo e interlocução. Não se trata de mania de grandeza. Nós temos essa capacidade de diálogo e ela é requisitada. Seguramente o Brasil tem a possibilidade, e eu diria mesmo a necessidade, de ter essa participação e ajudar a construir a paz. Até porque esses fatos nos afetam diretamente. Basta ver o preço do petróleo que está aí aumentando em função dos conflitos.”

FONTE: entrevista com o embaixador Celso Amorim realizada por Marco Aurélio Weissheimer e publicada no site “Carta Maior” (http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17426)


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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

DIA NACIONAL DA MÚSICA CLASSICA

Em 5 de março, comemora-se no Brasil o Dia Nacional da Música Clássica.

A iniciativa partiu de uma campanha desenvolvida pelo Viva Música! - Sistema de Comunicação - coordenado por Heloísa Fischer e tendo apoio da Rádio MEC do Rio de Janeiro, associada à Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Por fim, sancionada em lei pelo Presidente Lula.

A escolha recaiu sobre a data que marca o nascimento do, talvez, mais representativo músico e compositor brasileiro: Heitor Villa-Lobos.

E, por falar em Villa, a novidade neste ano foi outra iniciativa do Viva Música!: a criação do bloco carnavalesco O Feitiço do Villa, fazendo uma dupla referência: ao compositor Villa-Lobos e ao célebre samba de Noel Rosa, O Feitiço da Vila.

Consta que o próprio Villa-Lobos compôs um Samba Clássico e organizou um bloco de rua, ainda hoje lembrado, “Sôdade do cordão”.

Tudo isso nos remete ao fato de a Música se constituir numa arte dinâmica e nem sempre afeita a rótulos rígidos de classificação do tipo “popular” e “erudito”, "música séria” e “música ligeira” etc.

A história nos mostra muitos compositores renomados que fizeram amplo uso de material popular, às vezes também chamado “folclórico”. Exemplos dentre os mais conhecidos são Schubert, Dvorák e Bartok, além do próprio Villa-Lobos.

No campo popular, temos compositores com status de clássicos. Entre os estrangeiros citamos, por exemplo, George Gershwin, Astor Piazzolla e Michel Legrand. Já entre os brasileiros, encontramos Ernesto Nazareth, Pixinguinha e Tom Jobim, entre outros.

Assim, podemos ter como síntese a consagrada expressão divulgada pela Rádio MEC: “Os clássicos mais populares e os populares mais clássicos”

No ensejo deste Dia Nacional da Música Clássica, fazemos o registro do importante papel realizado para a cultura pela Rádio MEC (98,9 MHz), conhecida como a “Rádio da Música Clássica do Brasil”, que está no ar há mais de seis décadas.

Neste sentido, o CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras – faz homenagem a todos que contribuem, direta ou indiretamente, com a produção e a divulgação da Música Clássica no Brasil, em particular aos cantores, músicos e compositores brasileiros.

Viva a Música!

Diretoria do CEPRO


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O DIREITO DE INFORMAR E DE SER INFORMADO

Declaração da Assembléia pelo direito à comunicação, Dacar - 11 de fevereiro de 2011

Nós, sujeitos da informação alternativa e militantes que utilizamos a comunicação como uma ferramenta de transformação social

Constatando, num contexto mundial caracterizado:

pela influência dos poderes políticos, econômicos e industriais sobre a comunicação e a instrumentalização da informação pelos Estados;

pela negação, obstaculização e repressão à liberdade de expressão dos povos;

por pouco ou nenhum acesso à informação garantido ao conjunto dos cidadãos;

pela repressão violenta contra os cidadãos e sujeitos da informação;

pela mercantilização e a uniformização da informação;

pela desconfiança crescente da opinião pública em relação à informação veiculada pelas mídias tradicionais,

Observando em particular na África:

a ausência quase generalizada de leis que garantam o acesso dos cidadãos à informação;

uma liberdade de expressão e de imprensa restritas por leis liberticidas;

entraves ou censuras feitas às comunidades pelo exercício da comunicação comunitária,

Que, ao mesmo tempo, perspectivas se colocam diante destas constatações preocupantes, tais como:

uma tomada de consciência e uma capacidade maior dos cidadãos de participar da produção e veiculação de informação para promover a justiça social;

a emergência de mídias alternativas e cidadãs que contribuem com transformações sociais e políticas, como mostram os recentes acontecimentos na Tunísia e no Egito.

Declaramos que o direito à comunicação é um direito fundamental e um bem comum da humanidade.

E nos engajamos a :

defender, apoiar e promover todas as iniciativas que garantem e reforçam o direito à comunicação e à informação como um direito humano fundamental;

disputar um marco regulatório e legislativo para as mídias públicas, alternativas e comunitárias, garantindo o exercício do direito à comunicação inclusive através do acesso a frequências de radiodifusão;

reconhecer e proteger os sujeitos da informação e da comunicação em todo o mundo;

criar e reforçar as sinergias entre todos os sujeitos da transformação social;

promover o acesso, a acessibilidade e a apropriação das mídias e das novas tecnologias de informação e comunicação por todos os cidadãos, sem restrição de gênero, classe, raça ou etnia;

promover mecanismos de comunicação permanente entre os atores, os participantes e as organizações dos Fóruns Sociais, sobretudo o Fórum Social Extendido e as experiências de comunicação compartilhada;

apoiar o desenvolvimento e fortalecimento das mídias comunitárias e alternativas;

combater a censura e garantir a liberdade de expressão na internet;

refletir sobre um modelo de financiamento que garanta a viabilidade, a sustentabilidade e a independência das mídias alternativas;

colocar as questões ligadas ao direito à comunicação no centro do debate do processo do Fórum Social Mundial.

