segunda-feira, 31 de outubro de 2011

MUNDO ATINGE HOJE MARCA DE 7 BILHÕES DE PESSOAS

da Agência Brasil

A data de hoje (31) será celebrada em várias cidades do mundo. É o dia em que a população mundial atinge 7 bilhões de pessoas. Os nascimentos de bebês em diferentes localidades simbolizam o marco histórico.

Nas Filipinas, a data já foi comemorada, tendo como símbolo o nascimento de Danica Maio Camacho. Ela nasceu nesse domingo (30), dois minutos antes da meia-noite. Porém, para os médicos, o nascimento deve ser comemorado como se fosse hoje. Atualmente, a expectativa média de vida é 68 anos, nos anos 1950 era 48 anos.

Os especialistas, no entanto, não conseguem determinar com precisão onde nasceu ou vai nascer o cidadão de número 7 bilhões. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que até a metade deste século o número vai triplicar. Para a ONU, é fundamental que os governos invistam mais em planejamento no que se refere a alimentos, à água, energia e maior produção de lixo e poluição.

Com uma população de 13 milhões de pessoas, na Zâmbia, no Sul da África, o desafio do governo é o altíssimo número de nascimentos. A estimativa é que esse número triplique até 2050 e chegue a 100 milhões até o fim do século, fazendo com que o país tenha uma das populações que mais crescem no planeta.

*Com informações da agência pública de notícias de Portugal, Lusa, e da BBC Brasil.

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NOVO MARACANÃ JÁ NASCE VELHO


O projeto do novo Maracanã confirma a exclusão de um item absolutamente importante para que qualquer projeto de engenharia do gênero possa ser chamado de “moderno e sustentável”. Apesar do variado cardápio de estádios de futebol espalhados pelo mundo com aproveitamento energético do Sol, a caríssima obra de reconstrução do Maracanã – quase R$ 1 bilhão – ignorou essa possibilidade.

Estranho que isso tenha acontecido num país onde o Sol brilha em média 280 dias por ano. Ainda mais estranho que isso tenha acontecido na cidade que sediou a Rio-92, que vai sediar a Rio+20, e que está situada na mesma faixa de exposição solar que Sidney, na Austrália, que se notabilizou por realizar os primeiros jogos verdes da história, inteiramente abastecidos por energia solar.

Cobri como jornalista os Jogos de Sidney em 2000 e lembro-me das imensas estruturas com placas fotovoltaicas que captavam energia solar para iluminar as competições no estádio olímpico, no Superdome e em todas as instalações esportivas. A Vila Olímpica com 665 casas se transformou no maior bairro dotado de energia solar do planeta. O porta-voz do Comitê Olímpico Internacional, o australiano Michael Bland, justificou assim os investimentos em energia solar: “Queremos fazer com que a energia solar se torne popular em todos os países. É ridículo que, na Austrália, todas as casas não usem um captador de energia solar. Temos os telhados, temos o Sol, e os desperdiçamos. É um jeito estúpido de levar a vida”.

Que estupidez a nossa desperdiçar a imensa área das marquises do novo Maracanã – quase 29 mil metros quadrados – que poderiam abrigar um vistoso conjunto de placas fotovoltaicas capazes de gerar energia elétrica para até três mil domicílios. O custo varia de R$ 10 milhões a R$ 20 milhões, dependendo da tecnologia empregada. Alguém poderá dizer: “É caro demais! Não vale a pena”. Mas será que a forma usual de comprar energia está valendo a pena?

Vivemos num país onde, segundo o IBGE, a tarifa de energia elétrica subiu mais do que o dobro da inflação oficial nos últimos 15 anos. A opção pela solar – embora mais cara – oferece como vantagem a amortização do investimento em alguns poucos anos.

Alguém poderá dizer que a nova marquise – mais leve – poderia não suportar as tradicionais placas fotovoltaicas. Pois que se pensasse numa estrutura compatível. O que está em jogo é a possibilidade de tornar o estádio útil mesmo em dias que não aconteçam partidas de futebol. O Maracanã poderia ser uma usina de energia – ainda que com potência modesta – que além do benefício direto de gerar eletricidade, funcionaria também como elemento indutor de mais pesquisas e investimentos em energia solar no Brasil.

E quem disse que o custo de instalação de um projeto como esse só seria possível com recursos públicos? Se houvesse vontade política para promover inovação tecnológica no setor energético usando o novo Maracanã como garoto propaganda, seria perfeitamente possível sondar o interesse de grandes empresas com know how em energia solar que aceitassem instalar os equipamentos fotovoltaicos a custo zero, sem ônus para o governo. E o que essa empresa ganharia em troca? O direito de explorar a imagem do Maracanã como “estádio solar” graças à tecnologia oferecida pela empresa.

Alguém duvida que a imagem aérea do estádio, tanto na Copa de 2014 quanto nas Olimpíadas de 2016, alcançará bilhões de telespectadores pelo mundo? É mídia espontânea, superexposição positiva de imagem, e tudo aquilo que um bom negociador não levaria mais do que alguns minutos para convencer o investidor a botar a mão no bolso e bancar a ideia.

Com recursos públicos ou privados, o certo era fazer. Não basta instalar alguns coletores solares para aquecer a água do banho usadas pelos atletas nos vestiários. É pouco. Se os responsáveis pelo projeto do Maracanã marcaram um gol contra desprezando o Sol, os estádios de Pituaçu, em Salvador, e Mineirão, em Belo Horizonte, terão a energia solar como aliada para a produção de energia elétrica. Acorda Rio! Maracanã sem energia solar é como o Rio sem praia. Infelizmente os cariocas continuarão usando o Sol apenas para se bronzear. Símbolo da sustentabilidade por suas belezas naturais e por sediar grande conferências ambientais da ONU, o Rio de Janeiro continua com um Maracanã aquém do que merece.

