sexta-feira, 30 de setembro de 2011

EDUCAÇÃO PARA A SUSTENTABILIDADE


Estou há tempos para escrever novamente para Plurale. Desde que voltei de viagem, pego e largo o texto por motivos variados. Não dá para elencar todos, mas creio que o principal tem a ver com um conteúdo que faça sentido para mim, para a editora e para vocês. Sei quantas informações sem sentido recebemos em casa, e também, algumas com sentido que nem esticamos mais a vinda do sono para ler à noite – quietos na cama ou na poltrona predileta. O tempo. Tempo para aprender, para ler com calma para aprimorar relações, para mudar de trabalho, para trocar de lugar. Atualmente leio três coisas em cada tempo. Uma ficção boba juvenil para retomar o inglês, um Sandor Marai – húngaro que escreve um dos bons livros que me foram dados.

Recomendo o título De Verdade, bem interessante e denso para refletirmos sobre quem somos e para onde vamos com nossas certezas. E leio também com afinco os textos sobre sustentabilidade e os fuxicos de internet – enviados por amigas queridas ou conhecidos que sabem que hoje eu sou senhora de mim, liberta e menos prisioneira do tempo. E posso pensar em decodificar com calma o que me proponho a escrever e realizar ainda!

O frio do Rio é ótimo companheiro para as manhãs e tardes de chá e leitura, arrumações em casa, coisas e coisas sem fim para dar novo destino: um uso melhor para quem necessita ou a dolorosa – mas deliciosa – sensação de um local limpo e harmônico na relação coisa-espaço.

Consigo, com algum custo, dar coisas quase novas, pois sei que não vou precisar, e chega este complexo tempo de desapegar. Desapegar-me de filhos que seguem seus caminhos e sabem que fazem parte de um ambiente de conforto e consideração incondicional em uma das várias casas onde eles foram criados, despegar-me de coisa perdida, desapegar-me do delirante vício do poder, desapegar-me de verdades estabelecidas… Desapegar-me (“de verdade”, como Marai), ou seja, “desconectar-me” de gente e situações que não acrescentem. Pode parecer terrível, mas sinto enorme cansaço com o pacto da mediocridade que sou obrigada a conviver por vez ou outra.

E quando me sinto assim, morna e medíocre nas minhas posturas, rapidamente ou nem tanto, uma onda de renovação ou de reposicionamento surge, no fundo de minhas antigas e novas possibilidades de fazer acontecer.

Tão difícil desapegar-me de coisas e tão fácil desapegar-me de pessoas ou desapegar-me do cuidado com a vida. Consegui com muito custo reverter este desenho. Coisificamos tudo, damos suma importância à aparência e como os outros nos julgam, e colocamos os contatos no plano de coisa a menos. E o tal algo mais de Cézanne – realizado em vida do pintor –, onde as coisas do/no mundo eram vistas como sentido e cor da natureza e do homem em sua busca de humanidade e universalidade, somadas com a cortesia. E mesmo o homem da natureza como o denominava é apenas um elemento vital na ocupação, da vida evidente ou aparente.

Onde as coisas objetivas para o mundo, observadas e avaliadas sob a perspectiva humana, tornavam-se sujeitos de si mesmas e a conversa – entre ele e a coisa e entre ele e natureza das coisas e do ambiente – passava a ter um sentido de pertencimento no mesmo mundo por criado e o mundo antes de nossa presença. Aprecio esta maneira de ver as coisas que nos são gratas e cuidadas como “personna de si mesmas”, dar um pouco de anima (alma) para estas coisas. Quem sabe se fizéssemos isto com o ambiente natural e criado não coisificaríamos, e estes dois ambientes integrados atuariam como sujeitos no mundo.

Isso incluiria quem realmente colocar no ambiente amizade, qual troca sobre este mesmo mundo você faria a cada dia, como valorizar as luzes e cores da manhã no bule de café, as frutas ao acordar e as dobras de uma toalha branca. Viver este despertar para a luz e para a cor – diferentes a cada momento. Isso era algo que perseguia Cézanne, e penso muito sobre tudo isto e me sinto instigada para ver onde estas questões podem me tornar uma personna melhor para o ambiente.

Como se a cada dia as coisas que eu tivesse à volta despertassem com o homem racional e sensível ao mesmo momento. O homem com forma, cor e cheiro totalmente inserido e parte de seu ambiente. Este texto todo para dizer que gosto em Cézanne e outros artistas ligados ao pertencimento ao ambiente. Este pertencer tão complexo quando falamos do sujeito e do ambiente que ele precisa aprender a conviver. A memória das coisas e dos momentos constrói as relações aonde vou tecendo o pano de retalhos da mesa matinal e da vida: a cortesia e a permanência do contato. No processo de coisificação que estamos passando, cada sujeito dá o valor e a intensidade de contato, conforme a utilidade e, assim, caminha nesta “coisa-humanidade e na humanidade-coisa”.

Acumulamos muito, e nem sempre antes de comprar algo novo, limpamos as gavetas. Creio que é assim com o pensamento e reflexões em casa sozinha sobre o que realmente é possível realizar neste espaço de acúmulos e de baixas avaliações sobre como refletimos para mudança de atitudes.

Espero que você possa – de quando em vez ou com qualidade – parar e ler com cuidado e delicadeza o que lhe interesse. E caso este texto traga um pequeno algo mais: o olhar dos opostos e da intensidade na profusão de diversidade que o cerca. Que você possa enviar o seu algo mais para o outro. Como a curva de Moebius(1), onde tanto se deve olhar e viver na parte interna como na parte externa da fita – ver uma mesma questão por todos os seus lados de possibilidades e assim descobrirmos, que a cada leitura, a cada troca de impressões, a cada retorno (estamos sempre no eterno retorno e nunca será idêntico) a realização do outro. Podemos ser o algo mais aprimorado e não coisificado.