Plano de Ação

Realizar campanhas de informação e sensibilização sobre temas chave da agenda internacional (Rio+20, G8-G20, Fórum da Palestina, Durban, etc.)

Organizar um Fórum Mundial de Mídias Livres e Alternativas em 2012 no bojo do processo do Fórum Social Mundial.

Enquanto sujeitos da comunicação, afirmamos nosso apoio aos povos tunisiano e egípcio, reivindicando a seus governos o fim de toda a censura e da repressão contra a população e os produtores de informação.

Convocamos igualmente todos os sujeitos da transformação social a unirmos nossas forças na luta pelo direito à informação e à comunicação, sem os quais nenhuma transformação será possível.

Participantes da Assembléia pelo Direito à Comunicação

Abong (Associação Brasileira de ONGs)

Action Jeunesse – Marrocos

African Klomeo Renaissance – Nigéria

AK-Project – França-Senegal

ALAI – Agência Latino-Americana de Informação

Alba TV – Venezuela

Alternatives - Canadá

Amarc (Associalção Mundial de Rádios Comunitárias)

Aphad – Senegal

Arcoiris TV – Itália

Babels

Berlin Carré – Alemanha

Caritas – França

CIC Bata – Espanha

Cdtm72 (França)

Cedidelp (França)

Ciranda Internacional de Comunicação Compartilhada

Citim (França)

Commons Strategies Group – Alemanha

Communautique – Canadá

Editions Charles Léopold Mayer – França

E-Joussour – Marrocos

Federación de Sindicatos de Periodistas – Espanha

FocusPuller – Itália

Forum das Alternativas Marrocos - FMAS

Fundación Quepo – Espanha

Giaba – Guinée Bissau

Guinée Culture – Guinée

HEKS – Senegal

IMC África

Imersão Latina – Brasil

Indymedia

Intervozes – Brasil

IES News Service - Palestine

IPS (Inter Press Service)

KebethCache Women Resource Center – Nigéria

Maison des citoyens du monde (França)

Maison des droits de l’homme (França)

Maison du Monde d’Evry (França)

May First / People link – Estados Unidos

Mission for Youth – Uganda

NIGD - Finlândia

Pambazuca – Senegal

Queens Magazine – Nigéria

Revista Fórum – Brasil

Ritimo – França

Rural Health Women Day – Nigéria

Saharareporters.com – Nigéria

Social Watch – Itália

Solafrika

Soylocoporti – Brasil

Support Initiative For Sustainable Development – Nigéria

Survie – França

TIE – Brasil

TV Star – Senegal

UnisCité – França

UPO – Espanha

Vecam – França

WarriorsSelf-Help Group – Quênia

WSFTV



Contato: Info_fsmdakar@ritimo.org

Traduzido por Bia Barbosa/Intervozes


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O GRANDE ENRICO CARUSO

 

Enrico Caruso, nascido em Nápoles, Itália, no dia 25 de fevereiro de 1873, foi um famoso tenor considerado por muitos o maior intérprete de música lírica de todos os tempos, ficando eternizado pelo agudo mais potente já conhecido.

Começou sua carreira em 1894, aos 21 anos de idade, na cidade natal. Atuou em muitas óperas, como na estréia de Fedora e La Fanciulla Del West, do compositor italiano Giacomo Puccini. As suas mais famosas interpretações foram como Canio, na ópera I Pagliacci, de Leoncavallo, e como Radamés, em Aída, de Giuseppe Verdi.

O repertório de Caruso incluía cerca de 60 óperas, a maioria em italiano, embora ele tenha cantado também em francês, inglês, espanhol e latim, além do dialeto napolitano, das canções populares de sua terra natal. Cantou cerca de 500 canções.

Caruso apostou na nova tecnologia daquela época de gravação de som em discos de cera e fez as primeiras 20 gravações em Milão, em 1895. Em 1903, foi para Nova Iorque e, no mesmo ano, deu início a gravações fonográficas pela Victor Talking Machine, antecessora da RCA Victor. Caruso foi um dos primeiros a gravar discos em grande escola. A indústria fonográfica e o cantor tiveram uma estreita relação, que ajudou a promover comercialmente a ambos, nas duas primeiras décadas do século XX.

Seus biógrafos atribuem sua fama não só a sua voz e musicalidade, mas também a um senso comercial e um apoio entusiástico dos comerciais de gravação de som. Caruso participou da primeira transmissão de rádio pública nos Estados Unidos, em 1910.

Caruso teve vida profissional muito intensa e chegou a participar, por exemplo, de um grande concerto no teatro La Scala, de Milão, em fevereiro de 1901, sob a regência do célebre maestro Arturo Toscanini, para marcar a morte do grande compositor lírico Giuseppe Verdi.

Durante sua vida, Caruso recebeu muitas encomendas, condecorações, depoimentos e outros tipos de honrarias de monarcas, governos e diversos organismos culturais de várias nações.

Caruso faleceu em Nápoles, há noventa anos, no dia 02 de agosto de 1921, aos 48 anos de idade.

Sua vida foi tema de um filme americano de ficção, intitulado O grande Caruso, de 1951, com o cantor lírico Mario Lanza interpretando o papel de Caruso.

Apesar da distância que nos separa de sua época, Enrico Caruso contínua sendo lembrado pelo seu legado artístico e importante pioneirismo.