* André Trigueiro é jornalista com pós-graduação em Gestão Ambiental pela Coppe/UFRJ onde hoje leciona a disciplina Geopolítica Ambiental, professor e criador do curso de Jornalismo Ambiental da PUC-RJ, autor do livro Mundo Sustentável – Abrindo Espaço na Mídia para um Planeta em Transformação, coordenador editorial e um dos autores do livro Meio Ambiente no Século XXI, e Espiritismo e Ecologia, lançado na Bienal Internacional do Livro, no Rio, pela Editora FEB, 2009. É apresentador do Jornal das Dez e editor-chefe do programa Cidades e Soluções, da Globo News. É também comentarista da Rádio CBN e colaborador voluntário da Rádio Rio de Janeiro.

Fonte: O globo e envolverde

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NO ANIVERSÁRIO DO ESCRITOR, CAMPANHA TENTA INSTITUIR O "DIA D" DRUMMOND


Nesta segunda-feira (31), data em que Carlos Drummond de Andrade completaria 109 anos, o Instituto Moreira Salles propõe a criação do “Dia D”, dedicado ao poeta. Assim como o Bloomsday, que comemora em 16 de junho a vida e obra de James Joyce na Irlanda, o dia 31 de outubro seria dedicado a Drummond.

Para tentar instituir o “Dia D”, o IMS produziu o filme “Consideração do Poema”, que traz vários artistas declamando e comentando poesias de Carlos Drummond de Andrade (veja trecho abaixo). Entre eles estão Chico Buarque, Caetano Veloso, Fernanda Torres, Marília Pêra, Laerte, Drica Moraes, Cacá Diegues e Adriana Calcanhotto.

Fãs do poeta também poderão enviar vídeos com a sua leitura dos poemas, que serão usados para a realização de um novo filme. O IMS também produziu “No Meio do Caminho”, vídeo com 11 versões em diferentes línguas do poema mais famoso de Drummond declamado por personalidades como David Arrigucci Jr., Matthew Shirts, Jean-Claude Bernardet e Heloisa Jahn.

“Consideração do Poema” e “No Meio do Caminho” podem ser assistidos no site do Instituto Moreira Salles e também serão exibidos no centro cultural do IMS do Rio de Janeiro e em instituições parceiras.

Em outubro, o instituto vem promovendo uma programação especial dedicada a Drummond em várias cidades brasileiras. Nesta segunda (31), a homenagem ao escritor inclui leituras de poemas, exibição de filmes, saraus e discussões sobre a obra de Drummond em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador, Paraty, Lisboa e em Itabira, interior de Minas Gerais, terra natal do poeta.

Fonte: Uol

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terça-feira, 25 de outubro de 2011

TODA MULHER TV ALERJ PROFESSORES E ALUNOS


Programa da TV ALERJ que apresenta diversas discussões importantes do cotidiano. A deputada Inês Pandeló participa das discussões sobre agressões entre professores e alunos no cotidiano escolar, com os professores Wanderlei Quedo (presidente do SINPRO RIO) e Guilhermina Rocha (diretoria do SEPE  e presidente do CEPRO).


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A FAMA EM FAVOR DAS FLORESTAS


De casa ou do escritório, utilizando seus próprios celulares ou câmeras de computador, celebridades como os atores Marcos Palmeira e Alice Braga e a modelo Gisele Bundchen, gravaram mensagens contra as propostas ruralistas de mudança no Código Florestal que estão sendo discutidas pelo Senado. A iniciativa partiu do cineasta Fernando Meirelles, que por sinal também gravou o seu depoimento.


São 25 vídeos, cada um com aproximadamente um minuto, gravados em apoio à cruzada de várias entidades organizadas no Comitê Brasil em Defesa das Florestas. O comitê é composto por mais de 100 entidades, entre elas o Greenpeace e várias outras ongs ambientais, organizações sindicais, a Igreja Católica e movimentos sociais.

O Projeto de Lei 30/2011, que retalha o Código Florestal brasileiro, foi aprovado no dia 21 de setembro na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado, mas ainda passará por outras três comissões, antes de ser votado em plenário. No momento, a matéria está na Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT), onde o relator é o senador Luiz Henrique (PMDB-SC). Está prevista para a próxima terça-feira, dia 25, a apresentação do relatório, em reunião conjunta com a Comissão de Agricultura, na qual o parlamentar também é responsável pela relatoria.









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PRIMEIRA CIDADE DOS DIREITOS HUMANOS NO ORIENTE MÉDIO


A Primavera Árabe preparou o caminho para um novo contexto de respeito às liberdades individuais. Agora, ativistas trabalham nas comunidades para lançar a primeira Cidade dos Direitos Humanos no Oriente Médio. O objetivo é conseguir que, em uma cidade determinada da região, moradores e autoridades adotem os direitos humanos como forma de vida e se envolvam em planos e ações positivas para alcançar a justiça social e econômica de toda a comunidade.

O modelo busca garantir que todas as leis, políticas, recursos e relações na localidade respeitem os direitos e a dignidade de seus membros. “Todos na cidade estão em igualdade de condições e, sejam lixeiros ou prefeito, sentam-se à mesa como iguais, buscando coletivamente o que deve ser resolvido com uma perspectiva de direitos humanos”, explicou Robert Kesten, diretor-executivo do Movimento Popular para a Educação em Direitos Humanos (PDHRE), com sede em Nova York.

Os princípios-guia para este modelo de cidade estão consagrados na própria Declaração Universal dos Direitos Humanos, ratificada pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em 1948. É importante que moradores e autoridades conheçam e sejam capazes de atuar de acordo com os direitos, e que estes se apliquem em todos os níveis dos processos de tomada de decisões e resolução de problemas.

O enfoque comunitário exige uma mudança de modelo. Embora as instituições internacionais sejam comumente responsáveis por promover e proteger os direitos e as liberdades de acordo com os tratados internacionais assinados pelo Estado, em uma Cidade dos Direitos Humanos, grande parte da responsabilidade recai no âmbito local. As autoridades e os moradores se convertem em agentes de mudança.