Podemos duvidar possuir ou manifestar opiniões divergentes em relação a qualquer um, mas sabemos que existe um direito inalienável de ver a coisa ou o sujeito por meio de outra referência – outro ponto do observador. Desta forma, eu, aqui, também esclareço que não tenho nada contra qualquer pessoa que decida ou deixe a vida externa decidir por ela. Que encontra significado ter um processo de crescimento no mundo sem tantas considerações. Este estado, para mim, não funciona, pois sou absolutamente comprometida e responsável com as minhas escolhas de fazer ou de inércia.

Atualmente, tenho visto muitas pessoas que privilegiam a vida pela superfície das questões… É obvio que não se pode passar o dia em profundas elucubrações sobre tudo. Seria exaustivo. Eu ainda fecho com alguns queridos sábios, que se você for tomar um simples banho, que seja real na sua escolha e simples na forma, para que durante o pequeno tempo que você deveria ficar lá na economia de água e sabão, você possa refletir sobre si sobre o famoso Dasein (ser aí neste mundo e fruto de todos os mundos passados vivenciados).

Você pensa sobre o valor do sujeito e o valor da coisa que artificialmente valoriza ou você qualifica o sujeito. Na fase inicial da vida em que estamos ligados ao lugar confortável do materno é aí que as “formas de afetos” começam a ser processadas em nosso local do sensível no cérebro, e estas conexões perduram por toda vida quando iniciadas e estimuladas.

Pode ser por falta deste laço e por não termos mais as relações de afeto atualizadas a todo dia que perdemos a capacidade de ponderar entre o afeto e o racional, entre o desejo e o interesse, entre necessidade compartilhada e egoísta. É nesta escada do desenvolvimento que teremos habilidade para lidar com o que discordamos no mundo externo ao mundo materno e chegaremos por meio do processo educacional, da disciplina e do limite ao mundo da cortesia. A cortesia está para mim no último degrau; trocamos a emoção com nossas mães de forma egoísta para sobrevivência, elas e os pais ensinam ou deveriam ensinar formas de sermos gentis em família, de conceder e com a escola formal e as relações de amizade e trabalho do mundo em volta, desenvolvemos a cortesia. E você neste momento para de ler e reflete: o que isto tem a ver com a sustentabilidade do título?

Pode ser que se não conseguimos fazer a conexão é exatamente neste ponto que perdemos ou não apreendemos a cortesia. Pois a cortesia é ensinada sutilmente no dia a dia em casa e depois na escola. Pode ser também que nesta fase estejamos construindo um ser que não terá habilidade para relativizar, para mudar quando escuta com atenção e dedicação algo que o outro lhe traz. Isto pode ser boa oportunidade para si, para os dois e para a sociedade do entorno. Nesta fase, muito pequenos e inconscientes da realidade e do ambiente que nos vai moldar, traçamos o famoso caminho individual dentro do processo civilizatório das conexões humanas. Ah! E isto sim tem tudo a ver com sustentabilidade das relações, do ambiente natural ou criado por mim e pelo outro.

Acredito que o processo de envolvimento dos indivíduos com o ambiente – crianças, adolescentes e adultos – tem a mesma correspondência com o grau de desenvolvimento da cortesia que você dedica a si mesmo (cuidado com sua mente e com seu corpo) e a cortesia que trocamos entre pessoas tão diferentes e por vezes aquelas que não concordamos com o modo de ver e se perceber no mundo.

Por fim, percebo que como não desenvolvemos bem a cortesia em um local que:
• O coletivo vale pouco;
• A sociedade brasileira é ainda deficitária em alguns processos de trocas;
• A integridade e o caráter têm várias possibilidades;
• A pessoa é assertiva na apropriação de um bem público como uma coisa privada;
• A coisificação do sujeito para a vida se deu em função da ausência dos afetos e cuidados familiares;
• A escola, o aprendizado e o conhecimento não fazem parte da construção do sujeito moral do Dasein – o ser aí no mundo dedicado a construir e manter o seu local melhor para si e para quem vier.

O que isto tem a ver com sustentabilidade? Tem bastante por mais que você no momento não consiga ou não possa fazer as conexões assim como Cézanne – ele passava boa parte do seu tempo realmente pensando em como mudar de atitude em tela e partia para uma viagem de riscos nesta mudança de atitude. Qualquer mudança vai exigir algum tempo de engajamento prévio, para que se possa mudar efetivamente e encarar a sustentabilidade fragmentada ou em nosso cotidiano.

Normalmente somos confortados ou atuamos no que chamo de uma sustentabilidade fashion: a do espetáculo, colocada em local confortável da fala e do não comprometimento pela ação: rechaçada a conversas informais e descontraídas do chopp de sexta-feira, após o trabalho exaustivo e, por vezes, repetitivo. A tal da sustentabilidade possível em vida – vai acontecer no seu ou no meu cotidiano, se primeiro verificarmos nossa conexão com a cortesia para o outro e para outros espaços que não somente o conhecido e/ou aqueles que temos interesse em sempre ganhar algo. Se verificarmos também se esta nossa cortesia nos pode levar a uma postura de aceitação da diferença – a diversidade de jeitos e culturas. Algo que não é necessariamente no primeiro momento aquele chamado do algo mais de Cézanne – que faz de você um ser melhor quando pensa em quanto arriscou para uma mudança.

Porém, já um algo que mexe com você para a cortesia sempre presente em suas ações e nas relações com as pessoas. (O que deveria ser normal e não evidenciada no espaço que você troca, habita, trabalha e impacta). Porque não impactar pela cortesia e pela possível e concreta atitude na e para sustentabilidade que você possa incorporar de forma permanente?