Diretoria do CEPRO

Fonte: Enciclopédia Wikipédia


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sábado, 19 de fevereiro de 2011

PELA SOBERANIA ALIMENTAR DOS POVOS

por Michele Torinelli


Assembleia de Convergência de Soberania Alimentar reuniu organizações e movimentos de diferentes partes do mundo para debater sobre o tema e pensar ações comuns

Num contexto de mundo globalizado, no qual o neoliberalismo atua como um neocolonialismo, a agricultura é encarada pelo poder hegemônico exclusivamente como agronegócio. Assim, as demandas do comércio mundial são colocadas acima da necessidade das populações locais e do interesse dos trabalhadores, afetando o abastecimento alimentar, as condições de vida do campesinato e o ambiente.

Para solidificar a luta contra esse modelo e favorecer a construção de um novo, realizou-se a Assembleia de Convergência de Soberania Alimentar no dia 11, na Universidade Cheikh Anta Diop. A atividade do Fórum Social Mundial reuniu campesinos e militantes de vários países.

A favor da vida

"Queremos pequenas fazendas, que produzam alimentos para as pessoas, respeitem o meio, sejam agroecológicas e gerem emprego", defende Dominique Bonnet, integrante de uma rede de agricultores ecológicos da França. Ele conta que o maior índice de suicídio de seu país está entre os trabalhadores do campo, porque não conseguem pagar suas dívidas com o agronegócio.

As multinacionais, como Syngenta e Bayer, aliam-se aos governos desenvolvimentistas para ceder linhas de crédito aos camponeses. Assim, o agricultor se insere no mercado mundial, fornecendo o que lhe é demandado, num sistema de monocultivo, mecanização, uso de sementes transgênicas e agrotóxicos.

"Nossos corpos, nossos campos, não deveriam servir de cobaia para multinacionais. Nós não somos produtos", aponta Ibrahima Coulibaly, membro da Coordenação Nacional das Organizações Campesinas de Mali, que integra a Via Campesina.

Humberto Santos Palmeira, do Movimento de Pequenos Agricultores, organização brasileira que também faz parte da Via Campesina, acredita que devem ser feitas grandes ocupações para tomar as terras do grande capital. "Além disso, é necessário fortalecer a aliança com os setores urbanos, estabelecer contato direto com as organizações dos bairros e movimentos políticos", complementa.

Mulheres na luta contra o agronegócio

Dolores Sales, da Coordenação Nacional Indígena e Campesina da Guatemala (CONIC) e da Via Campesina, pediu a palavra para destacar o papel das mulheres na luta pelos direitos dos povos campesinos. "Quando os homens são presos, somos nós mulheres que ficamos na frente da luta por soberania alimentar e agricultura campesina", destaca Dolores.

"Precisamos lutar pela defesa de nossa Mãe Terra, pela água, pelos homens", convoca a agricultora.

A grande via

Muitos dos participantes da assembleia são integrantes da Via Campesina. Trata-se de um movimento internacional que agrupa cerca de 150 organizações locais e nacionais em 70 países da África, Ásia, Europa e América. No total, representa em torno de 200 milhões de camponeses e camponesas.

Veja mais sobre a Via Campesina: http://viacampesina.org/


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FÓRUM EM DEFESA DA EDUCAÇÃO PÚBLICA


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SALVE DOROTHY

O sexto aniversário do assassinato da freira Dorothy Stang em Anapu, no Pará, praticamente passou em branco no Brasil. Nilo D'Avila, hoje coordenador de políticas públicas do Greenpeace em Brasília e que na época da morte de Dorothy trabalhava na campanha da Amazônia, foi um dos poucos que não se esqueceu. Ele mandou mensagem para nossa equipe relembrando o dia em que a freira morreu. Vale ler o que Nilo escreveu:

"Foi num sábado, 12 de fevereiro de 2005. Por volta das 10h da manhã, cheguei no escritório em Manaus para trabalhar. Meu prazo para entregar o 1º esboço da pesquisa sobre soja estava vencendo e todo dia era segunda feira naqueles dias. Telefones tocando, atendo contrariado um deles e de sopetão recebo a notícia: mataram Irmã Dorothy Stang. Grande parte do time do Greenpeace na Amazônia estava, naquele dia, com a então ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, participando da assembléia de criação da associação comunitária da reserva extrativista Verde Para Sempre em Porto de Moz. Em Manaus me lembro de Marcelo Marquesini, Tica Minami e Cordelia iniciando um longo trabalho de filtragem de informação e apoio logístico. O fim de semana tinha acabado para nós e o trabalho de soja foi colocado em segundo plano.

Trinta e seis horas depois, a turma de Porto de Moz foi para Anapu e eu fui parar em Belém. Encontrei, no salão onde foi prestada uma homenagem a Dorothy antes de o corpo retornar para Anapu, vários desorientados e abatidos ativistas das causas sociais e ambientais que, como eu, tentavam entender o que estava acontecendo. Além de Dorothy, quatro lideranças dos trabalhadores rurais do Pará foram assassinadas naquele sábado. Era um plano? Nunca saberemos. Não fui para Anapu, mas o Greenpeace estava lá representado por Paulo, Carlos e outros.

Os dias que se seguiram foram agitados: O exército chegou, reservas foram criadas, prisões e julgamentos começaram a acontecer. Um enredo conhecido de reações, atrasadas do Estado ao assassinato de uma liderança que virou noticia. Foi assim com Chico, não foi assim com DEMA, Fusquinha, Brasília...

Lembro sempre dos telefonemas de Dorothy para o escritório. O sotaque forte do outro lado da linha e as coisas sempre ditas duas vezes para não deixar duvidas no interlocutor. Prosa rápida, sempre seguida de um aviso que tinha mandado mais uma denuncia para o IBAMA ... "você pode ajudar quem depende da floresta?"

Sempre tentando, sempre tentando Dorothy...

Salve Dorothy!
Nilo D'Avila"

Fonte: greenpeace.org/brasil


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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O DIFÍCIL CAMINHO PARA A AUTONOMIA DOS POVOS INDÍGENAS

No Brasil, as populações indígenas talvez se constituam no segmento mais vulnerável do seu povo.