“Em lugar de nos concentrarmos em um tema ou grupo particular de pessoas, trabalhamos em nível comunitário, nos focando em cada homem, mulher e criança”, explicou Omar Aysha, ativista do Cairo que trabalha na iniciativa. Rosário, na Argentina, converteu-se na primeira Cidade dos Direitos Humanos do mundo, em 1997. Hoje, o modelo é aplicado em 15 cidades da África, América e Europa. O PDHRE iniciou os projetos, mas a maioria foi completada pelas próprias comunidades.

Antes da Primavera Árabe parecia pouco provável que o conceito pudesse ser aplicado no Oriente Médio e norte da África, região onde os regimes autoritários negavam à população direitos políticos, econômicos e sociais básicos. Contudo, os levantes populares que acabaram com os governos de Tunísia, Egito, e agora Líbia, parecem ter aberto uma janela de oportunidades.

“O cenário de fundo destas revoluções está vinculado com a luta pela liberdade e a democracia”, disse Kesten. “O desejo de ser livre é um motor poderoso, por isso quando a Tunísia caiu sabíamos que outros países não estariam longe” de também caírem, acrescentou. Uma demanda fundamental dos manifestantes nos levantes era que os governos prestassem contas aos seus povos.

Tradicionalmente, os governos funcionam como uma pirâmide com o órgão executivo no topo. O objetivo das Cidades dos Direitos Humanos é “inverter a pirâmide e colocar as pessoas acima de tudo, para que possam ser donas de seus próprios direitos”, explicou Kesten. O PDHRE identificou a cidade de Alexandria, no norte do Egito, como a possível primeira Cidade dos Direitos Humanos da região. Foi nesta cidade mediterrânea de quatro milhões de habitantes que a luta pelas liberdades individuais e a justiça social deste país árabe ganhou uma força sem precedentes.

Em junho de 2010, dois oficiais de polícia dessa cidade retiraram à força Khaled Said, de 28 anos, de uma lan house e bateram nele até matá-lo. Quando a foto do jovem morto se tornou pública, provocou uma forte indignação popular, motivando crescentes protestos que, posteriormente, terminaram na derrubada do presidente Hosni Mubarak. O PDHRE espera gerar impulso com base no legado de Said para desenvolver Alexandria como primeira Cidade dos Direitos Humanos do Oriente Médio.

A organização destaca que se trata de uma cidade menor e, portanto, mais acessível do que Cairo. Além disso, é útil sua importância internacional e histórica. O desafio de transformar uma cidade conhecida por sua repressão política e brutalidade policial em um farol para as liberdades individuais exige um novo enfoque. Em agosto, o PDHRE criou os Corpos de Direitos Humanos do Egito, grupo de representantes do governo, do setor privado e da sociedade civil encarregados de “levar a mensagem à comunidade”.

Os integrantes desses Corpos receberam treinamento sobre como personalizar os direitos humanos e introduzi-los na vida diária. Cuidam de levar os valores às famílias, aos locais de trabalho e toda a rede social. “É importante não só que as pessoas conheçam seus direitos, mas que também os integrem em suas vidas”, explicou Aysha, líder dos Corpos. “As lições são esquecidas, a menos que se tornem parte integral de tudo o que se faz”, acrescentou.

Enquanto os regimes autoritários continuam caindo no Oriente Médio e no norte da África, o PDHRE vê a oportunidade de facilitar uma nova compreensão sobre os direitos humanos, passando “da caridade para a dignidade”. A organização trabalha de forma paralela na Tunísia, onde ativistas locais lançaram seus próprios Corpos de Direitos Humanos. E agora, com o fim do regime de Muammar Gadafi, a Líbia pode ser o próximo passo.

Fonte: http://www.envolverde.com.br/

 
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SITE RESGATA OBRAS INÉDITAS DE CHIQUINHA GONZAGA

da Agência Brasil

Primeira maestrina do Brasil, pioneira na luta pela emancipação feminina e na defesa dos direitos autorais, a compositora e instrumentista Chiquinha Gonzaga (1847-1935) é hoje mais conhecida por sua vida do que por sua obra musical, vasta em número e variada em gêneros. Em parte, isso se deve ao sucesso alcançado pela biografia Chiquinha Gonzaga: uma História de Vida, escrita pela socióloga Edinha Diniz, e pela minissérie de televisão baseada no livro.

Para resgatar a totalidade dessa obra, em grande parte ainda desconhecida tanto do público como dos músicos, os pianistas e compositores Alexandre Dias e Wandrei Braga idealizaram o site do Acervo Digital Chiquinha Gonzaga. Resultado de três anos de pesquisas da dupla, o site agora está no ar, graças a patrocínios privados e do Ministério da Cultura e à parceria do Instituto Moreira Salles (IMS) - responsável por manter o acervo pessoal da compositora - e da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais (SBAT) - entidade da qual Chiquinha foi uma das fundadoras e detentora do acervo.

“Se você pergunta para um pianista, para um chorão, para nomear as músicas da Chiquinha, em geral eles se lembram de umas quatro ou cinco, quando na verdade ela compôs mais de 300, a maioria inédita”, diz Alexandre Dias. “Com o site, a gente espera um renascimento da obra de Chiquinha, com muita coisa sendo gravada pela primeira vez”, acrescenta.

O salto com o acervo é considerável: de 12 músicas de Chiquinha que estavam disponíveis comercialmente, agora são mais de 300 partituras. “Qualquer pessoa do mundo pode ter acesso gratuito a todas essas partituras para download imediato e impressão”, destaca Alexandre. Cada partitura tem uma capa personalizada e notas sobre a

composições escritas pela biógrafa Edinha Diniz, que atuou como consultora do site.

“Também disponibilizando versões com cifras, já que há muitos músicos que não leem partituras. O objetivo é contemplar o maior número possível de interessados”, afirma o pesquisador. O site também fornece as letras das canções nunca antes publicadas, mas por enquanto não há músicas executadas. “Temos planos de colocar um áudio explicativo, mas no futuro o ideal é que a obra dela seja integralmente gravada, tanto em versão para canto como para orquestra”, diz.