No próximo texto vou abordar mais a sustentabilidade dos contatos duradouros e/ou de fidelidade – que estão intimamente conectados com a agenda pessoal da sustentabilidade possível. Tempo e confiança são as palavras-chave!

Nota

(1) Curva de Moebius – esta curva nasceu da matemática e foi levada para o mundo da psyqué, onde a vida, na verdade, tem um lado o de fora mescla com o de dentro. E não existe o lado do bem para uns e lado do mal. Possuímos e agimos sempre esta polaridade que nos faz ver a vida de maneira diversa: o olhar por dentro de si e olhar por fora de si – para analisar com mais isenção, e que de certa forma estamos fadados a circular neste eterno retorno, mas nunca de mesma forma, pois a cada volta (do dia, das passagens, dos ritos, etc.) existe a influência do outro e do meio.

* Vania Velloso é arquiteta, com especialização em Filosofia e Gestão Ambiental, artista e cozinheira.

   Fonte:www.plurale.com.br

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A AGRICULTURA FAMILIAR E O NOVO CÓDIGO FLORESTAL


A agricultura familiar foi citada insistentemente pela bancada ruralista como argumento para a (suposta) necessidade de flexibilização das leis ambientais durante os debates sobre a revisão do Código Florestal no Congresso Nacional. Durante a discussão, o setor tem adotado posicionamentos distintos – de opiniões próximas ao preservacionismo até a defesa de terra-arrasada.

Exageros à parte, os debates sobre o Código Florestal evidenciaram duas propostas distintas de modelo para a produção familiar: por um lado, a defesa de práticas agroecológicas, policultivos, sistemas agroflorestais e utilização sustentável e integrada dos recursos naturais, e por outro uma agricultura mais tecnificada e integrada ao mercado de commodities.

Mais próxima ao processo produtivo do agronegócio, esta segunda parcela – uma “classe média” da agricultura familiar que atualmente está no centro das disputas da reforma sindical entre a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) -, tem se colocado mais favorável ao texto aprovado na Câmara e atualmente em apreciação no Senado. Já os movimentos sociais do campo, em especial os ligados à Via Campesina, têm proposto adaptações e uma maior inter-relação entre as políticas ambientais e agrícolas, sem mudanças nas garantias de proteção ambiental.

De qualquer forma, o setor convergiu na defesa da adoção de um tratamento diferenciado para os pequenos agricultores e o grande agronegócio no novo Código Florestal. A idéia é que esta posição, negociada com o Ministério do Meio Ambiente, seja apresentada e negociada pelo governo com o Senado no próximo período de apreciação da matéria na casa.

Esse é o contexto em que o Centro de Monitoramento de Agrocombustíveis, aqui da Repórter Brasil, lança o relatório “A Agricultura Familiar e o debate do Novo Código Florestal” com um diagnóstico sobre esse setor, que produz 70% dos alimentos nacionalmente consumidos, mas que também concentra boa parte dos pobres brasileiros.

Fonte: blog do Sakamoto


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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

HOMENAGEM AOS 90 ANOS DE PAULO FREIRE

Há exatamente 90 anos nascia em Recife (PE) o homem que iria se tornar um dos pensadores mais importantes da história da pedagogia em todo o mundo: Paulo Freire (1921-1997). Ele disse que gostaria de ser lembrado como "alguém que amou o mundo, as pessoas, os bichos, as árvores, a terra, a água, a vida". Foi reconhecido internacionalmente pela autoria de uma pedagogia crítica, dialógica e transformadora que assume compromisso com a libertação dos oprimidos.

Embora seja mais conhecido pela criação de um método de alfabetização de adultos, Paulo Freire construiu uma teoria do conhecimento que continua inspirando pesquisadores dedicados aos estudos de filosofia, comunicação, arte, física, matemática, biologia, geografia, história, literatura, economia, medicina, entre outros campos de atuação. Segundo a diretora de Gestão do Conhecimento do Instituto Paulo Freire, Ângela Antunes, o reconhecimento dele, fora do campo da pedagogia, demonstra que o seu pensamento também é transdisciplinar e transversal. "A pedagogia é essencialmente uma ciência transversal. Desde seus primeiros escritos, Paulo Freire considerou a escola muito mais do que as quatro paredes da sala de aula. Ele criou o círculo de cultura como expressão dessa nova pedagogia que não se reduzia à noção simplista de aula", observa.

O presidente do Instituto Paulo Freire, Moacir Gadotti, enfatiza que não se pode entender o pensamento de Paulo Freire descolado de um projeto social e político. "A força da obra de Paulo Freire também reside na ideia de que é possível, urgente e necessário mudar a ordem das coisas". Segundo Gadotti, as teorias e práticas de Paulo Freire também encantavam pessoas de várias partes do mundo porque "despertavam a capacidade de sonhar com uma realidade 'mais humana, menos feia e mais justa', como o próprio Paulo costumava dizer".


Ditadura militar

Considerado subversivo, Paulo Freire foi preso em 1964 e passou 75 dias em uma cadeia do quartel de Olinda (PE). Ao saber que ele era professor, um dos oficiais responsáveis pelo quartel, solicitou que alfabetizasse alguns recrutas. "Paulo explicou que havia sido preso justamente porque queria alfabetizar!", lembra Gadotti.

Em 1980, depois de 16 anos de exílio, Paulo retornou ao Brasil para "reaprender" seu país, como afirmou na época. Lecionou na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Em 1989, tornou-se Secretário de Educação no Município de São Paulo.

Paulo Freire é autor de muitas obras: Pedagogia do oprimido (1968), Extensão ou comunicação? (1971), Cartas à Guiné-Bissau (1975), Pedagogia da esperança (1992), À sombra desta mangueira (1995), entre outras.