Desde o “Descobrimento” pelos portugueses as comunidades autóctones têm passado por persistente exclusão, tendo nos primórdios sofrido de sistemático extermínio.

Com o advento da chamada Constituição Cidadã, de 1988, a abordagem do problema vem tomando outro rumo, pelo menos no que tange às intenções da Lei e a maior consciência pelos Direitos Humanos.

A Revista Fórum, em recente entrevista ao antropólogo Gersem Baniwa, apresenta um quadro atualizado sobre as “conquistas e desafios dos povos indígenas brasileiros”, do qual fazemos um breve resumo.

Para o antropólogo, “no Brasil, houve avanço na legislação, mas nem tanto na prática, a não ser pela conquista territorial, inimaginável em outras nações”. Daí existir uma forte contradição.

Em outros países, ao contrário, ocorrem grandes avanços na prática e poucos nas normas legais.

Hoje, o País tem mais de 230 povos reconhecidos, totalizando cerca de 700 mil pessoas, que ocupam 13% do território nacional.

Mesmo assim, não se pode falar que existe autonomia indígena, conforme frisa o antropólogo. No Brasil, o processo de concessão de mais direitos não avançou por que a sociedade não se sente pressionada, acomodando-se no quadro atual. A desvantagem da população indígena é brutal, uma vez que representa apenas 0,4% do total.

Outro ponto destacado na entrevista diz respeito à identidade indígena. Nesta questão, existem diferentes compreensões, sendo a visão academicista uma delas mas, apesar de importante, não é eficaz para uma estratégia política.

Segundo o antropólogo, “todos os povos que se consideram nativos se autoreconhecem , mas com relação ao seu povo específico. Não existiria ainda uma articulação entre eles com vista a uma identificação genérica de “povos indígenas”.

Com a proximidade da Rio +20, o grande desafio seria esta necessidade de maior articulação política e, além disso, superar um grande entrave cultural: "No país, corre-se atrás de recursos para o que foi destruído, e não para manter o que está preservado" - concluiu o antropólogo.


Direção do CEPRO
Fonte: Revista Fórum, nº 93, dezembro de 2010


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YVES MONTAND: ATOR, CANTOR E POLÍTICO

Yves Montand, nome artístico de Ivo Livi, nasceu em Monsummano Terme, Toscana, em 13 de outubro de 1921. Há, portanto, noventa anos.

Montand era filho de camponeses pobres. A mãe era devota do catolicismo, enquanto o pai tinha fortes crenças no comunismo. Devido ao regime fascista da Itália da época, a família Montand foi para a França, em 1923. Ele cresceu em Marselha, onde, jovem, trabalhou como barbeiro garçon e metalúrgico.

Foi casado por 30 anos com a festejada atriz francesa Simone Signoret, até a morte dela em 1985, mas teve romances célebres com a sua descobridora e mentora, Edith Piaf, no final dos anos 40, e com a famosa atriz norte-americana Marilyn Moroe.

Embora nascido na Itália, Montand, naturalizado francês, foi o ator que melhor encarnou o mito do homem francês. Além de ótimo cantor, foi também admirado como um bom ator, tanto na França, quanto no exterior.

Montand deve sua fama ainda pelo seu engajamento político, tendo sido cortejado para assumir cargo de relevo na República francesa.

Adepto inicialmente do comunismo e depois passando a defender a liberdade contra qualquer ditadura, Montand foi parceiro constante do diretor Costa-Gavras com quem fez cinco filmes, entre eles a comemorada trilogia: Z(1969), A confissão (1970) e Estado de Sítio (1972). Todos excelentes filmes de temática política.

Montand participou de cerca de 40 películas, entre 1946 e 1991. Estreou como ator com o diretor Marcel Carné no filme As Portas da Noite, mas se destacou também em O salário do Medo, de Clouzot, em 1952, Adorável Pecadora, ao lado de Marilyn Moroe, em 1960; Paris Está em Chamas, de René Clement, em 1966; Viver por Viver, de Claude Lelouch, em 1967. Seu último fim foi A Ilha dos Paquidermes, em 1991.

Como cantor, Montand começou sua carreira nos anos de 1930, imitando Maurice Chevalier nos subúrbios das cidades do sul da França. O estilo Montand caracterizou-se por um equilíbrio entre lirismo e melancolia, humor e sensualidade.

Seu repertório é vasto e variado, com especial menção às canções francesas, das quais se tornou um dos seus melhores intérpretes junto ao seleto grupo de chansoniers, como Charles Trenet, Maurice Chevalier e Charles Aznavour.

Destacamos algumas canções célebres na sua voz: A Paris, C’est si bon, Les feuilles mortes, L’âme des poètes, La vie en rose, Grands boulevards, La bicyclette, Roses de Picardie, Sous le ciel de Paris e muitas outras.

Montand esteve no Brasil em 1950 e 1982. Neste último ano, apresentou-se no Teatro Municipal de São Paulo e no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, quando apresentou para grande público um espetáculo de canções francesas.

Yves Montand foi artista consagrado, dentro e fora da França. Será sempre lembrado pelo seu importante legado artístico como ator e cantor e também pelo seu engajamento político por uma outra sociedade, que tanto lutou.

Yves Montand morreu em 9 de novembro de 1991, aos 70 anos, em Senlis, província de Oise, perto de Paris. Assim, lhe fazemos uma justa lembrança e merecida homenagem.