A variedade de ritmos e gêneros presente na obra de Chiquinha Gonzaga atesta a versatilidade da compositora que muitos conhecem apenas como a autora da primeira marchinha de carnaval, o “Abre-Alas”, datada de 1899. “As marchinhas foram apenas uma das facetas de Chiquinha, autora de choros, valsas, tangos brasileiros, polcas, fados - ela morou três anos em Portugal -, peças sacras, serenatas, modinhas e todos os gêneros musicais existentes em sua época”, lembra Alexandre Dias.

Para marcar o lançamento do acervo digital, estão sendo realizados recitais, com arranjos especiais. No Rio de Janeiro, o recital ocorreu no último dia 15, com um concerto da banda formada por professores e alunos da Escola Portátil de Música, na Unirio. Em São Paulo, o recital será no próximo dia 30, às 11h, no Auditório Ibirapuera, e em Brasília, as apresentações estão marcadas para os dias 3 de novembro, na Universidade de Brasília (UnB) e 5 de novembro, no Clube do Choro.


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EXPOSIÇÃO NA BIBLIOTECA NACIONAL CELEBRA OS 500 ANOS DO PRECURSOR DA HISTÓRIA DA ARTE

da Agência Brasil

Reconhecido mundialmente como o primeiro historiador da arte, o italiano Giorgio Vasari, que nasceu em 1511 e morreu em 1574, é tema de uma exposição na Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro. A mostra Giorgio Vasari e a Invenção do Artista Moderno celebra os 500 anos do pintor e arquiteto e faz parte do calendário de atividades do Momento Itália no Brasil.

Incentivador de Michelangelo e outros artistas no renascentismo, Vasari fez o projeto arquitetônico da Galleria degli Uffizi, hoje sede do principal museu de Florença. Também foi o autor das pinturas que decoram o Palazzo Vecchio, sede do governo da cidade italiana, onde fundou em 1563 a primeira academia de belas artes.

Estão expostas 110 peças de Vasari que integram o acervo da Biblioteca Nacional, entre elas três edições de Vida dos Mais Excelentes Pintores, Escultores e Arquitetos. Lançada em 1550, a obra é considerada o livro fundador da historiografia artística.

“Até hoje, esse livro é referência nos estudos sobre a arte do renascimento. Sem ele, a ideia sobre esse período teria contornos diferentes e outros protagonistas”, destaca a curadora Elisa Byington.

Outros destaques da mostra são as reproduções de gravuras como Laocoonte, de Pierre Perret, que trata do episódio da mitologia relatado na Ilíada de Homero e na Eneida de Virgilio. Para o presidente da Biblioteca Nacional, Galeno Amorim, a exposição reforça a qualidade do acervo da instituição, detentora de obras raras existentes só nos maiores museus do mundo.

“Vamos investir cada vez mais em exposições desse porte para apresentar o imenso material histórico que está à disposição dos brasileiros”, ressalta.

Com entrada franca, a exposição Giorgio Vasari e a Invenção do Artista Moderno fica aberta ao público até 11 de dezembro no Espaço Cultural Eliseu Visconti, com acesso pelo jardim da Biblioteca Nacional (Rua México, s/n, centro). O período de visitação é de terça a sexta-feira, das 10h às 18h, aos sábados, das 10h às 17h, e aos domingos, das 12h às 17h.


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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

OUTUBRO ROSA


O movimento popular internacionalmente conhecido como Outubro Rosa é comemorado em todo o mundo. O nome remete à cor do laço rosa que simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer de mama e estimula a participação da população, empresas e entidades. Este movimento começou nos Estados Unidos, onde vários Estados tinham ações isoladas referente ao câncer de mama e ou mamografia no mês de outubro, posteriormente com a aprovação do Congresso Americano o mês de Outubro se tornou o mês nacional (americano) de prevenção do câncer de mama.

 A história do Outubro Rosa remonta à última década do século 20, quando o laço cor-de-rosa, foi lançado pela Fundação Susan G. Komen for the Cure e distribuído aos participantes da primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova York, em 1990 e, desde então, promovida anualmente na cidade (http://www.komen.org/). 

 Em 1997, entidades das cidades de Yuba e Lodi nos Estados Unidos, começaram efetivamente a comemorar e fomentar ações voltadas a prevenção do câncer de mama, denominando como Outubro Rosa. Todas ações eram e são até hoje direcionadas a conscientização da prevenção pelo diagnóstico precoce. Para sensibilizar a população inicialmente as cidades se enfeitavam com os laços rosas, principalmente nos locais públicos, depois surgiram outras ações como corridas, desfile de modas com sobreviventes (de câncer de mama), partidas de boliche e etc. (http://www.pink-october.org/).

A ação de iluminar de rosa monumentos, prédios públicos, pontes, teatros e etc. surgiu posteriormente, e não há uma informação oficial, de como, quando e onde foi efetuada a primeira iluminação. O importante é que foi uma forma prática para que o Outubro Rosa tivesse uma expansão cada vez mais abrangente para a população e que, principalmente, pudesse ser replicada em qualquer lugar, bastando apenas adequar a iluminação já existente.

 A popularidade do Outubro Rosa alcançou o mundo de forma bonita, elegante e feminina, motivando e unindo diversos povos em em torno de tão nobre causa. Isso faz que a iluminação em rosa assuma importante papel, pois tornou-se uma leitura visual, compreendida em qualquer lugar no mundo.

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domingo, 23 de outubro de 2011

RIO FARÁ CONTAGEM REGRESSIVA DOS LIXÕES DO ESTADO

da Agência Brasil

Começa a funcionar amanhã (24), nbo Rio de Janeiro, o Contador Regressivo de Lixões, uma iniciativa que objetiva viabilizar o registro detalhado dos lixões que estão sendo ou serão desativados no estado, dos aterros sanitários implantados e do cronograma de conclusão do programa Lixão Zero.

O Contador Regressivo dos Lixões do estado do Rio será apresentado pelo secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, e pela presidenta do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Marilene Ramos. Durante a apresentação, o secretário Carlos Minc detalhará o avanço do programa Lixão Zero nos municípios fluminenses e que já levou, somente este ano, à desativação de 16 lixões pelo governo estadual.