Dentre as homenagens recebidas, Paulo foi agraciado com o título de Doutor Honoris Causa em 39 universidades no Brasil e no mundo. Dezenas de instituições o elegeram como "Presidente de Honra" e uma escultura de pedra com a sua imagem foi esculpida em 1972, em Estocolmo, onde ele é representado na companhia de Mao Tsé Tung, Pablo Neruda, Ângela Davis, Sara Lidman e outras pessoas que lutaram contra a opressão. Ao receber prêmios, medalhas e títulos, ele costumava dizer que essas homenagens o desafiavam a continuar trabalhando.

Em 1996, lançou seu último livro, intitulado "Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à prática educativa". No ano seguinte, em 2 de maio de 1997, Paulo Freire morreu de um infarto agudo do miocárdio. A anistia aconteceu 12 anos depois, em 2009, e comoveu as 3 mil pessoas que estavam presentes na cerimônia, realizada em Brasília.

No contexto dos 90 anos do educador Paulo Freire, celebrado dia 19 de setembro de 2011, estão sendo realizadas homenagens e comemorações em todo o mundo. As ações mostram que Paulo Freire continua vivo por meio do trabalho de mulheres e homens que reinventam o seu legado e "amam o mundo, as pessoas, os bichos, as árvores, a terra, a água, a vida".

Fonte: Instituto Paulo Freire


Pedagogia do oprimido

Nascido em 19 de setembro de 1921, em Recife, Paulo Freire (1921-1997) contestou a forma de aprender e ensinar. Ele foi um pensador comprometido com a vida. O educador pensava a existência humana a partir da luta dos oprimidos como camponeses e favelados e dedicou-se a formular uma pedagogia da liberdade e da emancipação humana. Paulo Freire acreditava que o professor é um constante aprendiz e que o aluno é um sujeito ativo e participativo do processo de aprendizagem.

O pedagogo disse que gostaria de ser lembrado como "alguém que amou o mundo, as pessoas, os bichos, as árvores, a terra, a água, a vida”. Embora seja mais conhecido pela criação de um método de alfabetização de adultos, Paulo Freire construiu uma teoria do conhecimento que continua inspirando pesquisadores dedicados aos estudos de filosofia, comunicação, arte, física, matemática, biologia, geografia, história, literatura, economia, medicina, entre outros campos de atuação.

Fonte: Ministério da Cultura, Brasil


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PRECISAMOS DE MUITA E MUITA CORAGEM

por Leonardo Boff

Em 14 de setembro último, celebrou 90 anos de idade uma das figuras religiosas brasileiras mais importantes do século XX: o Cardeal Paulo Evaristo Arns. Voltando da Sorbonne, foi meu professor quando ainda andava de calça curta em Agudos-SP e depois, em Petrópolis-RJ, já frade, como professor de Liturgia e da teologia dos Padres da Igreja antiga. Obrigava-nos a lê-los nas linguas originais em grego e latim, o que me infundiu um amor entranhado pelos clássicos do pensamento cristão. Depois foi eleito bispo auxiliar de São Paulo. Para protegê-lo porque defendia os direitos humanos e denunciava, sob risco de vida, as torturas a prisioneiros políticos nas masmorras dos órgãos de repressão, o Papa Paulo VI o fez Cardeal.

Embora profético mas manso como um São Francisco, sempre manteve a dimensão de esperança mesmo no meio da noite de chumbo da ditadura militar. Todos os que o encontravam podiam, infalivelmente, ouvir como eu ouvi, esta palavra forte e firme: “coragem, em frente, de esperança em esperança”.

Coragem, eis uma virtude urgente para os dias de hoje. Gosto de buscar na sabedoria dos povos originários o sentido mais profundo dos valores humanos. Assim que na reunião da Carta da Terra em Haia em 29 de junho de 2010, onde atuava ativamente sempre junto com Mercedes Sosa enquanto esta ainda vivia, perguntei à Pauline Tangiora, anciã da tribo Maori da Nova Zelândia qual era para ela a virtude mais importante. Para minha surpresa ela disse:”é a coragem”. Eu lhe perguntei: “por que, exatamente, a coragem?” Respondeu:

”Nós precisamos de coragem para nos levantar em favor do direito, onde reina a injustiça. Sem a coragem você não pode galgar nenhuma montanha; sem coragem nunca poderá chegar ao fundo de sua alma. Para enfrentar o sofrimento você precisa de coragem; só com coragem você pode estender a mão ao caído e levantá-lo. Precisamos de coragem para gerar filhos e filhas para este mundo. Para encontrar a coragem necessária precisamos nos ligar ao Criador. É Ele que suscita em nós coragem em favor da justiça”.

Pois é essa coragem que o Cardeal Arns sempre infundiu em todos os que, bravamente, se opunham aos que nos seqüestraram a democracia, prendiam, torturavam e assassinavam em nome do Estado de Segurança Nacional (na verdade, da segurança do Capital).

Eu acrescentaria: hoje precisamos de coragem para denunciar as ilusões do sistema neoliberal, cujas teses foram rigorosamente refutadas pelos fatos; coragem para reconhecer que não vamos ao encontro do aquecimento global mas que já estamos dentro dele; coragem para mostrar os nexos causais entre os inegáveis eventos extremos, conseqüências deste aquecimento; coragem para revelar que Gaia está buscando o equilíbrio perdido que pode implicar a eliminação de milhares de espécies e, se não cuidarmos, de nossa própria; coragem para acusar a irresponsabilidade dos tomadores de decisões que continuam ainda com o sonho vão e perigoso de continuar a crescer e a crescer, extraindo da Terra, bens e serviços que ela já não pode mais repor e por isso se debilita dia a dia; coragem para reconhecer que a recusa de mudar de paradigma de relação para com a Terra e de modo de produção pode nos levar, irrefreavelmente, a um caminho sem retorno e destarte comprometer perigosamente nossa civilização; coragem para fazer a opção pelos pobres contra sua pobreza e em favor da vida e da justiça, como o fazem a Igreja da libertação e Dom Paulo Evaristo Arns.