Diretoria do CEPRO
Fonte: Enciclopédia Wikipédia

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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

9 DE FEVEREIRO: DIA DO FREVO

Histórico


o carnaval recifense possui uma música e uma dança carnavalesca própria e original, nascida do povo. De origem urbana, surgiu nas ruas do Recife nos fins do século XIX e começo do século XX. O frevo nasceu das marchas, maxixes e dobrados; as bandas militares do século passado teriam dado sua contribuição na formação do frevo, bem como as quadrilhas de origem européia. Deduz-se que a música apoiou-se desde o início nas fanfarras constituídas por instrumentos de metal, pela velha tradição bandística do povo pernambucano.

Dentre as diversas manifestações culturais de pernambuco sem dúlvida o Frevo se destaca. Porque quando o Frevo toca não tem outra multidão toma conta das ruas do Recife. Até a década de 30, o Frevo sobreu profundas influências do dobrado e das marchas militares e, ainda, da modinha e do maxixe. tornando um gênero musical bem característico com o ingremento de figuras melódicas e rítmicas que ao longo do tempo trouxeram maestros como Nelson Ferreira, Capiba, e recentemente José Menezes, Duda e outros.

Vejamos os três tipos de frevo: frevo-de-rua, de caráter instrumental e andamento vivo, executado por orquestra de metais e palhetes; frevo-de-bloco, de andamento mais moderado, executado por orquestra denominada de pau-e-corda ou seja de instrumento de sopro-flauta e palhetas- mais cordas ( violões, bandolins, cavalos e banjos ), cujas letras são cantadas por um coral feminino e, finalmente, o frevo-canção, também de andamento vivo, com introdução e acompanhamento orquestral, tal como o frevo de rua,, tendo porém o apoio de uma letra, interpretada por cantor ou por cantora, aconpanhado de coro misto.

A sombrinha é um dos elementos coreográficos mais importantes da carnaval de pernambuco.Durante o carnaval as ruas do Recife e Olinda são invadidas por lindas sombrinhas coloridas e o verdadeiro passista, aquele que realmente "cai no passo", sempre a carregará consigo. Mas o que é a sombrinha? O que ela significa? Algumas hipóteses foram aventadas para esplicar a sua origem.

Uma delas está relacionadas a fenômenos climaticos naturais, chuva e sol.

Outra hipótese sustenta que a sombrinha seria o translado para o frevo do guarda chuva do Bumba-Meu-Boi ou do pálio do Maracatú.

Relata-se também que a sombrinha era ultilizada como porta alimentos, já que foram vistos guardas-chuvas com comida presa em suas haste central.

Uma outra hipótese, a mais atraente, admite ser a sombrinha uma contrafaçã. para sua explicação e defesa temos que nos tansportar ao século passado e até mais profundamente, nos primórdios da escravidão no Brasil. Em meados do século XIX, em pernambuca sorgirão as primeiras bandas de múcicas maciais, execultando dobrados, machas e polcas. Essas bandas desfilavão pelo centro de Recife e duas delas, a Quarto Batalhão de Artilharia, conhecida como regente um espanhol, parece ter sido as dias primeiras bandas de destaque da cidade. Estes agrupamentos musicais militares eram acompanhados por grupos de capoeristas que dançavam e lutavam, os quais se tornaram fiéis as bandas que acompanhavam, além de rivais entre si. Afora a rivalidade entre os grupos, havia também a luta contra o daminador português, muitas vezes atingidos pelos golpes dos capoeristas, acompanhados de suas armas como a faca o punhal ou um pedaço de madeira. Pela desordem que provocaram, os capoeristas foram proibidos de desfelar.

Por essa mesma época, surgiram os primeiros clubes de carnaval de Pernambuco, entre eles o Clube Carnavalesco Misto Vassourinhas (1889) e o C.C.M. Lenhadores (1897), formados por trabalhadores, cada um possuindo a sua banda de música. Ora, os capoeristas necessitavam de um disface para acompanha as bandas, agora dos clubes, já que eram persiguidos pela polícia. Assim, modificaram seus golpes acompanhando a música, originando tempos depois o "passo" (a dança do Frevo) e trocando suas antigas armas pelos símbolos dos clubes que, no caso dos Vassourinhas e Lenhadores, eram constituídos por pedaços de madeira encimados por uma pequena vassoura ou um pequeno machado, usados como enfeites. A madeira era usada como arma. A música também sofreu transformações e, lentamente, provavelmente para acompanhar os passos ou golpes dissimulados dos capoeristas, deu origem ao mais extasiante ritmo do carnaval pernambucano, denominado frevo pelo povo, por corruptela do verbo ferver. A sombrinha teria sido utilizada como arma pelos capoeiristas, à semelhaça dos símbolos dos clubes e de outros objetos como a bengala. De início, era o guarda-chuvas comum, geralmente vellho e esfarrapado, hoje estilizado, pequeno para facilitar a dança, e colorido para embelezar a coreografia. Atualmente a sombrinha é o ornamento que mais caracteriza o passista e é um dos principais símbolos do carnaval de Pernambuco e do Brasil.



A palavra é: FREVO!

A palavra frevo vem de ferver, por corruptela, frever, dando origem a palavra frevo, que passou a designar: "Efervecência, agitação, confusão, rebuliço; apertão nas reuniões de grande massa popular no seu vai-e-vem em direções opostas como pelo Carnaval", de acordo com o Vocabulário Pernambucano de Pereira da Costa. Divulgando o que a boca anônima do povo já espalhava, o Jornal Pequeno, vespertino do Recife, que mantinha a melhor secção carnavalesca da época, na edição de 12 de fevereiro de 1908, faz a primeira referência a palavra frevo.