“Nos dados a serem apresentados, de forma transparente, constarão os lixões desativados de 2009 a 2010, o lixões já desativados em 2011 e os que serão interrompidos nos próximos anos”, informou a Secretaria do Ambiente, em nota. Ainda segundo a secretaria, o objetivo do detalhamento das ações de desativação dos lixões é fazer com que a sociedade acompanhe de perto o que vem sendo feito com o programa Lixão Zero, que visa a desativar todos os lixões do Rio. “Em cada caso citado, serão detalhadas a data da desativação, as toneladas de lixo retiradas e a destinação correta para aterros sanitários em diversos municípios”.


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CAMPANHA NATAL SEM FOME DOS SONHOS ARRECADA BRINQUEDOS PARA CRIANÇAS POBRES DE TODO O PAÍS

da Agência Brasil

Com o objetivo de arrecadar brinquedos para distribuir a crianças com baixo índice de desenvolvimento humano (IDH) e, ao mesmo tempo, denunciar a existência no Brasil de centenas de milhares de famílias ainda vivendo abaixo da linha de pobreza, a organização não governamental (ONG) Ação da Cidadania lançou neste domingo (23), no Rio de Janeiro, a 19ª edição da campanha Natal sem Fome dos Sonhos.

A campanha é promovida simultaneamente em várias capitais do país. Além do Rio, a Ação da Cidadania montou, no Aterro do Flamengo (zona sul), uma mesa com 1 quilômetro de comprimento decorada com brinquedos simbolizando o direito que toda criança tem de brincar e sonhar.

“São famílias onde, provavelmente, Papai Noel não chega ou nunca chegou. Então, o objetivo do Natal sem Fome dos Sonhos é fazer essa arrecadação e, ao mesmo tempo, denunciar que ainda existem no Brasil, apesar dos avanços, muitas e muitas famílias que ainda estão abaixo da linha da pobreza. A campanha é, basicamente, para elas: para que pelo menos no Natal elas tenham uma alegria”, disse à Agência Brasil o presidente do Conselho da Ação da Cidadania, Daniel Souza.

Algumas instituições parceiras da campanha, como a Associação de Professores Públicos Ativos e Inativos do Rio de Janeiro (Appai) e o Instituto Nacional de Tecnologia (INT), anteciparam suas doações e os brinquedos foram usados na ornamentação da mesa.

Além da arrecadação de brinquedos, a campanha montou para este domingo uma programação dirigida ao público infantil, que inclui a apresentação do musical A Boneca e o Soldadinho, com a Companhia Raízes do Mundo; jogos e brincadeiras populares, como corda, bambolê e elástico; além de rodas de capoeira, jongo, bumba-meu-boi e contação de histórias.

Apesar de informar à Agência Brasil que a campanha não trabalha com uma metas, Daniel Souza informou que, somente no ano passado, a iniciativa viabilizou a distribuição no estado do Rio de cerca de 200 mil brinquedos para crianças carentes.

“Nós paramos de trabalhar com metas porque, se definimos como meta a arrecadação, por exemplo, de 1 milhão de brinquedos e só são arrecadados 900 mil, fica a impressão de que a campanha fracassou quando, na verdade, 900 mil constitui um número significativo de brinquedos”.

Souza lembrou, ainda, que em alguns estados ainda são arrecadados alimentos e livros, “o que dificulta ainda mais o estabelecimento de metas”. Bahia, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Distrito Federal também organizaram montagens da mesa com alimentos, brinquedos e livros. Durante a campanha, que vai até dezembro, a população poderá levar sua doação aos postos de coleta instalados pelos comitês em pontos estratégicos das grandes cidades.

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sábado, 22 de outubro de 2011

MINISTRA DE DIREITOS HUMANOS DIZ QUE COMISSÃO DA VERDADE É CONQUISTA, NÃO CONCESSÃO

da Agência Brasil

A ministra de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, rebateu hoje (21) críticas ao projeto de criação da Comissão Nacional da Verdade, que visa a investigar os crimes contra os direitos humanos cometidos entre 1946 e 1988, sobretudo os que ocorreram durante o período da ditadura militar iniciada em 1964. Ela participou nesta sexta, no Rio, do debate Direito à Memória e à Verdade, promovido pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

“Às vezes, os movimentos, a sociedade têm dificuldade de comemorar nossas conquistas. Essa comissão não foi concedida, ela foi conquistada à custa de muita luta”, declarou a ministra que reafirmou que o governo não investigará militantes por supostos atos criminosos, pois o papel do Estado, com a comissão, é investigar crimes cometidos pelo próprio Estado.

De acordo com Maria do Rosário, o projeto de criação da Comissão Nacional da Verdade, aprovado na última quarta-feira (19), em votação simbólica, na Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ), deve ir a plenário, em regime de urgência, na semana que vem. A ministra admitiu que existem pontos controversos no projeto, como aquele relativo ao número de membros da comissão (sete), considerado pequeno, e o que diz respeito ao período para elaboração de relatório conclusivo sobre os crimes contra os direitos humanos cometidos pelo Estado, no período em questão. Mas, segundo ela, o fundamental é que a criação da comissão ocorra sem mais morosidade.

“A escolha de um número de sete membros para a comissão foi feita para dar agilidade na tomada de decisões. E criamos dois instrumentos fundamentais para auxiliar a comissão, como uma rede de observatórios de universidades, com o Ministério da Educação, e os comitês autônomos, que podem buscar informações e indicar pessoas para serem ouvidas pela Comissão da Verdade”.

A ministra disse que somente a presidenta Dilma pode falar a respeito dos membros da comissão, já que cabe a ela indicar os nomes para o colegiado, que terá dois anos, a partir da instalação, para a conclusão do relatório final sobre os crimes.

O secretário nacional de Justiça e presidente da Comissão de Anistia, Paulo Abrão, ressaltou que a comissão não é uma concessão e que a iniciativa vai romper com a tradição do Brasil de não enfrentar as violações cometidas pelo Estado. “Pela primeira vez, o Estado cria uma comissão com a responsabilidade, entre outras, de identificar violadores dos direitos humanos. É inédita a criação de um órgão exclusivo para sistematizar todas essas graves violações de direitos”.