Precisamos de coragem para sustentar que a civilização ocidental está em declínio fatal, sem capacidade de oferecer uma alternativa para o processo de mundialização; coragem para reconhecer a ilusão das estratégias do Vaticano para resgatar a visibilidade perdida da Igreja e as falácias das igrejas mediáticas que rebaixam a mensagem de Jesus a um sedativo barato para alienar as consciências da realidade dos pobres, num processo vergonhoso de infantilização dos fiéis; coragem para sentar na cadeira de Galeleo Galilei para defender a libertação e a dignidade dos pobres; coragem para anunciar que uma humanidade que chegou a perceber Deus no universo, portadora de consciência e de responsabilidade, pode ainda resgatar a vitalidade da Mãe Terra e salvar o nosso ensaio civilizatório; coragem para afirmar que, tirando e somando tudo, a vida tem mais futuro que a morte e que um pequeno raio de luz é mais potente que todos as trevas de uma noite escura.

Para anunciar e denunciar tudo isso, como fazia o Cardeal Arns e a indígena maori Pauline Tangiori, precisamos de coragem e de muita coragem.


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FUNDAÇÃO PALMARES VAI PREMIAR INICIATIVAS CULTURAIS QUE DEEM DESTAQUE À CULTURA AFRO-BRASILEIRA

da Agência Brasil

Atores, dançarinos e artistas plásticos que dão destaque à cultura afro-brasileira em suas produções podem começar a se preparar para concorrer ao Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-brasileiras deste ano. A segunda edição da iniciativa, criada no ano passado, será lançada hoje (28) no Rio de Janeiro, pela Fundação Cultural Palmares.

As premiações deste ano somam R$ 1,1 milhão, valor que será divido entre os 20 projetos ganhadores em três categorias (artes visuais, dança e teatro). Os organizadores determinaram que, entre os vencedores, seja respeitada a divisão de quatro contemplados em cada região brasileira. Segundo Martvs das Chagas, diretor de fomento da Fundação Cultural Palmares, a distribuição garante que as manifestações aconteçam em todo o país.

“O subproduto do prêmio é talvez mais importante que o prêmio, que é fazer com que a cultura negra se movimente e crie condições de se afirmar cada vez mais no cenário nacional. Os artistas negros, no Brasil, ainda têm dificuldade de projetar e demonstrar os seus trabalhos apesar de a cultura negra ser a mais forte na criação da identidade do país”, avaliou Martvs.

Diferentemente da primeira edição, este ano apenas pessoas jurídicas, com ou sem fins lucrativos, poderão participar. Os projetos podem ser ou não inéditos, mas precisam ter sido concretizados ou reapresentados ao longo de 2011.

“São aqueles projetos que valorizem a contribuição histórica da cultura negra, no país, o que não quer dizer que não possam ter não negros participando. Pode ser de uma apresentação de congado, feita de forma inovadora e inusitada, a um artista plástico que retrata algumas passagens da história do negro no país”, explicou o diretor.

Martvs explicou que os interessados poderão se inscrever a partir do próximo dia 10 de outubro. Com o encerramento das inscrições, em 28 de novembro, terá início a seleção dos melhores trabalhos por uma comissão formada por seis pessoas, entre artistas e autoridades culturais. Os vencedores só serão anunciados no final de março do ano que vem.

No ano passado, a Fundação Palmares recebeu mais de mil inscrições. Foram selecionados 111 projetos de teatro, 118 de dança e 181 de artes visuais. O estado que mais inscreveu projetos foi São Paulo (143), seguido por Rio de Janeiro (133), Bahia (84) e Minas Gerais (80).

“Esse prêmio cria oportunidades, dá visibilidade e permite que outros criem condições de apresentarem seus trabalhos”, disse Martvs das Chagas.


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EXÔDO RURAL ENTRE A JUVENTUDE SE AGRAVA NO BRASIL


Debate antigo, o êxodo rural de jovens é uma realidade cada vez mais presente no Brasil. O desenvolvimento territorial está afetando diretamente esta camada da população, que se vê em constante dilema pessoal entre o campo e a cidade. Ao chegar aos centros urbanos, muitos ficam vulneráveis e não raro são tentados ao mundo do crime. Autoridades federais e gaúchas iniciaram um novo processo de redefinição das políticas públicas necessárias para atender de forma igualitária a juventude rural e urbana. O primeiro debate ocorreu nesta segunda-feira (26) na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre 1996 e 2006 o número de jovens com até 29 anos que deixaram o campo chegou a três milhões. “Nos jovens rurais está depositada a continuidade da atividade agrícola das famílias do campo, que são responsáveis pela capacidade produtiva do país e em manter a soberania alimentar do Brasil”, alerta a coordenadora de Desenvolvimento Humano do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Ana Tereza Ferreira.

O principal problema da migração dos jovens para o campo é a falta de acesso a bens culturais e a falta de autonomia no campo, explica a coordenadora. “O campo envelheceu e os jovens rurais também querem ter acesso aos bens das demais juventudes. Na sua atividade no campo eles não são autônomos e precisam dividir a renda com o pai, dono da propriedade. Com as mulheres a subordinação é ainda maior”, salienta.

Ainda de acordo com o IBGE, os jovens brasileiros entre 15 e 29 anos têm um nível de escolaridade 50% maior do que os que moram no campo. A diferença entre os analfabetos é seis vezes maior no meio rural, por isso, a busca para uma vida melhor na cidade está na esperança de uma elevação da escolaridade.