O Frevo música

Pode-se afirmar que o frevo é uma criação de compositores de música ligeira, feita para o carnaval. Os músicos pensaram em dar ao povo mais animação nos folguedos de carnaval, e a gente de pé no chão, queria música barulhenta e animada, que desse espaço para extravasar alegria dentro daquele improviso. No decorrer do tempo a música ganha características próprias acompanhada por um bailado inconfundível de passos soltos e acrobáticos. Nas suas origens o frevo sofreu várias influências ao longo do tempo, produzindo assim variedades. A década de trinta serve de base para a divisão do frevo em: Frevo-de-Rua, Frevo-Canção, Frevo-de-Bloco.


FREVO-DE-RUA

É o mais comumente identificado como simplesmente frevo, cujas características não se assemelham com nenhuma outra música brasileira, nem de outro país. O frevo-de-rua se diferencia dos outros tipos de frevo pela ausência completa de letra, pois é feito unicamente para ser dançado. Na música é possível distinguir-se três classes: o frevo-abafo ou de encontro, no qual predominam os instrumentos metálicos, principalmente pistões e trombones; o frevo-coqueiro, com notas agudas distanciando-se no pentagrama e o frevo-ventania, constituído pela introdução de semicolcheias. O frevo acaba, temporariamente, em um acorde longo e perfeito. Frevos-de-rua famosos Vassourinhas de Matias da Rocha, Último dia de Levino Ferreira, Trinca do 21 de Mexicano, Menino Bom de Eucário Barbosa, Corisco de Lorival Oliveira, Porta-bandeira de Guedes Peixoto, entre outros.



FREVO-CANÇÃO

Nos fins do século passado surgiram melodias bonitas, tais como A Marcha n° 1 do Vassourinhas, atualmente convertido no Hino do carnaval recifense, presente tanto nos bailes sociais como nas ruas, capaz de animar qualquer reunião e enlouquecer o passista. O frevo-canção ou marcha-canção tem vários aspectos semelhantes à marchinha carioca, um deles é que ambas possuem uma parte introdutória e outra cantada, começando ou acabando com estrebilhos. Frevos-canção famosos: Borboleta não é ave de Nelson Ferreira, Na mulher não se bate nem com uma flor de Capiba, Hino de Pitombeira de Alex Caldas, Hino de Elefante de Clídio Nigro, Vestibular de Gildo Moreno, entre outros.


FREVO-DE-BLOCO

Deve ter se originado de serenatas preparadas por agrupamentos de rapazes animados, que participavam simultaneamente, dos carnavais de rua da época, possivelmente, no início do presente século. Sua orquestra é composta de Pau e Corda: violões, banjos, cavaquinhos, etc. Nas últimas três décadas observou-se a introdução de clarinete, seguida da parte coral integrada por mulheres. Frevos-de-bloco famosos: Valores do Passado de Edgar Moraes, Marcha da Folia de Raul Moraes, Relembrando o Passado de João Santiago, Saudade dos Irmãos Valença, Evocação n° 1 de Nelson Ferreira, entre outros.


O Frevo dança

Vários elementos complementares básicos compõe toda dança, em especial no frevo os instrumentos musicais serviam como arma quando se chocavam agremiações rivais. A origem dos passistas são os capoeiras que vinham à frente das bandas, exibindo-se e praticando a capoeira no intuito de intimidar os grupos inimigos. Os golpes da luta viraram passos de dança, embalados inicialmente, pelas marchas e evoluindo junto com a música do frevo.


A SOMBRINHA

Outro elemento complementar da dança, o passista à conduz como símbolo do frevo e como auxílio em suas acrobacias. A sombrinha em sua origem não passava de um guarda-chuva conduzido pelos capoeiristas pela necessidade de ter na mão como arma para ataque e defesa, já que a prática da capoeira estava proibida.

Este argumento baseia-se no fato de que os primeiros frevistas, não conduziam guarda-chuvas em bom estado, valendo-se apenas da solidez da armação. Com o decorrer do tempo, esses guarda-chuvas, grandes, negros, velhos e rasgados se vêm transformados, acompanhando a evolução da dança, para converter-se, atualmente, em uma sombrinha pequena de 50 ou 60 centímetros de diâmetro.


O VESTUÁRIO

Também como elemento imprescindível em algumas danças folclóricas, o vestuário que se precisa para dançar o frevo, não exige roupa típica ou única. Geralmente a vestimenta é de uso cotidiano, sendo a camisa mais curta que o comum e justa ou amarrada à altura da cintura, a calça também de algodão fino, colada ao corpo, variando seu tamanho entre abaixo do joelho e acima do tornozelo, toda a roupa com predominância de cores fortes e estampada. A vestimenta feminina se diferencia pelo uso de um short sumário, com adornos que dele pendem ou mini-saias, que dão maior destaque no momento de dançar.


Passos do frevo

A dança do frevista é geralmente caracterizada pela sua individualidade na exibição dos passos. Os passos nasceram da improvisação individual dos dançarinos, com o correr dos anos, dessa improvisação se adotaram certos tipos ou arquétipos de passos. Existem atualmente um número incontável de passos ou evoluções com suas respectivas variantes. Os passos básicos elementares podem ser considerados os seguintes: dobradiça, tesoura, locomotiva, ferrolho, parafuso, pontilhado, ponta de pé e calcanhar, saci-pererê, abanando, caindo-nas-molas e pernada, este último claramente identificável na capoeira. A seguir descrições dos cinco primeiros citados:


DOBRADIÇA

Flexiona-se as pernas, com os joelhos para frente e o apoio do corpo nas pontas dos pés. Corpo curvado para frente realizando as mudanças dos movimentos: o corpo apoiado nos calcanhares, que devem está bem aproximados um do outro, pernas distendidas, o corpo jogado para frente e para trás, com a sombrinha na mão direita, subindo e descendo para ajudar no equilíbrio. Não há deslocamentos laterais. Os pés pisam no mesmo local com os calcanhares e pontas.