A ministra comentou que existem setores da época da ditadura muito atuantes ainda hoje e que têm dificultado, por exemplo, as investigações sobre os desaparecidos na Guerrilha do Araguaia. “Quando vamos ao Araguaia, eles já estiveram lá. Não sei se conseguiremos informações sobre o caso, pois eles vão e destroem tudo o que construímos”.

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125 PAÍSES ASSINAM DECLARAÇÃO POLÍTICA DO RIO , MARCO NA BUSCA DE ACESSO IGUALITÁRIO A SERVIÇOS DE SAÚDE

O Ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, encerrou hoje (21/10) a Conferência Mundial sobre Determinantes Sociais da Saúde, realizada desde o dia 19 no Rio de Janeiro, celebrando a Declaração Política do Rio sobre Determinantes Sociais da Saúde. O documento negociado entre 125 países é, segundo o ministro, “um grande marco de referência para esforços futuros”. (Leia a Declaração clicando aqui)

Os governos reconheceram que um alto padrão de saúde é um dos direitos fundamentais do ser humano, “sem distinção de raça, religião, crença política, condição econômica ou social”. Comprometeram-se ainda a melhorar as condições de vida, a distribuição igualitária de poder, dinheiro e recursos.


A Declaração Política do Rio registra o comprometimento em desenvolver políticas públicas com atenção especial a grupos vulneráveis, áreas de risco e aspectos relativos ao gênero, além de encorajar os setores público e privado a oferecer condições saudáveis de trabalho.

Para o painelista David Sanders, especialista em saúde pública da Universidade de Western Cape (África do Sul), a Declaração deveria ser mais abrangente, pois não cita como as relações comerciais interferem na nutrição, afetando os Determinantes Sociais de Saúde. Segundo Sanders, os subsídios oferecidos por países ricos comprometem a produção agrícola e a segurança alimentar, especialmente da África – o continente, diz ele, tem 14% da população mundial, mas registra 37% das mortes de crianças com até cinco anos.

A Vice-Diretora Executiva do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Purnima Mane, admite que a Declaração não é o ideal, “mas é a melhor que poderia ser”. Para ela, agora cabe às organizações ir além. “O papel da sociedade civil é pressionar seus governos para melhorar essas relações imperfeitas.”

A Conferência Mundial sobre Determinantes Sociais da Saúde foi o maior evento já realizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) fora da sua sede, em Genebra, na Suíça. Na avaliação do ministro Antonio Patriota, o evento que contou com 1,2 mil participantes, dentre eles 60 ministros da Saúde, pode ser visto “como um passo na perspectiva de preparação para a Rio+20 porque a saúde é um dos fatores sociais importantes na definição de um novo paradigma de desenvolvimento sustentável”.

Fonte:www.onu.org.br

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OIT E DIEESE LANÇAM PUBLICAÇÃO SOBRE CLÁUSULAS DE TRABALHO RELATIVAS A GÊNERO E RAÇA

O Escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil e o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) lançaram esta semana a publicação “Negociação de Cláusulas de trabalho relativas à igualdade de gênero e raça 2007-2009″. O estudo apresenta a evolução da incorporação dessas cláusulas nos processos de negociação coletiva no país no período.

“As questões relativas à igualdade de gênero e raça têm presença crescente nos processos de negociação coletiva no país. Isso pode ser observado através do aumento do número de cláusulas existentes nos acordos e convenções coletivas, em especial no que se refere às questões de gênero”, afirmou a Diretora do Escritório da OIT no Brasil, Laís Abramo, na apresentação da publicação em São Paulo, na última segunda-feira (17/10).


Com essa publicação, a OIT e o DIEESE esperam contribuir para a reflexão dos diversos atores do mundo do trabalho acerca da importância e potencialidade da negociação coletiva como instrumento e estratégia para a promoção da igualdade de gênero e raça.


Fonte:www.onu.org.br

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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

A ILUSÃO DE UMA ECONOMIA VERDE



por Leonardo Boff
 
Tudo o que fizermos para proteger o planeta vivo que é a Terra contra fatores que a tiraram de seu equilíbrio e provocaram, em conseqüência, o aquecimento global é válido e deve ser apoiado. Na verdade, a expressão “aquecimento global”esconde fenômenos como: secas prolongadas que dizimam safras de grãos, grandes inundações e vendavais, falta de água, erosão dos solos, fome, degradação daqueles 15 entre os 24 serviços, elencados pela Avaliação Ecossistêmica da Terra (ONU), responsáveis pela sustentabilidade do planeta(água, energia, solos, sementes, fibras etc).

A questão central nem é salvar a Terra. Ela se salva a si mesma e, se for preciso, nos expulsando de seu seio. Mas como nos salvamos a nós mesmos e a nossa civilização? Esta é real questão que a maioria dá de ombros,especialmente os que tratam da macroeconomia.

A produção de baixo de carbono, os produtos orgânicos, energia solar e eólica, a diminuição, o mais possível, de intervenção nos ritmos da natureza, a busca da reposição dos bens utilizados, a reciclagem, tudo que vem sob o nome de economia verde são os processos mais buscados e difundidos. E é recomendável que esse modo de produzir se imponha.

Mesmo assim não devemos nos iludir e perder o sentido critico. Fala-se de economia verde para evitar a questão da sustentabilidade que se encontra em oposição ao atual modo de produção e consumo.

Mas no fundo, trata-se de medidas dentro do mesmo paradigma de dominação da natureza. Não existe o verde e o não verde. Todos os produtos contem nas várias fases de sua produção, elementos tóxicos, danosos à saúde da Terra e da sociedade. Hoje pelo método da Análise do Ciclo de Vida podemos exibir e monitorar as complexas inter-relações entre as várias etapas, da extração, do transporte, da produção, do uso e do descarte de cada produto e seus impactos ambientais. Ai fica claro que o pretendido verde não é tão verde assim. O verde representa apenas uma etapa de todo um processo. A produção nunca é de todo ecoamigável.