O jovem não é marginalizado apenas pela escassez de incentivos para uma melhor vida e autonomia no meio rural. Outro fator é a expansão desordenada de territórios periféricos no último período. De acordo com o representante da Secretaria Nacional de Programas Urbanos do Ministério das Cidades, Marden José de Andrade, desde a década de 70 até 2007, mais de 150 milhões de habitantes passaram a viver nos centros urbanos. “Atualmente, 40% da população brasileira vive em regiões metropolitanas. Nestes aglomerados o crescimento populacional é desordenado e facilita para a escassez de serviços públicos”, justifica.

Segundo ele, estão previstos no Orçamento da União para 2012, recursos específicos para resolução de conflitos fundiários urbanos. “Criamos a Política Nacional de Prevenção a Conflitos Fundiários Urbanos e queremos evitar estes conflitos”, explica.


Criminalidade

Territórios vulneráveis, como as periferias, favorecem a violência e a organização criminosa. Neste contexto, a população jovem mais uma vez é a mais exposta aos fatores externos, devido à carência de políticas públicas específicas para a juventude. “Há décadas se debate a juventude e todos dizem que os jovens são o principal foco das ações sociais do Estado brasileiro. Mas, se é verdade que o país vive um bom momento na sua economia, geração de renda e habitação, também é verdade que falta pensar na inclusão dos jovens nestas políticas”, critica a deputada federal Manuela D’Ávila (PCdoB).

A parlamentar, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, defende que é preciso manter o jovem no espaço rural com acesso à internet e com autonomia para sua própria moradia. Ela também sugere valorizar as potencialidades dos jovens como forma de desenvolver políticas assertivas. “Não queremos formar robôs. Precisamos oferecer oportunidades que não deixem os jovens dependentes, como oferecer microcrédito para os que produzem cultura alternativa”, exemplifica.

Neri da Costa, coordenador nacional do Projeto de Proteção de Jovens em Território Vulnerável (Protejo), do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), avalia que o programa é importante para combater a violência e competir com o crime. Por outro lado, a política está sendo redefinida pelo governo federal. “Estamos rediscutindo a metodologia do projeto. Ele foi implantado em 2007. Agora estamos revendo a grade de ações, a possibilidade de vínculo com outros projetos para que, em 2012, ele seja mais exeqüível”, afirma.

O Protejo presta assistência, por meio de programas de formação e inclusão social, a jovens adolescentes expostos à violência doméstica ou urbana ou que vivam nas ruas. O trabalho tem duração de um ano, prorrogável por mais um, e tem como foco a formação da cidadania desses jovens por meio de atividades culturais, esportivas e educacionais. “A Praça da Juventude, na Vila Bom Jesus (em Porto Alegre) também é uma ação do Pronasci e poderia ajudar na disputa com o crime, mas os recursos também foram perdidos”, critica o diretor de Juventude da Confederação Nacional das Associações de Moradores, Getúlio Vargas.


Atitude consciente

O coordenador da Central Única das Favelas do Rio Grande do Sul (Cufa-RS), Manoel Soares, acredita que as políticas públicas podem ser as melhores, mas, sem uma formação cidadã, serão sempre insuficientes. Ativista das iniciativas sociais nas periferias gaúchas, o comunicador é contrário aos críticos aos jovens do século 21. “Não acredito que é só a juventude de 64 que era inteligente e politizada. Isso é um pensamento antigo”, fala. Manoel alerta que os jovens precisam ser mais protagonistas do Brasil de hoje. “Não dá pra ficar só vendo Crepúsculo ou ouvindo Restart. Quem tem o poder na mão para se contrapor as deficiências do sistema são vocês”, completa.

Fonte: ww.sul21.com.br



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domingo, 25 de setembro de 2011

PROGRAMAS BRASILEIROS DE REDUÇÃO DA POBREZA DESPERTAM O INTERESSE DE OUTROS PAÍSES

da Agência Brasil

A estratégia brasileira para reduzir a pobreza despertou o interesse de outros países que querem saber qual a receita usada por aqui. Em entrevista exclusiva à Agência Brasil, o diretor do Grupo de Redução da Pobreza do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Selim Jahan, citou algumas nações, como Índia, Turquia e Botsuana, que estão de olho nas ações brasileiras, entre elas, o Bolsa Família.

Para o diretor, o ponto positivo do programa é exigir que as famílias pobres assumam compromissos em troca de receber a transferência de renda. Para ter direito ao benefício, as famílias devem vacinar os filhos, matriculá-los em uma escola e as grávidas precisam fazer o pré-natal.

“O benefício está aí. Não estamos falando apenas de transferência de dinheiro, mas estamos falando em dar educação e outros benefícios”, disse Jahan, que trabalha na sede do Pnud, nos Estados Unidos, e veio ao Brasil para participar de reuniões no Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG), uma parceria do Pnud com o governo brasileiro.

De acordo com Selim Jahan, grande número de países africanos pode usar a experiência brasileira.
Um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado em julho, aponta que 18 milhões de brasileiros saíram da pobreza extrema e 39,5 milhões entraram na classe C nos últimos dez anos. Mas o Censo de 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou que 16,2 milhões de pessoas ainda estão em situação de miséria, foco do plano Brasil sem Miséria, lançado pela presidenta Dilma Rousseff, no início de julho. O plano pretende retirar essas pessoas da extrema pobreza até 2014.

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SÉRIE DE CURTAS ABORDA O TEMA ECONOMIA SOLIDÁRIA

A série Cidade Solidária apresenta, através de marionetes, a proposta de uma sociedade onde prevalecem o bem viver e a autogestão, princípios da economia solidária e do comércio justo e solidário.
 
Os curtas são narrados por uma rádio comunitária e mostram a vivência de um dia na Cidade Solidária. Os programas de rádio abordam três temas da economia solidária. A série é uma iniciativa do Projeto Nacional de Comercialização Solidária, realizado pelo Instituto Marista de Solidariedade (IMS), Secretaria Nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego (Senaes/MTE), em parceria com o Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES) e o Faces do Brasil.