TESOURA

A - Passo cruzado com pequenos deslocamentos à direita e à esquerda. Pequeno pulo, pernas semiflexionadas, sombrinha na mão direita, braços flexionados para os lados.


B - O dançarino cruza a perna direita por trás da esquerda em meia ponta, perna direita `a frente, ambas semiflexionadas. Um pulo desfaz o flexionamento das pernas e, em seguida, a perna direita vai apoiada pelo calcanhar; enquanto a esquerda, semiflexionada, apoia-se em meia ponta do pé, deslocando o corpo para esquerda. Refaz-se todo o movimento, indo a perna esquerda por trás da direita para desfazer o cruzamento. Neste movimento, o deslocamento para a direita é feito com o corpo um pouco inclinado.


LOCOMOTIVA

Inicia-se com o corpo agachado e os braços abertos para frente, em quase circunferência e a sombrinha na mão direita. Dão-se pequenos pulos para encolher e estirar cada uma das pernas, alternadamente.


FERROLHO

Como a sapatear no gelo, as pernas movimentando-se primeiro em diagonal (um passo) seguido de flexão das duas pernas em meia ponta, com o joelho direito virado para a esquerda e vice-versa. Repetem-se os movimentos, vira-se o corpo em sentido contrário ao pé de apoio, acentuando o tempo e a marcha da música. Alternam-se os pés, movimentando-se para frente e para trás, em meia ponta e calcanhar; o passista descreve uma circunferência.


PARAFUSO

Total flexão das pernas. O corpo fica, inicialmente, apoiado em um só pé virado, ou seja, a parte de cima do pé fica no chão, enquanto o outro pé vira-se, permitindo o apoio de lado (o passista arria o corpo devagar).


Fonte: br.oocities.com


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FÓRUM SOCIAL MUNDIAL 2011 EM SENEGAL VAI REAFIRMAR LUTAS DOS POVOS AFRICANOS

Em 2011, o Fórum Social Mundial retornará à África. A cidade escolhida foi Dacar, capital do Senegal, que será palco de uma edição centralizada entre os dias 6 e 11 de fevereiro. Dessa vez, diferentemente de anos anteriores, o FSM 2011 não acontecerá no mesmo período do Fórum Econômico de Davos, na Suíça.

Com enfoque na história de resistência e luta dos povos africanos, o Fórum Social Mundial 2011 buscará a interface necessária com as lutas e as estratégias globais comuns à África e ao resto do mundo. Os organizadores dizem que o retorno ao continente africano, já que houve uma edição em Nairóbi, no Quênia, "é uma expressão da solidariedade e do apoio do movimento social internacional à África, tendo em vista que o povo africano corre o risco de pagar pela crise atual do capitalismo, já estando enfraquecidos pelos programas de ajustes estruturais das décadas de 1980 e 1990".

O campus da Universidade Cheik Anta Dioup será o local central da realização do FSM 2011. Serão seis dias de debates, com atividades como marcha de abertura, dia da África e da diáspora, ações autogestionadas e assembleias temáticas. Serão abordadas, na ocasião, as quatro dimensões da crise: social, geopolítica, ambiental e ideológica.

Como sempre, o Fórum Social Mundial servirá como espaço dedicado a fortalecer a capacidade ofensiva contra o capitalismo neoliberal e seus instrumentos, de modo a aprofundar as lutas e resistências contra o imperialismo e a opressão globais. Em contraposição a tudo isso, o FSM 2011 irá propor alternativas democráticas e populares, igualmente globais.

Fonte: Fenae Net
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FÓRUM SOCIAL MUNDIAL DISCUTIRÁ DIREITO À COMUNICAÇÃO NO MUNDO




O Fórum Social Mundial retorna à Africa em sua edição de 2011. O encontro, que já foi sediado em Bamako (Mali), em 2006 – quando o evento aconteceu simultaneamente em três continentes -, e em Nairóbi, Quênia, em 2007, acontecera agora em Dakar, capital do Senegal, e deverá reunir diversas entidades da sociedade civil ao redor do mundo para discutirem os rumos de uma outra sociedade possível.

Entre os 12 eixos escolhidos para orientar as atividades realizadas no evento, dois em particular interessam diretamente à comunicação: o eixo 3 – Pela aplicabilidade e efetividade dos direitos humanos; e o eixo 5 – Pelos direitos inalienáveis. Entre as atividades já confirmadas está um seminário que o Intervozes ajudará a organizar em parceria com outras 8 entidades do Brasil, Equador, Marrocos, Senegal e França. O objetivo é discutir o direito à comunicação em diferentes países e construir estratégias de atuação conjunta em torno da produção de informação para mobilização social. As organizações proponentes do seminário discutirão ainda uma possível parceria para a realização do 2º Fórum Mundial de Mídia Livre em 2012.

Outra atividade importante já confirmada no Fórum é um debate sobre o Wikileaks, com a presença do sociólogo português Boaventura de Souza Santos, organizado pela Ciranda em parceria com o Intervozes e o Fenment, da Tanzânia.

Visibilidade

Como historicamente há pouco interesse por parte dos grandes meios de comunicação em difundir ao mundo os debates e articulações políticas que acontecem no processo do Fórum Social Mundial, a organização do evento está preparando o terreno para que os comunicadores deem voz aos participantes do encontro. Uma estrutura com alojamentos para 320 jornalistas e sala de imprensa com computadores e internet wireless são algumas facilidades para que a cobertura internacional do evento aconteça de forma efetiva.