Tomemos como exemplo o etanol, dado como energia limpa e alternativa à energia fóssil e suja do petróleo. Ele é limpo somente na boca da bomba de abastecimento. Todo o processo de sua produção é altamente poluidor: os agrotóxicos aplicados ao solo, as queimadas, o transporte com grandes caminhões que emitem gases, as emissões das fábricas, os efluentes líquidos e o bagaço. Os pesticidas eliminam bactérias e expulsam as minhocas que são fundamentais para a regeneração os solos; elas só voltam depois de cinco anos.

Para garantirmos uma produção, necessária à vida, que não estresse e degrade a natureza, precisamos mais do que a busca do verde. A crise é conceptual e não econômica. A relação para com a Terra tem que mudar. Somos parte de Gaia e por nossa atuação cuidadosa a tornamos mais consciente e com mais chance de assegurar sua vitalidade.

Para nos salvar não vejo outro caminho senão aquele apontado pela Carta da Terra:”o destino comum nos conclama a buscar um novo começo; isto requer uma mudança na mente e no coração; demanda um novo sentido de interdependência global e de responsabilidade universal”(final).

Mudança de mente significa um novo conceito de Terra como Gaia. Ela não nos pertence, mas ao conjunto dos ecossistemas que servem à totalidade da vida, regulando sua base biofísica e os climas. Ela criou toda a comunidade de vida e não apenas nós. Nós somos sua porção consciente e responsável. O trabalho mais pesado é feito pelos nossos parceiros invisíveis, verdadeiro proletariado natural, os microorganismos, as bactérias e fungos que são bilhões em cada culherada de chão. São eles que sustentam efetivamente a vida já há 3,8 bilhões de anos. Nossa relação para com a Terra deve ser como aquela com nossas mães: de respeito e gratidão. Devemos devolver, agradecidos, o que ela nos dá e manter sua capacidade vital.

Mudança de coração significa que além da razão instrumental com a qual organizamos a produção, precisamos da razão cordial e sensível que se expressa pelo amor à Terra e pelo respeito a cada ser da criação porque é nosso companheiro na comunidade de vida e pelo sentimento de reciprocidade, de interdependência e de cuidado, pois essa é nossa missão.

Sem essa conversão não sairemos da miopia de uma economia verde.Só novas mentes e novos corações gestarão outro futuro.

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COMPLEXO DO ALEMÃO RECEBE CENTRO DE REFERÊNCIA DA JUVENTUDE

Da Agência Brasil

Os moradores do Complexo do Alemão, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro, receberam hoje (19) uma unidade do Centro de Referência da Juventude (CRJ). O projeto é uma parceria dos governos federal e estadual para preparar os jovens de comunidades pacificadas para o mercado de trabalho, oferecendo cursos de capacitação profissional. As inscrições para os cursos começam amanhã (20).

O Centro de Referência está instalado na Estação Alemão do teleférico no complexo de favelas. A ministra do Desenvolvimento Social e Combate a Fome, Tereza Campello, que participou da inauguração do espaço, disse que o projeto é de inclusão produtiva e que vai servir de exemplo para o restante do país.

“O projeto é fundamental, estamos aqui no meio da comunidade articulando várias ações. Vai ser um espaço de convivência, um espaço de inclusão produtiva, que é uma das agendas estratégicas do Brasil, não só para a população mais pobre, mas também para a juventude”, disse Tereza.

Segundo o secretário de Assistência Social do estado, Rodrigo Neves, até 2015 todas as áreas pacificadas receberão centros semelhantes. O investimento no Alemão soma R$ 1,5 milhão.

Para Matheus Victorino, de 15 anos, morador da comunidade, o Centro de Referência da Juventude “é uma grande oportunidade para os jovens da comunidade conseguir um emprego e crescer na vida”.
A unidade vai oferecer 500 vagas divididas em três turnos em cursos variados, como assistente administrativo, cabeleireiro e manutenção de computadores.

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QUASE TODAS AS CIDADES BRASILEIRAS TÊM REDE DE ÁGUA, MAS EM 41% DELAS, NADA SAI DAS TORNEIRAS

da Agência Brasil

Embora o serviço de abastecimento de água já beneficie quase todas as cidades brasileiras (99,4%), quase um quarto (23%) delas ainda sofre com racionamento. Em 41% dos municípios que contam com rede de distribuição, o desabastecimento dura o ano todo, motivado, principalmente (66%), por secas ou estiagem.

A informação consta do Atlas do Saneamento 2011, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O documento dá uma dimensão territorial às informações da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico de 2008 (PNSB 2008), apresentada no ano passado.

Os dados também revelam desigualdades em termos de abastecimento entre as regiões. Em 2008, dos 5.564 municípios do país, 33, concentrados no Norte e no Nordeste, ainda não dispunham de redes gerais abastecimento de água, sendo 11 na Paraíba. A pesquisa aponta que esse número vem diminuindo ao longo dos anos: de 4,1% em 1998 para 0,6% em 2008.

Ainda segundo o IBGE, em 46,8% dos municípios, o abastecimento de água por rede geral é de responsabilidade de sociedades de economia mista. Em 249, entidades privadas prestam o serviço.
O documento também traz informações sobre o volume diário de água distribuída per capita no país, que segundo o IBGE, é "um bom indicador da eficiência do serviço de abastecimento por rede geral". Em 2008, esse volume foi 0,32 metros cúbicos (m³), o que corresponde ao consumo diário de 320 litros por pessoa, um aumento de 0,12 m³ no volume médio do país em relação a 1989. A Região Sudeste foi a que registrou a maior elevação, com a distribuição média diária de 0,45 m³ per capita em 2008.

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COMUNICAÇÃO E HEGEMONIA

por Vito Giannotti

Já é lugar comum repetir que no Brasil não se lê quase nada. Livros, jornais, revistas e coisas parecidas não são nossa paixão. Certo, isso já é sabido, como é sabido que a mídia comercial/patronal goza de todas as facilidades da concentração de poder em suas mãos. E ela usa todas as armas para garantir o poder nas mãos da classe empresarial, sem nenhuma preocupação com a objetividade, a imparcialidade e consequentemente a verdade.