Os curtas são: Pontos Fixos: Estratégias de Comercialização Solidária; (http://www.youtube.com/watch?v=EEk4tYpFBFk)
Consumo Solidário: Cadeias Produtivas na Economia Solidária;(http://www.youtube.com/watch?v=Y_YMBUyk3_k);
Comércio Justo e Solidário: Sistema Nacional do Comércio Justo e Solidário (http://www.youtube.com/watch?v=KtYQH7h9NBs)
 
Fonte:www.adital.com.br  
 
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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

ORGANIZAÇÕES CELEBRAM DIA INTERNACIONAL CONTRA EXPLORAÇÃO SEXUAL E TRÁFICO DE MULHERES E CRIANÇAS


Anita é uma menina que sofre exploração sexual. Felizmente, ela é apenas uma personagem criada pela organização Save the Children para a Campanha O Futuro de Anita. Lançada hoje (23), no Dia Internacional contra a Exploração Sexual e o Tráfico de Mulheres e Crianças, a campanha tem o objetivo de alertar as pessoas para a exploração sexual infantil, crime que afeta milhares de crianças de todo o mundo.

A Campanha de Save the Children convida as pessoas a mergulhar no mundo de Anita (www.elfuturodeanita) e conhecer as causas e consequências da exploração sexual infantil para, assim, mudar a vida de meninas e meninos que são vítimas do crime. A campanha aponta a corrupção, a tolerância social, o machismo, a violência e a desigualdade social como algumas das causas de exploração.
A organização também destaca os tipos de exploradores, as modalidades de exploração e as consequências do crime para as crianças. De acordo com a Campanha, meninas e meninos explorados, além da violência sexual, sofrem violência física e verbal. As consequências vão desde baixa autoestima, perda da confiança nas pessoas e medo generalizado até doenças sexualmente transmissíveis, gestações indesejadas e problemas psicológicos.

O tráfico de seres humanos também é um problema que preocupa. Segundo informações da Organização Internacional do Trabalho (OIT), por ano, cerca de 700 mil pessoas são vítimas de tráfico. Dessas, 90% são meninas e adolescentes e 80% são traficadas para fins de exploração sexual. A organização estima que atualmente existam entre 4 e 5 milhões de pessoas em alguma situação de tráfico.

No Peru, dados do Sistema de Registro e Estatística do delito de Tráfico de Pessoas e Afins revelam que neste ano já foram registrados 385 casos de tráfico de seres humanos com fins de exploração sexual. O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) estima que, por ano, entre 1.000 e 1.500 crianças guatemaltecas sejam traficadas para Europa e América do Norte.


Dia 23 de setembro
O Dia Internacional contra Exploração Sexual e Tráfico de Mulheres e Crianças, celebrado nesta sexta-feira (23), foi estabelecido na Conferência Mundial da Coligação contra o Tráfico de Pessoas, realizada em janeiro de 1999 em Bangladesh. A ideia é utilizar a data para chamar a atenção de governos e sociedade civil de todo o mundo para as causas e consequências da exploração sexual e o tráfico de seres humanos, e buscar soluções para o problema.

Para isso, organizações de direitos humanos de vários países realizam atividades ligadas ao assunto. No Brasil, por exemplo, 60 estudantes promoveram nesta manhã, no centro do Recife (Pernambuco), uma mobilização com distribuição de panfletos com informações sobre tráfico de pessoas e exploração sexual.

O assunto também foi tema de uma manifestação realizada na tarde de hoje em Mar del Plata, na Argentina. Na ocasião, os manifestantes participaram de uma rádio aberta, leram um documento e marcharam pelas ruas da cidade.

Fonte:www.adital.com.br
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RIO LANÇA CAMPANHA PARA PRESERVAR ANIMAIS AMEAÇADOS DE EXTINÇÃO

Agência Brasil

O governo do Rio de Janeiro lançou hoje (23) a campanha Defesa das Espécies Ameaçadas - Abrace Essas Dez. O objetivo é preservar dez espécies animais ameaçadas de extinção no estado. Entre elas, estão o mico-leão-dourado, a preguiça-de-coleira e a jacutinga. O governo distribuirá cartilhas em escolas, universidades, prefeituras e delegacias de polícia. Cartazes com fotos dos animais também serão afixados nesses locais.

Segundo o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, a campanha vai apoiar pesquisadores que estudam as dez espécies ameaçadas e traçar um plano para preservá-las. O governo, assinalou, também está preocupado com mais 267 espécies que correm o risco de extinção.

A lista dos dez animais ameaçados de extinção inclui, além do mico-leão-dourado, da preguiça-de-coleira e da jacutinga, o cágado-do-paraíba, formigueiro-do-litoral, boto-cinza, lagarto-branco-da-areia, muriqui, surubim-do-paraíba e o tatu-canastra.

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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

21 DE SETEMBRO - DIA DA ÁRVORE


Em 21 de setembro é comemorado, no Brasil, o dia da árvore. A data foi escolhida, por ser próxima ao início da primavera - a estação em que as flores aparecem em maior quantidade.

Essenciais para a vida, as árvores não só embelezam o planeta, como mantêm a umidade do ar. Além disso, ajudam a diminuir a poluição, porque dissolvem o gás carbônico, durante a queima de combustível. Produzem oxigênio, mudam a direção dos ventos, firmam o solo das encostas e também as margens dos rios. 

Através da madeira dos seus troncos ainda é possível colher matéria-prima para a fabricação de medicamentos. No Brasil, a árvore mais antiga é um jequitibá de 3.020 anos, localizado em Santa Rita do Passa Quatro, em São Paulo. Sua copa possui 39 metros de diâmetro, onde vivem tucanos e macacos, entre outros animais. 