Já está confirmada mais uma edição da Ciranda da Informação Independente (www.ciranda.net) e do Fórum de Rádios, que está sendo organizado pela Associação Mundial de Rádios Comunitárias (Amarc) em parceria com diversas emissoras africanas.


Fonte: Intervozes


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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

LÉLIA ABRAMO - 100 ANOS

A Fundação Nacional de Artes - Funarte convida para a comemoração do Centenário Lélia Abramo, dia 8 de fevereiro, terça-feira, a partir das 19:00h no Teatro de Arena Eugênio Kusnet, em São Paulo, com a presença da Ministra de Estado da Cultura Ana de Hollanda.

Neste dia, a homenagem contará com a presença de artistas amigos da atriz Lélia que farão a leitura dramática da poesia de Maiakovski e leitura de trechos do livro "Vida e Arte - Memórias de Lélia Abramo", a música "Bella Ciao", cantada pelo Coral Martin Luther King, um vídeo com imagens selecionadas e a dramaturgia do Núcleo 184, que apresentará fragmento da peça "Rosa Vermelha", além de breves depoimentos de amigos e familiares.

A comemoração pretende marcar o início das homenagens à Lélia Abramo, com destaque para sua trajetória como artista, militante política e mulher comprometida com o melhor das artes.

Mais informações sobre a homenagem, contatar Fábio Abramo (fone 11-7504 4861) ou Tadeu di Pietro (11-9943 7713 / 8278 5577).


Centenário Lélia Abramo
8 de fevereiro de 2011 – terça, a partir das 19:00h
Teatro de Arena Eugênio Kusnet
Rua Dr. Teodoro Baima, 94 – República
Telefone: (11) 3256-9463

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sábado, 5 de fevereiro de 2011

EDUCAR PARA CIDADANIA: A ARTE DE FORMAR UM CIDADÃO CONSCIENTE!


Ousamos dizer que as conquistas históricas advindas da democracia representativa só serão ampliadas e terão avanços reais para a grande maioria da população quando a democracia se tornar, mais e mais, uma democracia participativa.
O que entendemos como Democracia Participativa? Seria aquela em que todos os cidadãos, como sujeitos históricos conscientes, lutariam para manter e ampliar seus direitos legais, acompanhando e controlando socialmente a execução desses deveres constitucionais.
Nessa perspectiva, cidadão, como dizia Paulo Freire, é o ser político, capaz de questionar, criticar, reivindicar, participar, ser militante e engajado, contribuindo para a transformação de uma ordem social injusta e excludente.
Acreditamos que não basta votar na mudança. Exercitar a democracia participativa é ter um papel ativo, aprender a dirigir a nossa sala de aula, a nossa escola, a nossa casa e a nossa cidade. Neste sentido, a Participação é fundamental para a construção destes espaços de direito.
Mudanças não são benesses. Elas não caem do céu. É preciso correr atrás literalmente. Se informar, estudar, trabalhar e participar ativamente das questões públicas. Como exemplo: participar no Orçamento Municipal, na Educação Municipal, uma vez que cabe ao cidadão além da responsabilidade de cobrar pela oferta de educação universal de qualidade, exercer também funções fiscalizadoras de natureza administrativa e financeira.
Vale lembrar que o orçamento não é o único instrumento legal a tratar da arrecadação e utilização dos recursos públicos. Ele é apenas um dos instrumentos previstos na Constituição Federal de 1988. Os outros são o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA). Os três formam uma sistemática de planejamento e orçamento do setor público brasileiro, que tratam da questão do controle, tanto interno quanto externo.
Finalmente, em que pese o discurso ser da eqüidade, da universalização, da participação, a questão primeira da cidadania numa sociedade democrática é preparar qualquer cidadão para ser governante. Este é um tempo de transformar radicalmente não apenas a política da pedagogia, mas fundamentalmente a pedagogia da política. Nesse sentido, participar é muito mais do que apenas erguer o braço e concordar com os textos oficiais.

Profª Guilhermina Rocha
Especialista em Educação e Historiadora
Presidente do CEPRO

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O CEPRO INDICA: BATUCADAS BRASILEIRAS

Jorginho Gomes, Sérgio Chiavazzoli, Aleh, Ary Dias, Marçal, Galvão e Moacyr Luz integram a equipe do projeto Batucadas Brasileiras.

O projeto Batucadas Brasileiras vai apresentar no Cordão do Bola Preta a Festa dos Sonhos com convidados da nossa grande e excelente música brasileira.Pepeu Gomes, Moacyr Luz, Wagner Tiso, Roberto Mendes, Arthur Maia e Claudio Andrade serão os convidados.

O Cordão do Bola Preta fica na rua da Relação, 03 - Lapa - Centro - RJ - Dia 24 Fev - 21h.


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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Campanha PRAIAS LIMPAS




O CEPRO – Centro Cultural de Educação Popular de Rio das Ostras – lança a campanha PRAIAS LIMPAS, que tem como objetivo a preservação de nossas praias e nossa mata nativa.

Em nosso dia-a-dia percebemos como o lixo passou a ter destaque no ambiente em que vivemos. Este tema é alvo de preocupação em especial nas grandes cidades como é o caso do Rio de Janeiro e agora em Rio das Ostras. Onde a capacidade da população de sujar o espaço urbano é infinitamente maior que a capacidade do poder público de limpá-la.

Por isso, nós do CEPRO entendemos que esta mudança de atitude é fundamental para nossas vidas. Conservar o meio ambiente é uma atitude cidadã. Uma campanha Eco-educativa – Meio Ambiente é ATITUDE!

Estaremos conversando com os moradores e turistas em nossas praias e recolhendo o lixo para nossa Oficina de Arte e Reciclagem.
Faça sua parte. Preserve o nosso ambiente.

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