De uns anos pra cá, muito se fala da democratização da mídia. Sim, reclamamos do poder das seis ou nove famílias que detém rádios, Tvs, jornais e revistas. Reivindicamos até uma “reforma agrária” nas ondas magnéticas.

Tudo isso é mais do que justo e necessário, mas precisamos ter coragem de olhar para os passos que nós de esquerda poderíamos dar e não damos. Quem nos impede de criar nossos jornais e revistas? Jornais para disputar a hegemonia na sociedade, como nos ensinou Gramsci.

Lênin, em 1901, respondia à questão “Por onde começar?” de maneira muito direta: “por um jornal político para toda a Rússia”, escreveu. Hoje ele falaria do uso de todas as mídias, do jornal ao rádio, à TV e a todo o arsenal da mídia eletrônica. Hoje, não se trata mais de um jornal único, como de um partido único. A experiência das lutas do século 20 nos ensinaram que podemos fazer vários jornais no nosso campo de esquerda. E, o Brasil de Fato é apenas um exemplo de que se pode fazer nossa imprensa. Do roxo ao cor de rosa, passando pelo “vermelho, vermelhinho, vermelhão” são variações legítimas do campo da esquerda. Cada um defende sua visão de mundo, com sua sensibilidade específica.

 Mas o que precisamos é comunicar, divulgar, disputar nossa visão de mundo. Apresentar, propagandear e desfraldar nossos valores, totalmente antagônicos aos valores da classe patronal muito bem apresentados por toda a mídia patronal.

 É possível parar de choramingar e fazer nossos jornais, revistas, rádios e usar todas as ferramentas eletrônicas. Para isso precisamos dar vários, muitos passos. Mas o primeiro é nos convencermos que sem uma comunicação politizada, diária, muito bem feita e escrita ou falada na língua dos “normais” não conseguiremos convencer milhares e milhões de nossas propostas. A batalha da hegemonia exige convencimento e força. Força das nossas organizações, força das instituições e das leis que impusermos. Convencimento é pela nossa comunicação. Por isso vamos criar nossos instrumentos de comunicação, os mais unificados possível, para construir o “outro mundo”: um mundo socialista.

Fonte: Brasil de Fato


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DESAFIOS PARA A MUDANÇA SUSTENTÁVEL


A sociedade está dividida entre duas visões diferentes de mundo. A grande maioria ainda mantém um pé no velho mundo, que conhecem e dominam bem, do alto consumo e grande pegada carbônica, mas já começamos a trilhar por novos caminhos, um mundo novo que se anuncia chamado sustentabilidade, onde as atividades precisam ser não só viáveis economicamente, mas também ambientalmente sustentáveis e principalmente, socialmente justos.

Tudo que é novo assusta. Então, não é de se estranhar que muitos ainda vejam a mudança com desconfiança. Entretanto, o velho mundo não consegue mais oferecer certas soluções quando a sociedade continua cobrando progresso e desenvolvimento, mas não mais ao preço de arrasar com o Planeta e gerar exclusão social.

A sociedade ainda balança entre essas duas visões de mundos, ao sabor das suas escolhas que a fazem inclinar mais para um lado ou para o outro. Mas a cada novo desastre ambiental, a cada novo índice que revela o quanto estamos sendo displicentes e irresponsáveis com o Planeta, mais a sociedade se conscientiza da necessidade da mudança.

A mídia exerce um papel muito importante neste processo de mudança, pois ao informar contribui para a reflexão e a tomada de consciência e isso influencia diretamente nas escolhas. Entretanto, entre tomar consciência e mudar práticas, ainda existe um longo caminho a ser preenchido com muito esforço e capacidade de lidar com as frustrações entre o que desejamos e o que conseguimos alcançar.
Produtos e tecnologias limpas e sustentáveis já existem, mas são mais caras, por que não externalizam seus custos socioambientais para a sociedade, ao contrário da velha economia, que segue tentando capitalizar lucros enquanto socializa prejuízos.

A sustentabilidade ainda tem um longo caminho a percorrer para sair do campo das utopias e ocupar o espaço da velha economia, mas precisará encarar o desafio de promover a inclusão socioeconômica de milhões de excluídos que tem todo o direito de consumir mais, ou mesmo de consumir algo, sendo que só temos um Planeta de recursos naturais, e eles são finitos. Para muitos ecossistemas, animais e seres humanos quando a sustentabilidade chegar, já terá sido tarde demais, ainda assim, a humanidade não tem alternativa a não ser mudar, ou corre riscos até mesmo de provocar sua própria extinção.

A velocidade da mudança para este novo mundo passa por políticas públicas e por maior prioridade de investimento em pesquisa científicas e tecnológicas que dêem mais qualidade de vida aos excluídos com menos consumo, mas também passa pela criação de mecanismos democráticos e de mercado que consigam penalizar quem consome demais.

Precisaremos ainda de uma nova comunicação, pois a antiga esteve comprometida com o velho modelo e com falsos valores baseado na felicidade através do consumo. Foi através dela que as falsas promessas de progresso e de felicidade foram divulgadas, e agora a comunicação precisa se renovar e oferecer novas idéias, para a sustentabilidade, a fim de ajudar a sociedade a aumentar a velocidade de suas escolhas para o novo mundo, retirando de vez o pé do mundo antigo e ultrapassado e descubra como ser mais feliz com menos consumo.

* Vilmar Sidnei Demamam Berna é escritor e jornalista, fundou a Rebia (Rede Brasileira de Informação Ambiental) e edita, deste janeiro de 1996, a Revista do Meio Ambiente (que substituiu o Jornal do Meio Ambiente) e o Portal do Meio Ambiente. Em 1999, recebeu no Japão o Prêmio Global 500 do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente e, em 2003, o Prêmio Verde das Américas.

Fonte: Envolverde

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