Como ajudar a salvar as florestas:
A metade das árvores cortadas no planeta é destinada à fabricação de papel! Usar menos papel é uma ótima maneira de ajudar a salvar as florestas. 

Então, precisamos criar os seguintes hábitos:

• Escreva nos dois lados de cada folha de papel e tente usar papel de rascunho ou metades de folha quando possível. Recicle todo papel quando você terminar de usá-lo; 

• Coloque um guardanapo de tecido em sua mochila, bolsa ou lancheira e use-o ao invés de guardanapos de papel;
• Em casa use sempre guardanapos, lenços e panos de pratos de tecido ao invés de papel;

• Quando comprar papel em uma loja, tente comprar papel reciclado com 100% pós-consumo, ou seja, depois dele ter sido usado por alguém. Isso significa que ele foi feito com papel que já foi usado e colocado numa cesta de lixo para ser reciclado. Melhor ainda, compre 100% de papel "tree-free" (isento de árvores). Isso significa que nenhuma árvore precisou ser derrubada para esse papel ser produzido; 

• Não compre qualquer madeira que seja originária de árvores em perigo de extinção;

Outras ações que ajudam muito:

• Cada cidadão tem o dever de proteger o verde em seu bairro. Por isso, fique de olho: nenhuma árvore, da área pública ou privada, pode ser abatida sem autorização da prefeitura. Esta autorização só é concedida se a árvore estiver doente ou for um obstáculo à abertura de avenidas e ruas. Os moradores têm o direito de se opor à derrubada desde que justifiquem os seus motivos; 

• As árvores localizadas às margens de rios, córregos, nascentes, represas, topos de morros, montanhas, serras e áreas em declive são de preservação permanente. Não podem ser cortadas! Ajude a preservá-las;
• Você pode reivindicar mais áreas verdes no seu bairro. Este é um direito seu; 

• Também é permitido plantar árvores defronte de sua casa e nos canteiros de avenidas e ruas; 

• Aumente seu conhecimento: fale com pessoas que entendam de jardinagem e descubra como cuidar das plantas; 

• Divulgue informações sobre a preservação do verde no jornal da escola, no mural, em impressos e também no jornal do seu bairro.

Fonte:www.velhosamigos.com.br 

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ONGs FAZEM TRÊS DIAS DE VIGÍLIA SOBRE O NOVO CÓDIGO FLORESTAL

Desta terça (20) a quinta-feira (22), o Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável realiza uma vigília para chamar a atenção da sociedade para a tramitação da proposta de novo Código Florestal no Senado que será votado nesta quarta-feira (21). 

Entre os objetivos da mobilização estão esclarecer os internautas sobre o assunto, dar visibilidade às audiências e debates nas comissões do Senado e envolver a opinião pública para a construção de um bom Código Florestal.
"A expectativa é de que os senadores estejam mais abertos para entender todas as questões ligadas ao projeto que está em trâmite", sugere Marussia Whately, do Instituto Democracia e Sustentabilidade, uma das organizações membro do comitê.

Para acompanhar a vigília, basta clicar no site florestafazadiferenca.org.br ou seguir o evento via Twitter (twitter @florestafaz) ou Facebook (#florestafazadiferenca).

Fonte: O Estado de S.Paulo

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GOVERNO QUER INCENTIVAR HÁBITOS CULTURAIS NO BRASIL POR MEIO DE AÇÕES GLOBAIS

da Agência Brasil
 

Na tentativa de estimular os hábitos culturais dos brasileiros, o Ministério da Cultura elaborou uma proposta preliminar para o Plano Nacional de Cultura (PNC) que pretende incrementar em 60% a produção nacional de espetáculos e aumentar a média nacional de leitura para, no mínimo, quatro livros por pessoa ao ano – atualmente a média é de 1,3 livro por pessoa/ano. As metas incluem ainda a ampliação dos atuais 3 mil pontos culturais para 15 mil em todo país.
 
O plano define as metas e ações até 2020. No texto há a definição da preservação dos aspectos regionais e da diversidade cultural como um todo. O objetivo é lançar 150 filmes nacionais e aumentar em 30% o número de municípios brasileiros que mantenham grupos de teatro e circo, além de programas de artes visuais.

Para as emissoras de televisão, a ideia é incentivar a produção independente tanto nos canais abertos como nos fechados em cerca de 20%. Há, ainda, projetos para aumentar a criação de cineclubes nos municípios, assim como garantir que todas as escolas brasileiras tenham no seu curriculo a disciplina de artes.

Paralelamente, o governo quer ampliar as vagas para cursos técnicos e superiores vinculados à arte com garantias de equipamentos para o setor. A ideia é aumentar em 95% o emprego formal no mercado cultural. Para tanto, o ministério prevê, no plano, uma série de repasses extras, como a transferência de 10% do Fundo Social do Pré-Sal para cultura e elevações de percentuais de recursos federais para incentivo à área.  
“O plano nacional é um anseio de toda a sociedade e de toda a área cultural de muitos anos”, disse o secretário de Políticas Culturais do Ministério da Cultura, Sérgio Mamberti. Segundo ele, a elaboração da proposta é resultado de um esforço feito nos últimos oito anos, período que ele está no ministério e distante dos palcos.

Ator de teatro há mais de 50 anos, Mamberti disse que encara seu trabalho no governo como um “novo palco”. “Artista nasce artista e morre artista. Aqui é um novo palco. Eu fico plenamente realizado também porque as militâncias cultural e política fazem parte da minha vida”.

O diretor de Estudos e Monitoramentos de Cultura, Américo Cordula, ressaltou que a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, abrirá amanhã (21) o processo de consulta pública. O objetivo, destacou ele, é que a sociedade participe enviando colaborações e sugestões ao plano. “O plano pode ser alterado e muita coisa pode ser acrescentada. Nós definimos as metas e estratégias, mas as ações podem ser ampliadas”, disse.

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